escolha pública

A Coréia do Norte e a ONU: o problema da burocracia

Há um tema cuja ausência na literatura científica nacional me incomoda: a análise positiva (no sentido econômico) de burocracias transnacionais como a ONU.

Ocasionalmente eu falo disto aqui, mas raramente vejo algum estudo novo de nossa academia. Ora, é um descompasso notável este: a parte pró-LLUULLAA da academia namora a idéia de maior poder na ONU, mas não faz o dever de casa. Por que tanta ausência em tentar analisar, cientificamente, burocracias como o nosso Itamaraty ou a ONU?

No caso do Itamaraty eu aposto no comprimido mercado de trabalho brasileiro: não é bom lançar críticas em um futuro provável empregador (sem falar que o governo controla 40% da economia, se pensarmos na carga tributária…você corre um risco imenso de ser vítima da burocracia kafkiana).

Mas quanto à ONU, realmente, é notável o “silêncio dos intelectuais brasileiros”. Ainda mais agora, que mais uma vez a administração Annan está sob críticas. Nem entro no mérito das mesmas, mas que são necessárias, são. E demandam estudos.

E não falo de estudos verborrágicos. Falo de CIÊNCIA. No mínimo uma hipótese testável. Mesmo que você não goste de Karl Popper, acho difícil imaginar que esteja satisfeito com nossas análises sobre as burocracias transnacionais. A não ser que faça parte do grupo de pesquisadores que se sente ameaçado com a concorrência (isto existe em Economia, não acredito que seja exclusividade nossa…).

Claudio

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