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Greve de fome 2?

Vocês estão lembrados do padre que fez, ou ameaçou fazer, greve de fome contra a transposição do Rio São Francisco? Novamente, o governo anuncia essa obra. Será que teremos mais uma greve de fome?

André by Ana

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O Ocaso do Capital Social?

Speaking of social capital. . . . In case you missed it, there was a recent flap over research by Robert Putnam purportedly showing that racial and ethnic diversity is harmful to social capital. A Financial Times column broke the story in October 2006, implying that Putnam — feeling guilty about the study’s politically incorrect implications — was delaying or suppressing the results. Putnam put out a press release claiming the newspaper report was one-sided, though not addressing the claim that he was holding back the findings.

Steve Sailer calls Putnam’s remarks to the FT, while in Sweden to receive a prize for his work in Bowling Alone, “one of the more irony-laden incidents in the history of celebrity social scientists.” Arnold Kling thinks Putnam is a publicity hound who “position[s] his research in ways to maximize sensationalist coverage, and then complain[s] about sensationalist coverage.”

Lamentável, heim? Ah se o Leo estivesse aqui…

Claudio

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escolha pública

A Coréia do Norte e a ONU: o problema da burocracia

Há um tema cuja ausência na literatura científica nacional me incomoda: a análise positiva (no sentido econômico) de burocracias transnacionais como a ONU.

Ocasionalmente eu falo disto aqui, mas raramente vejo algum estudo novo de nossa academia. Ora, é um descompasso notável este: a parte pró-LLUULLAA da academia namora a idéia de maior poder na ONU, mas não faz o dever de casa. Por que tanta ausência em tentar analisar, cientificamente, burocracias como o nosso Itamaraty ou a ONU?

No caso do Itamaraty eu aposto no comprimido mercado de trabalho brasileiro: não é bom lançar críticas em um futuro provável empregador (sem falar que o governo controla 40% da economia, se pensarmos na carga tributária…você corre um risco imenso de ser vítima da burocracia kafkiana).

Mas quanto à ONU, realmente, é notável o “silêncio dos intelectuais brasileiros”. Ainda mais agora, que mais uma vez a administração Annan está sob críticas. Nem entro no mérito das mesmas, mas que são necessárias, são. E demandam estudos.

E não falo de estudos verborrágicos. Falo de CIÊNCIA. No mínimo uma hipótese testável. Mesmo que você não goste de Karl Popper, acho difícil imaginar que esteja satisfeito com nossas análises sobre as burocracias transnacionais. A não ser que faça parte do grupo de pesquisadores que se sente ameaçado com a concorrência (isto existe em Economia, não acredito que seja exclusividade nossa…).

Claudio

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Teoria “austríaca” da economia, um bom resumo


Roger Garrison tem, aqui, um bom resumo para quem quer entender mais da teoria econômica de corte austríaco.

Tem suas limitações, mas Garrison é um dos mais didáticos. Além do que, ele não entra naquela cornucópia que é o argumento austríaco “anti-matemática” em economia. É só ver o link: há gráficos (e até equações…).

Claudio

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Em dia de apresentação de pacote político

Em todo lançamento de um plano de governo existe a exaltação dos seus benefícios. Falam em crescimento, em expansão dos negócios, redistribuição da renda regional e pessoal. Eu me lembrei de uma passagem do David Friedman citada no livro Para Além da Política. A citação é a seguinte:

Política de interesses pessoais é um jogo simples. Cem pessoas sentam-se em um círculo, cada uma com seu bolso cheio de centavos. Um político caminha por fora do círculo, pegando um centavo de cada pessoa. Ninguém se importa; quem se importa com um centavo? Quando ele deu toda a volta em torno do círculo, o político joa cinqüenta centavos para uma pessoa, quse se sente cheia de alegria com sua sorte inesperada. O processo é repetido, terminando com outra pessoa. Após cem voltas, todos estão cem centavos mais pobres, cinqüenta centavos mais ricos e felizes.

André

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Rent-seeking – Portuguese style

“Obtida a licença do príncipe, os negociantes organizam a expedição. Na torna-viagem repartem entre si os ganhos, pagando a D. Henrique o quinto que lhe era devido. A duração seria limitada a uma viagem, uma vez que não encontramos os mesmos armadores nas expedições seguintes. Ultimada a divisão dos bens ou choradas as perdas, a sociedade seria liquidada. É o que se nos afigura plausível.

D. Henrique, porém, não lucrava apenas o quinto legal referido nos diplomas oficiais. Diogo Gomes, por exemplo, informa que o infante percebia o quarto, isto é, vinte e cinco por cento das carregações. Essa percentagem é confirmada por Cadamosto, que menciona dois tipos de contratos impostos pelo príncipe aos que requeriam licença para empreender viagens à Guiné. Apesar de D. Henrique ter direito apenas ao quinto, êle podia amealhar não sòmente o quarto dos resultados da expedição, mas, ainda, consoante o caso, cinqüenta por cento. Os armadores que faziam tôdas as despesas da viagem pagavam ao infante apenas o quinto legal. No caso, porém, de D. Henrique armar o navio, cabendo ao ‘sócio’ os demais gastos, dividiam-se os lucros ao meio.[Manuel Nunes Dias , A Companhia Geral do Grão-Pará e Maranhão, São Paulo, 1971, p.69-70]

Harold B. Johnson, historiador, tem mais a dizer sobre o tal D. Henrique. Mais forte que as lendas, os fatos incomodam.

Claudio

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Venezuela

Venezuela

Duas do CATO:

Corruption has existed in Venezuela since at least 1821, when it gained independence. In the 19thand 20th centuries, the level of corruption fluctuated, depending on the government in power. During the government of President Hugo Chávez, however, corruption has exploded to unprecedented levels. Billions of dollars are being stolen or are otherwise unaccounted for, squandering Venezuelan resources and enriching high-level officials and their cronies.

The windfall of oil revenues has encouraged the rise in corruption. In the approximately eight years Chávez has been in power, his government has received between $175 billion and $225 billion from oil and new debt. Along with the increase in revenues has come a simultaneous reduction in transparency. For example, the state-owned oil company ceased publishing its consolidated annual financial statements in 2003, and Chávez has created new state-run financial institutions, whose operations are also opaque, that spend funds at the discretion of the executive.

Corruption now permeates all levels of Venezuelan society. Bureaucrats now rarely follow existing bidding regulations, and ordinary citizens must pay bribes to accomplish bureaucratic transactions and have to suffer rampant neglect of basic government services. All this has been encouraged by a general environment of impunity: officers implicated in major corruption scandals have sometimes been removed from their posts, but they have not otherwise been held legally accountable.

The dramatic rise in corruption under Chávez is ironic since he came to power largely on an anti-corruption campaign platform. To truly fight corruption, the government needs to increase the transparency of its institutions and reduce its extensive involvement in the economy, something that has placed Venezuela among the least economically free countries in the world.

Claro, para os amigos jornalistas, temos este:

Venezuelans have been finding that out in recent years as their level of economic freedom, which has been in steady decline during the past few decades, has fallen rapidly under the government of Hugo Chávez. Venezuela now ranks 126 out of 130 countries in the Fraser Institute’s economic freedom index (in 1985 it ranked 25th out of 111 countries). When you concentrate economic power in political hands, the institutions of civil society lose their independence.

The latest casualty in Chávez’s campaign to control the media is Radio Caracas Television (RCTV), whose license the government recently announced will not be renewed. RCTV, founded in 1930, was one of only a few remaining TV stations critical of the government in a country where media outlets are practicing various degrees of self censorship. But, according to the Venezuelan communication minister, RCTV’s “irresponsible attitude hasn’t changed.” Symbolizing the government’s intolerance of dissent is a law passed last year that can land individuals for months or years in jail for expressing disrespectful words about government officials.

Claudio

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Governança Corporativa? Nem sempre

Eis um artigo que promete balançar as crenças da “quase-religião” dos adeptos da lei do papel: “basta assinar um documento dizendo que adoto práticas de governança corporativa que meu desempenho melhora”.

Meu ponto é simples: teste de médias antes e depois da adoção da tal governança não diz absolutamente nada (repito: absolutamente nada) sobre o impacto da governança corporativa em qualquer variável da empresa (lucros, preços das ações, etc).

No mínimo, o sujeito tem que fazer uma regressão múltipla muito bem fundamentada (explicar cada variável de controle e tudo o mais).

Fica aí a dica.

Claudio

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Plágio punido

SÃO PAULO – A família do compositor Hekel Tavares ganhou em definitivo o processo contra o cantor e compositor Raimundo Fagner. O Superior Tribunal de Justiça deu ganho de causa em definitivo aos Tavares, que tiveram sua canção Você copiada e editada por Fagner com o título de Penas do Tiê. O nome de Hekel foi omitido e a canção lançada no primeiro disco do cantor cearense, em 1973.

A conquista dos Tavares coroa uma fase de redescoberta da obra de Hekel no Brasil. Neste ano, o jovem violonista americana David Garre vai apresentar o concerto para violino e orquestra Em Formas Brasileiras com a Orquestra Petrobrás Sinfônica.

Até tu, Fagner?

Claudio

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escolha pública

Repeteco

Alguém sabe como está a situação sobre o que noticiei há alguns dias? Repeteco do post logo abaixo.

Meu xará me mostra esta inacreditável notícia:

Vem de Belo Horizonte a primeira tentativa concreta no país de acabar com uma das grandes pragas da vida moderna: os celulares no cinema. A Câmara Municipal da capital mineira aprovou em primeira instância, por unanimidade, um projeto de lei do vereador Délio Malheiros (PV) que cria o Estatuto do Cinéfilo – que prevê, entre outras medidas, o confisco dos aparelhos na entrada das salas, com devolução ao final das sessões.

(…)

Se o projeto for aprovado definitivamente, os cinemas de Belo Horizonte terão um prazo de 90 dias para se adaptar às novidades. Segundo notícia do portal mineiro Uai, o estatuto foi recebido de forma negativa pelos donos de cinema. O presidente do Sindicato das Empresas Cinematográficas Exibidoras de Belo Horizonte, Contagem e Betim, Pedro Olivotto, reclamou que faltou discussão sobre o projeto e que seu teor é punitivo. Ele diz também não ser viável banir os celulares das salas, por causa do constrangimento que seria revistar os espectadores.

Malheiros rebate afirmando que a revista não seria necessária, se forem instalados equipamentos como detectores de metais ou bloqueadores de sinais. E diz também que a idéia do Estatuto não é punir os exibidores, mas disciplinar a relação dos espectadores com os prestadores de serviços, torná-la mais transparente, adaptá-la aos princípios do Código de Defesa do Consumidor.

Propostas como esta me lembram muito o porquê eu ter gostado deste artigo.

Segue o abstract:

The optimal constitution is one that protects people from politicians” thirst of power and preserves citizens” civic virtues. This paper presents a model that blends David Hume”s (1741) consideration that in politics ldquoevery man ought to be supposed a knave,rdquo with John Stuart Mill”s (1861) conception of self-interested politicians. The optimal constitution is proved to be feasible. However, there are two possible equilibria, the Frey and Brennan-Buchanan equilibrium. It is shown that Bruno Frey”s (1997) crowding-in and crowding-out analysis is a particular case of our model. In the Brennan-Buchanan equilibrium there is a long-run neutrality of enforcement on citizens” performance. In general, a trade-off is expected between the optimal number of laws and enforcement. The comparison between the equilibria shows that the Frey equilibrium is the best option to enhance the civic virtues of citizens, while the Brennan-Buchanan equilibrium is the best way to deter the ambitions of self-interested politicians.

Algumas vezes me dá a sensação de que as pessoas no Brasil caminham em direção a um equilíbrio Brennan-Buchanan com alegria. Virtudes cívicas? Bah!

Claudio

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