Humor

Isto é que é filme “de arte”

Há, no You Tube, mais uns dois vídeos de gente que fez um “remake” deste genial trecho de um dos episódios de “Family Guy”.

Claudio

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China

O maravilhoso modelo chinês…

Este artigo tem um resultado interessante. Leia o abstract:

Based on a survey that we designed and that covers a stratified random sample of 12,400 firms in 120 cities in China with firm-level accounting information for 2002-2004, this paper examines the presence of systematic distortions in capital allocation that result in uneven marginal returns to capital across firm ownership, regions, and sectors. It provides a systematic comparison of investment efficiency among wholly and partially state-owned, wholly and partially foreignowned, and domestic privately owned firms, conditioning on their sector, location, and size characteristics. It finds that even after a quarter-of-century of reforms, state-owned firms still have significantly lower returns to capital, on average, than domestic private or foreign-owned firms. Similarly, certain regions and sectors have consistently lower returns to capital than other regions and sectors. By our calculation, if China succeeds in allocating its capital more efficiently, it could reduce its investment intensity by 5 percent of GDP without sacrificing its economic growth (and hence deliver a greater improvement to its citizens’ living standard).

As leis econômicas valem aqui ou na China. Incentivos, né, André, importam. 🙂

Claudio

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Uncategorized

Cuba – upadte

Ainda pro Renato, mais uma de Cuba: a alocação de recursos, lá, é feita no berro.

Claudio
p.s. a pergunta que ninguém (nem Celso Amorim, na tal entrevista recente em um popular jornal paulista) responde para mim: ok, Chávez não é comunista. Mas ele importa o modus operandi de Castro. Assumindo que Castro seja comunista, o que, afinal, Chávez pretende? Espaço aberto para especulações nos comentários.

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Economia Brasileira

Windows para todos

A Associação Brasileira das Empresas de Software – Abes, divulgou um estudo nesta semana, segundo o qual que aponta que 73% dos usuários que adquiriram seu primeiro PC por meio do programa governamental Computador Para Todos (PC Conectado) trocaram o sistema aberto Linux, requisito do programa, pelo Windows.

Sim, veja também esta outra notícia.

Tem alguma moral nesta história? Quem me conhece até desconfia…e tem a ver com o que a razão diz após o papelão:

De acordo com o presidente da entidade, Jorge Sukarie, o governo federal deveria rever a exigência de venda de computador com um único tipo de sistema operacional.

“A pesquisa constata, de forma plena, que o sistema operacional que vem pré-instalado no equipamento é substituído após a compra. O governo federal deveria permitir que o usuário tivesse oportunidade de escolher o sistema operacional que equipa o “Computador para Todos”, mesmo que isto implique valores diferentes no preço final do computador”.

O que? Consumidor ter o direito de escolher??? Não é uma rendição ao neoliberalismo? Consumidor tem racionalidade limitada, é burro e idiota! Não sabe escolher. Ele é escravo das temíveis multinacionais “estadunidenses” e do imperialismo massacrante! Não, nada de escolha: linux goela abaixo!

Pronto, colaborei com a esquerda mundial. Estou com minha consciência social tranquila e com meu fígado desopilado…de tanto rir.

Claudio
p.s. a propósito, libertarianismo, agora, está na Britannica.
p.s.2. quer mesmo usar o argumento da racionalidade limitada? Então, primeiro, leia este livro.

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Evolucionismo

Genética, Economia e Neurociência

O futuro chegou.

Trecho:

Following the recent decoding of the human genome, a sequence of approximately three billion chemical “letters” that make up human DNA, there is a growing body of neuroscientific evidence identifying genetic markers that have strong associations with specific diseases and health behaviors. The authors use these genetic markers to predict children’s health, then use the predicted health measures to estimate the effect of health on education. Because genetic markers are determined at conception, before the child is ex-posed to any other influences, the use of predicted health measures based solely on these markers allows the authors to identify a causal effect of health on education.

The data for the analysis comes from the Georgetown Adolescent Tobacco Research (GATOR) study, a unique longitudinal data set of Virginia high school students that combines data from questionnaires with genetic information. The sample size is about one thousand students.

The authors’ first task is to show that there is a strong relationship between genetic markers and the health behaviors and out-comes they wish to predict. They focus on four genes identified as relevant by the scientific literature. For example, one gene (CYP2B6) is related to liver enzymes that break down toxins such as nicotine, while another (DRD2) is believed to determine the number of recep-tors for dopamine, a key chemical linked to the brain’s reward system. Each individual inherits a single copy of each gene from each parent, so the individual may have two copies of the same gene or two different genes for each marker.

E por aí vai. Clique no link para ler o resto.

Claudio

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Cuba

Cuba

Acho que foi o Renato Drummond que me perguntou sobre os dados de Cuba. Bem, tentei achar algo para ele.

* Este site é anti-Castro (quem não é, digo, em sã consciência?), mas tem dados da ONU e do FMI.

* Já este estudo parece mais interessante.

Ah, incrível como o cara mente:

Another example is provided in Castro’s 1953 speech “La Historia me Absolverá.” There, Castro stated that there were 700,000 unemployed in Cuba, when the 1953 Census gave only 173,811 unemployed and a total of 266,572, at all other levels of underemployment. Also, the Cuban government reminds us that the 1961 literacy campaign taught “one million Cubans” to read and write. But it does not say that there were over four million adults already literate, nor that Cuba’s literacy rate was 73 %, among the highest in Latin America at the time.

Fidel é um destes ditadores que metade da selva adora e outra metade odeia. E, muitas vezes, quem reclama de Pinochet deitaria na cama com Fidel com perfume e tudo! Credo!

Claudio
p.s. veja mais sobre Cuba procurando por Jorge Perez-Lopez no LANIC e aqui.
p.s.2. algumas falsificações de dados aqui.

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Economia Brasileira

Hummm

Nos séculos VII e VIII, os árabes mulçumanos conquistaram o Norte africano. O resultado foi a arabização da porção setentrional do continente. Os árabes referiam-se às regiões não-árabes ao Sul do Saara de o país dos negros. Ibn Khaldun, um intelectual árabe do século XIV, foi um dos primeiros a divulgar a noção de que o clima tropical condicionou a formação de uma “raça” negra apática e indolente.

O tráfico de escravos africanos foi conduzido inicialmente pelos árabes, na orla da África Oriental, por meio de enclaves no Oceano Índico, como Mogadíscio, na atual Somália. Os traficantes de escravos, árabes ou europeus, não se aventuravam na captura de negros no interior da África. O trabalho de captura de futuros escravos ficava nas mãos dos próprios africanos, o que beneficiava muitas tribos ou clãs que queriam eliminar seus rivais. Assim, muitos reinos e clãs africanos enriqueceram à custa do sofrimento de seus irmãos africanos. Com efeito, reinos negreiros surgiram com o tráfico, configurados em Estados. Estes combatiam pelo controle de zonas de captura e rotas de tráfico negreiro. Destacaram-se como Estados negreiros Benin (o primeiro país a reconhecer a Independência do Brasil), Gana e Nigéria.

Agora, cabe-nos perguntar: devemos culpar apenas os europeus pelo tráfico e a escravização de negros africanos?

E agora José (ou será: “e agora Mahmoud Ahmadinejad”)? A lógica e os fatos falaram mais alto.

Mudando de assunto, hoje vi que foi reeditado o Febeapá do Stanislaw Ponte Preta. Compre e me dê de presente!

Claudio

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Economia Internacional

Déficit dos EUA: e daí?

Professor Don Boudreaux, chairman of George Mason University’s Economics Department, wrote “If Trade Surpluses Are So Great, the 1930s Should Have Been a Booming Decade” (www.cafehayek.com). According to data he found at the National Bureau of Economic Research’s “Macrohistory Database”, it turns out that the U.S. ran a trade surplus in nine of the 10 years of the Great Depression, with 1936 being the lone exception.

During those 10 years, we had a significant trade surplus, with exports totaling $26.05 billion and imports totaling only $21.13 billion. So what do trade surpluses during a depression and trade deficits during an economic boom prove, considering we’ve had trade deficits for most of our history? Professor Boudreaux says they prove absolutely nothing. Economies are far too complex to draw simplistic causal connections between trade deficits and surpluses and economic welfare and growth.

Vá ao original para ver os links.

Claudio

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microeconomia

Como os impostos esquentam a cerveja

Direto do Japan Times.

Kirin Brewery said the mild shrinkage was caused by the rapid graying of the populace and growing interest in other alcoholic beverages. But industry officials said that a crackdown on drunken driving last fall also had an impact.

Shipments of beer dropped 2.0 percent to 276.63 million cases, marking its 10th consecutive year of decline.

Shipments of “happoshu,” a sparkling low-malt beverage resembling beer, slumped 10.4 percent to 124.78 million cases, marking their fourth straight yearly drop.

Shipments of “third-category beer,” or beerlike beverages containing malt substitutes, rose 21.0 percent to 96.09 million cases, accounting for roughly 20 percent of the overall market for beer and beerlike sparkling alcoholic beverages.

Third-category products are cheaper than beer and low-malt beer because the absence of malt entitles them to a lower tax rate.

Ah, o malte…o malte…ele é que gela nossa cerveja. Piadas a parte, note como o texto é cheio de bons exercícios: elasticidade-preço, elasticidade-substituição, curto e longo prazo, etc. Ou seja, não faltam elementos para se pensar o mercado de cerveja. A propósito, no excelente OxLad, você encontra dados de produção de cerveja em quase toda a América Latina, mas em um período limitado.

Dados de consumo são mais complicados, mas a série de preços você acha no Sidra/IBGE.

Claudio

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Uncategorized

Incentivos, Afeganistão e tudo o mais

Dan Drezner e Ann Applebaum sobre o ópio na Turquia e no Afeganistão.

Just like Afghanistan, Turkey had a long tradition of poppy cultivation. Just like Afghanistan, Turkey worried that poppy eradication could bring down the government. Just like Afghanistan, Turkey—this was the era of Midnight Express—was identified as the main source of the heroin sold in the West. Just like in Afghanistan, a ban was tried, and it failed.

As a result, in 1974, the Turks, with U.S. and U.N. support, tried a different tactic. They began licensing poppy cultivation for the purpose of producing morphine, codeine, and other legal opiates. Legal factories were built to replace the illegal ones. Farmers registered to grow poppies, and they paid taxes. You wouldn’t necessarily know this from the latest White House drug strategy report—which devotes several pages to Afghanistan but doesn’t mention Turkey—but the U.S. government still supports the Turkish program, even requiring U.S. drug companies to purchase 80 percent of what the legal documents euphemistically refer to as “narcotic raw materials” from the two traditional producers, Turkey and India.

Why not add Afghanistan to this list?

Claudio

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China

O incrível modelo econômico chinês

Quem já vem aqui há mais tempo sabe que estou sempre desfazendo ilusões do tal “modelo chinês” que nada mais é do que a união de uma ditadura política com algum mercado e um bocado de estatísticas duvidosas.

Bem, se você ainda não está satisfeito, eis mais esta:

O Panamá pediu nesta quinta-feira à China assistência judicial para avançar na investigação da morte de 50 panamenhos que consumiram remédios do Seguro Social contaminados com um álcool industrial de origem chinesa.

O Ministério de Relações Exteriores do Panamá informou em comunicado que a solicitação de assistência judicial internacional foi enviada à China, mas não deu mais detalhes.

A China avança, mas não tome a forma atabalhoada de seu avanço como modelo. Nunca foi, não é e nem vai ser.

Claudio

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Venezuela

O ovo da serpente


Se há uma onda chavista na América Latina, a marola alcançou a costa carioca. Em dezembro, foi fundado no Rio o Partido da Revolução Bolivariana Nacional, com 109 assinaturas de 11 Estados. Seus integrantes dizem se inspirar em Simón Bolívar (1783-1830), herói da independência de colônias espanholas na América, e no presidente da Venezuela Hugo Chávez, que diz promover uma revolução “bolivariana” e socialista.

Os militantes do PRBN vão propor a Chávez, que está no Rio para a cúpula do Mercosul, uma “Internacional Bolivariana”, que una organizações de ideários semelhantes. Nacionalista e defensor da economia de mercado com presença forte do Estado, o PRBN “surge no momento de rever a maneira de fazer política”, diz seu presidente, Paulo Memória, pequeno empresário que já foi do PMDB e do PT do B. O PRBN apóia o governo federal. Seu modelo, porém, não é Lula, mas Chávez. “O PT já é um condomínio bastante amplo”, diz Memória.
(MÁRIO MAGALHÃES)

Comentário: não riam, por favor. Há muito método nessas tolices…
RR

O RR é o Roberto Romano, filósofo. E a notícia é verdadeira, por mais incrível que pareça. Pois é, neste país tem PSOL, porque não poderia ter bolivarianos?

Claudio

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Radical de calcinha

SYDNEY – O Procurador-geral interino da Austrália, Kevin Andrews, condenou nesta quinta-feira os comentários de um líder da comunidade muçulmana australiana gravados num DVD, que incentivam os pais a fazer de seus filhos mártires do Islã.

As lições dadas por Feiz Mohammed, diretor do Centro Global para os Jovens Islâmicos no bairro de Liverpool, nos arredores de Sydney, foram gravadas em vídeos mostrados no documentário britânico “Mesquita secreta” (Undercover Mosque), apresentado esta semana pela televisão britânica Channel 4.

Este tal de Feiz é igual à esquerda festiva nacional: fala mal do Brasil e louva Cuba. Só que há uma diferença: Feiz, há um ano, foi para o Líbano (e agora está com receio de voltar para o lugar que pretende ver, possivelmente, destruído…).

Claudio

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