O que Al Gore e Michael Moore têm em comum?

Boa pergunta. Mas há pistas.

Claudio

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A cidade faliu

Ao contrário do que alguns podem imaginar, cidades encolhem em países do Primeiro Mundo.

With 41 percent of its population aged 65 and older — the highest ratio nationwide — Yubari represents what pretty much every municipality and prefecture is likely to face in a decade or two.

The rising number of elderly people, higher medical and welfare costs, a declining labor force and shrinking tax revenues, no strong industry: Yubari’s problems fit into all these categories. Worse, Yubari appears to be just the most prominent case. Japan is filled with cities, towns and villages facing more or less the same crisis.

And amid such bleak prospects, the nation has yet to come up with a clear vision on where to go from here.

Yubari once prospered as a coal mining town, boasting 117,000 residents in its heyday in 1960. But as the central government shifted energy focus from coal to oil, the mining business dried up, and Yubari along with it.

When Yubari’s coal mines started to shut down in the 1980s — the last one called it quits in 1990 — residents departed by the thousands.

To stop the population drain and create jobs, Yubari used abundant subsidies from the central government to invest in tourism. But the grandiose amusement parks and ski resorts it built turned out to be white elephants sucking the city’s coffers dry.

Uma notável sucessão de problemas exógenos (envelhecimento da população) e endógenos (o uso de dinheiro público para “salvar” a cidade). Certamente a série de matérias será interessante.

Agora, se há solução para isto sem algum tipo de choradeira por mais “transferências do governo central” no Japão, não sei porque não poderíamos pensar (e implantar) soluções distintas aqui. Fala-se muito em “criatividade” “local” aqui na selva. Mas, na hora de praticá-la, não há muitos que escapem da cultura da “esmola às custas dos outros”.

Claudio
p.s. políticos, em qualquer lugar do mundo, têm um potencial para falar asneiras que sempre pode surpreender.

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Por que é bom ser economista? Porque não falta tema de pesquisa.

Alguns artigos novos da NBER que despertam a curiosidade.

1. Mediocracy.

2. Who Were the Greatest Women Artists of the Twentieth Century? A Quantitative Investigation

3. Building Criminal Capital behind Bars: Peer Effects in Juvenile Corrections

Campo de pesquisa para um bom economista não falta.

Claudio

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Sou da paz (mas não me provoque)

O jornal “O Estado de São Paulo” está com uma série de reportagens sobre a violência no Brasil. Pode ser uma boa fonte de inspiração para pesquisas…

Claudio
UPDATE: veja o comentário do Leo (o fundador deste blog, junto comigo, atualmente licenciado) antes de ir ao link.

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Assuntos sobre os quais falei recentemente

Falei disto em alguma das minhas turmas, outro dia. Espero sempre poder passar a mensagem clara de que pesquisa também envolve ética.

Obviamente, ética não é tudo. Mas ajuda.

Como dizia um amigo meu, “pelo menos eu posso dormir tranqüilo à noite”.

Claudio
p.s. vamos ver se algum dos alunos da turma discretamente citada é capaz de: i. vir a este blog, ii. ir ao link e ler o conteúdo e, iii. reconhecer a discussão.

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Algo me diz que não é o mesmo caso de Paulo Francis…

Ah, meus amigos, por mais que estejamos todos contaminados pelo padrão deteriorado da cultura de massa norte-americana, há de existir em cada um de nós um resto, um restinho que seja, de sensibilidade e inteligência que reaja àquele festival inacreditável de vulgaridades “globais”.

Quem disse isso? O mesmo que escreveu isto (citado pelo Duke).

Claudio

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A oferta de trabalho continua positivamente inclinada

O senador Jefferson Peres (PDT-AM), considerou nesta terça-feira, 27, “uma anomalia” o fato de o novo representante do Brasil no Fundo Monetário Internacional (FMI), economista Paulo Nogueira Batista, acumular o cargo de servidor do Senado, como assessor do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), ganhando salário de R$ 9 mil, com atividades como a de pesquisador e professor da Fundação Getúlio Vargas e a de colunista em dois jornais. “Como fica o tempo que ele usa para compensar o salário?”, questionou.

O acúmulo de funções de Paulo Nogueira Batista foi revelado pelo Estado desta terça-feira por conta da indicação do nome do economista como representante do Brasil e de mais oito países da América Latina no FMI.

Economistas heterodoxos também se comportam como homens racionais, não é mesmo?

Claudio
p.s. Se fosse um economista não-heterodoxo, na época do regime militar, numa situação análoga, não duvide leitor (eu vivi esta época), haveria boataria e comentários até sobre a sexualidade do sujeito. É notável o que acontece agora.

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Bases de dados não faltam

É, leitor(a). Nossos links de bases de dados aí ao lado ganharam uns quatro novos itens em menos de duas horas. Não custa repetir: dados existem em abundância. Idéias, claro, é que são mais difíceis.

Dê uma conferida (= vá em cada link e explore-o cuidadosamente, mas sem ser exageradamente lento): aposto que você achará muita coisa interessante.

Claudio

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Terceiro Setor ou Nova Modalidade Criminal?

Eis aí, novamente, mais uma evidência de que ONGs nunca foram, não são e nem serão a panacéia que alguns divulgam por aí.

A discussão selvagem (brasileira) se restringe a uma suposta superioridade moral (bingo!) ou de eficiência (truco!) das ONGs em relação ao governo.

Para começo de conversa, ONG, no Brasil, depende de financiamento governamental (quase todas, em alguma medida). Então, já começou com o nome incorreto. Segundo, ONGs são compostas de seres humanos e não há nenhuma evidência de que um sujeito que abriu uma ONG se tornou santo e esqueceu de seus próprios interesses.

A explicação é simples, mas nem todos pensam assim. Por isto ficam “chocados” com uma notícia como esta.

Claudio

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DJ Claudio

Enquanto eu trabalho e imagino a que horas dormirei, que tal você ouvir um pouco de Enka? Este aqui eu vi em São Paulo, nos anos 80 e garanto: o cara é bom mesmo. Claro, esta aqui voltou em 2006 (ouvi muita música dela ao lado de um copo de cerveja nas vezes em que respirava no mestrado). Como diz o comentarista, Massako san está com a voz algo fora do tom…

Claudio

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Eu não teria dito melhor

As péssimas condições do ensino no Brasil – e a forma como a mídia constantemente repercute este tema – colaborou para uma inversão de valores. Encontrou-se, pois, a desculpa ideal: o problema é sempre da escola e do professor. Mais adiante, quandos estas crianças estiverem reclusas em celas, terá sido ” culpa da sociedade”. E mais: se, porventura, um destes meninos ou meninas, num futuro próximo, for pego tentando ingressar ilegalmente em algum país do hemisfério norte, a culpa será do “capitalismo selvagem” ou da globalização.

Clique aí e leia tudo.

Claudio

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