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Vinte mil léguas submarinas parecem estar mais acessíveis (talvez nem tanto)

Um submarino construído para transportar uma ou duas pessoas foi apresentado nesta sexta-feira durante o Salão Náutico Internacional de Düsseldorf, Alemanha.

E aqui.

Ari

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história econômica

Piadinha de português

Lá pelo final dos 1400 havia um bocado de lusitanos na costa africana, à revelia de autorizações reais. O nome deste pessoal? Tangomanos (ou “Lançados”). Conta-nos Antônio Carreira que:

“…Sobre este tipo de relapsos foi promulgada abundante legislação no sentido da sua captura, e até mandando-lhes aplicar a pena de morte, no caso de serem capturados pelas próprias autoridades africanas”.

Uau, quanta atenção para um bando de judeus/cristãos novos ou cristãos que foram por conta própria para o continente africano. Por que isto? Eram uma ameaça ao governo português?

“Opuseram-se a todos os desígnios da Coroa, concorrendo em considerável escala para a desarticulação e decadência do comércio em geral e do tráfico negreiro em particular”.

Opa, vários comerciantes contra o monopólio estatal…e prejudicando o tráfico negreiro! Este mercado é terrível mesmo. Vejamos mais.

“Quando por circunstâncias várias lhes restringiram os meios de ação, colocaram-se ao serviço de franceses e ingleses, como seus agentes comerciais, integrando-se plenamente nas sociedades locais, inclusivamente pelo casamento como mulheres africanas”.

Antônio Carreira escreveu “A Companhia Geral do Grão-Pará e Maranhão”, editado pela Companhia Editora Nacional em 1988. O texto acima está na página 46.

Notável, não? Estes terríveis tangomanos neoliberais… 🙂

Claudio

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escolha pública

A pretensão regulatória

Meu xará me mostra esta inacreditável notícia:

Vem de Belo Horizonte a primeira tentativa concreta no país de acabar com uma das grandes pragas da vida moderna: os celulares no cinema. A Câmara Municipal da capital mineira aprovou em primeira instância, por unanimidade, um projeto de lei do vereador Délio Malheiros (PV) que cria o Estatuto do Cinéfilo – que prevê, entre outras medidas, o confisco dos aparelhos na entrada das salas, com devolução ao final das sessões.

(…)

Se o projeto for aprovado definitivamente, os cinemas de Belo Horizonte terão um prazo de 90 dias para se adaptar às novidades. Segundo notícia do portal mineiro Uai, o estatuto foi recebido de forma negativa pelos donos de cinema. O presidente do Sindicato das Empresas Cinematográficas Exibidoras de Belo Horizonte, Contagem e Betim, Pedro Olivotto, reclamou que faltou discussão sobre o projeto e que seu teor é punitivo. Ele diz também não ser viável banir os celulares das salas, por causa do constrangimento que seria revistar os espectadores.

Malheiros rebate afirmando que a revista não seria necessária, se forem instalados equipamentos como detectores de metais ou bloqueadores de sinais. E diz também que a idéia do Estatuto não é punir os exibidores, mas disciplinar a relação dos espectadores com os prestadores de serviços, torná-la mais transparente, adaptá-la aos princípios do Código de Defesa do Consumidor.

Propostas como esta me lembram muito o porquê eu ter gostado deste artigo.

Segue o abstract:

The optimal constitution is one that protects people from politicians” thirst of power and preserves citizens” civic virtues. This paper presents a model that blends David Hume”s (1741) consideration that in politics ldquoevery man ought to be supposed a knave,rdquo with John Stuart Mill”s (1861) conception of self-interested politicians. The optimal constitution is proved to be feasible. However, there are two possible equilibria, the Frey and Brennan-Buchanan equilibrium. It is shown that Bruno Frey”s (1997) crowding-in and crowding-out analysis is a particular case of our model. In the Brennan-Buchanan equilibrium there is a long-run neutrality of enforcement on citizens” performance. In general, a trade-off is expected between the optimal number of laws and enforcement. The comparison between the equilibria shows that the Frey equilibrium is the best option to enhance the civic virtues of citizens, while the Brennan-Buchanan equilibrium is the best way to deter the ambitions of self-interested politicians.

Algumas vezes me dá a sensação de que as pessoas no Brasil caminham em direção a um equilíbrio Brennan-Buchanan com alegria. Virtudes cívicas? Bah!

Claudio

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