Law & Economics

Custo da irresponsabilidade maternal: oito anos

Veja só esta:

A vendedora Simone Cassiano da Silva, de 30 anos, foi condenada, neste sábado, 20, em Belo Horizonte, a oito anos e quatro meses de prisão em regime fechado, por tentativa de homicídio contra a própria filha recém-nascida. A sentença foi lida pelo juiz Leopoldo Mameluque às 12h40, após pouco mais de 27 horas e meia de julgamento no 1º Tribunal do Júri.

O destino de Simone foi decidido por sete jurados, cinco homens e duas mulheres. O crime ocorreu em 28 de janeiro do ano passado. As imagens da criança de dois meses boiando na Lagoa da Pampulha chocaram o País. A vendedora negou, em seu depoimento, ter atirado a filha na água.

Ainda neste sábado, defesa e acusação se enfrentaram. O promotor Luciano França da Silveira Júnior chamou Simone de “mentirosa extremada” e afirmou que o crime foi premeditado. A vendedora responde por tentativa de homicídio por motivo torpe e com uso de meio cruel.

Durante a fala do promotor, Simone reagiu e tentou falar, mas foi contida pelos policiais militares que a escoltam. O advogado de defesa, Mateus Vergara, insistiu na tese de que não existem provas de que Simone tenha jogado a filha na lagoa e apontou falhas no inquérito policial.

A criança, batizada na época do crime de Letícia, foi encontrada boiando na Lagoa da Pampulha. Ela estava enrolada em um saco de lixo amarrado a um pedaço de pau, e foi salva por um casal que fazia caminhada na orla da lagoa. Hoje com um ano de idade, Letícia vive com um casal que a adotou. A menina ganhou um novo nome, mantido em sigilo por determinação da Justiça, assim como a identidade dos pais adotivos.

A grande pergunta é: como a menina foi parar na Lagoa? Foi andando sozinha?

Durante o interrogatório, Simone afirmou ter se arrependido por abandonar a criança. Ela afirma que deu o bebê a um casal que passava próximo à Lagoa da Pampulha e desconfia que um deles tenha jogado a criança na água. “Eu amo minhas filhas e eu me considero uma ótima mãe. Eu jamais imaginaria que minha filha seria jogada na água. Se quisesse me desfazer dela, não seria dessa forma”, afirmou.

Ah, tá. Ela “deu” a criança para o primeiro que passou à sua frente. Notável espírito materno…

Claudio

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