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A picaretagem ética

Curiosidades e uma indagação pertinente (no país em que intelectuais ficam em silêncio quando seu cacique pisa na jaca).

Claudio

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Música japonesa

Lazer musical

Uma divertida música de Okinawa (aquele pessoal que fala em utinaguti, um dialeto algo distinto do japonês) é a tal “Haisai Ojisan” que sempre traduzo como: “E aí tio(zinho)”. A letra em inglês merece ser reproduzida aqui.

Haisai Ojisan / Hey Man!
Music and Lyrics by Shoukichi Kina
Arranged by Shoukichi Kina

Hey, man! Hey, man !
If there’s a drop of sake left in last night’s little bottle
Won’t you give me some?
Hey, boy! Hey, boy!
You think I’m satisfied with a little bottle?
Don’t say there’s none left!
Ok, man! If the little bottle’s not enough, give me a big one

Hi, man! Hi, man!
I wanna marry, I’m not a kid anymore
Can I marry your daughter?
Hey, boy! Hey boy!
Marry? No kidding!
You’re still too young to talk about such things
Ok, man! I’ll wait till my hair turns white

Hi, man! Hi, man!
What a big bald spot you have!
Hey, boy! Hey, boy!
Bald men are excellent
My forefathers were really excellent
Ok, man! I’m gonna have cosmetic surgery to add bald spots

Hi, man! Hi, man!
Your beard is funny, like the whiskers of an attic mouse
Hey, boy! Hey, boy !
Laugh at my beard, but women love bearded men
Ok, man! I don’t wanna be outdone by you,
Starting tomorrow, I’ll grow a beard that looks like the whiskers of a mouse

Hi, man! hi, man!
Last night’s hooker was really pretty, you should go there, too
Hey, boy! Hey, boy !
In Chiji, Nakajima and Watanji,* I’m a big shot
Okay, man! Going around here and there, I’m wasting my money
You’re wasting your money

*Red light districts in Okinawa

A curiosa história desta música e mais ótimas informações sobre o significado de Minyou (aquilo que canto de vez em quando para testar a paciência alheia) e a especificidade do minyou de Okinawa estão aqui.

Ah, claro, não podia deixar de trazer ao seu conhecimento a deliciosa “Shima Uta”, do grupo The Boom.

Claudio
p.s. eu deveria defender quotas para as músicas japonesas nas rádios imperialistas dos brasileiros xenófobos e anti-orientais. He, he, he.

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Comentários

Coisa que meu xará já comentara: qualidade dos comentários em blogs. Agora, a boa resposta da Nariz Gelado em resposta a social-democratas bravinhos:

A área de comentários do blog não é penico para frustrações alheias. Baixem o tom da grosseria ou não comentarão mais aqui.

Incrível… sempre quis usar a expressão “penico” para designar o suporte adequado a alguns comentários que são deixados aqui. Jamais imaginei que seriam os tucanos a me darem esta chance. Que vergonha, hein?

Claudio
p.s. uma hora destas tenho que promover um debate amigável com meus xarás (Claudio e Claudio Tellez sobre o liberalismo, o conservadorismo e tudo o mais).

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E lá vem o governo, com mais uma regulamentação

No início de novembro, o governo incumbiu a um comitê de especialistas estudar a criação de um sistema de autenticação da culinária japonesa, cujas conclusões serão divulgadas em fevereiro próximo.

Em Paris, onde nos últimos anos multiplicaram-se os restaurantes japoneses, a organização de comércio exterior japonesa, JETRO, já tomou medidas, com uma comissão de avaliação da cozinha nacional com critérios de qualidade, higiene e serviço.

Honestamente, isto me cheira mais a rent-seeker do que a alguma preocupação com algum padrão de higiene. Consequência? Aumento dos custos. Pode crer.

Claudio

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Libertários

Para quem ainda não entendeu a diferença entre liberais e conservadores…

No one would choose to cross the border at a cost of thousands of dollars and squeezed into a gas tank if he could take a bus or a plane.

No, the “problem” that “we” presumably must solve is that too many of the wrong kind of people are coming here. Neoconservative columnist Charles Krauthammer writes, for instance, “Do liberals [he means Democrats] believe that the number, social class, education level, background and country of origin of immigrants—the kinds of decisions every democratic country makes for itself—should be taken out of the hands of the American citizenry and left to the immigrants themselves and, in particular, to those most willing to break the very immigration regulations the American people have decided upon democratically?”

Leia mais aqui.

Claudio

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Perdemos e perdemos

No futebol existe uma frase muito utilizada que diz o seguinte: “Pior que perder é não saber porque perdeu”. Este ano perdemos algumas posições na classificação da Transparência Internacional para corrupção percebida. Agora, perdemos em liberdade econômica.

Não é novidade a relação existente entre esses dois índices. Paises economicamente menos livres são também os paises com maior burocracia e com excessiva regulação da atividade produtiva. Burocracia e regulação facilitam a criação de um sistema nacional de arrecadação do imposto da propina. Infelizmente, o governo não parece saber onde e como perdeu.

Andre

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Exercício para alunos de Administração Pública, Contabilidade Pública e Finanças Públicas

Diz César Maia:

FRAUDE FISCAL: O DÉFICIT PÚBLICO É BEM MAIOR!
Tribunais de Contas nada dizem!

1. A renegociação da dívida pública de estados e municípios realizada em 1999 introduziu uma novidade: um limite para o pagamento do serviço da dívida, como porcentagem das receitas constitucionais de estados e municípios. Sempre que o serviço da dívida ultrapassa esse limite, o saldo é agregado à dívida pública renegociada, para ser pago a partir do final do prazo estipulado no contrato, desde que o serviço da dívida continue acima daquele limite. Tudo bem e justo para não inviabilizar os EEs e MMs mais endividados.

2. Mas o inacreditável é a forma de contabilização que foi autorizada, para o gozo de governadores e prefeitos. O saldo não pago simplesmente é registrado como aumento da dívida pública. É a primeira vez na história -desde a idade média- que se cria uma contabilização sem dupla partida. Ou seja, que se cria um passivo, sem ativo, ou uma receita sem despesa ou disponibilidade.

3. O que ocorreu na prática foi o pagamento daquele saldo acima do limite com novo endividamento, que terá condições especiais de pagamento a partir do final do contrato, observado, claro, o limite para o pagamento do serviço da dívida.

4. A contabilidade orçamentária deveria registrar nas despesas este saldo como juros pagos da dívida e nas receitas de capital, este valor como nova dívida. E no balanço apareceria, como ocorre, o aumento do endividamento pelo valor do saldo.

5. Mas isso não é feito. O balanço muda, mas a contabilidade orçamentária não. Inacreditável! Há aumento da divida sem contabilização do saldo como juros pagos (rolados). Uma inovação brasileira que rompe com as regras internacionais de contabilidade. Na verdade uma fraude fiscal oficial e coonestada por todos que permite evitar contabilmente um aumento do déficit publico de EEs e MMs.

A pergunta é: ele está certo? Resposta nos comentários, por favor.

Claudio

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Economia Japonesa

Economia Japonesa

Q: What is the status of the Japan’s “real economy?”

A: There are two types of reforms, “reactive reform” and “proactive reform.” The best example of reactive reform recently was the issue of nonperforming loans. The Koizumi government solved this problem during the past three years. When I became minister of financial services in 2002, the ratio of nonperforming loans among major banks was 8.4 percent. Now, it is less than 2 percent.

The period of “reactive reform” is over. Japan must now carry out “proactive reform.” The goal of the reform is to create an efficient economy by realizing smaller government while allowing the private sector and local governments, rather than the central government, to take the initiative. Postal privatization was the symbolic act.

Japan must continue this kind of reform whose breakthrough was made with postal privatization. With reactive reform, the economy escaped negative growth and restored its growth potential of about 2 percent. But the growth potential is still low. Japan can raise it through proactive reforms.

Q: In what state is the so-called nominal (monetary) economy?

A: In the context of the nominal economy, the question of deflation is important and it is continuing. It is globally understood that, in order to measure deflation, the core CPI is used as a yardstick, which does not include fresh food and energy-related items. Japan’s CPI based on that measure is in minus territory. Moreover, regarding the GDP deflator, which reflects all kinds of goods, including investment products, semi-finished products and so forth, Japan’s GDP deflator is minus 0.7 percent, slightly down from the minus 1.3 percent seen three years ago. What it means is deflation has not been beaten and a breakthrough is needed through monetary policy.

Olha, nunca vi um jornalista comum da Selva (Brasil) diferenciar entre economia “real” e “nominal”. Embora simples, a distinção é crucial. Quem nasceu e cresceu no mundo pós-Real, ou era muito novo para saber o que acontecia antes de 1994, pode achar estranho. Vamos lá. Imagine que você tenha R$ 100,00 no bolso para gastar e não existe inflação do mês passado para est. Ou seja, o índice de inflação que era igual a 1 continua igual a 1 (e a inflação:(1-1)*100%/1 = 0%). Seu poder real de compra, portanto, é de R$100,00/1 = R$ 100,00. Se a inflação subir, digamos, de 1 para 1,2 (20% de inflação), seu poder de compra vai para R$100,00/1,2.

Com este exemplo simples você já percebe a idéia da importância desta distinção, certo?

Bom, mais um pouco da entrevista:

Q: What should the BOJ’s monetary policy be?

A: Ideally, the BOJ should be given a free hand in monetary policy means. But, the bank must clearly show goals that can be achieved through implementation of its own policy means. The central banks of many developed countries, excluding Japan and the United States, explicitly indicate inflation targeting as their goal. Even the U.S. Fed under Ben Bernanke, has begun searching for ways to introduce inflation targeting. If the BOJ sets its inflation target at 1 to 2 percent, the bank should choose the method to achieve the goal. The independence of the bank is a policy means.

Many argue that the bank has its own policy goal. It is globally recognized that a central bank is independent in determining a policy means but not a policy goal. In the United Kingdom, the chancellor of the exchequer submits a policy goal to the Bank of England and the bank is given a free hand to achieve that goal. The chancellor does not stick his nose into policy means. Japan should adopt inflation targeting as well, although the way to determine an inflation target would vary from one form to another.

Metas de inflação, em breve?

A propósito, o BOJ (Nippon Guinkou) gosta de saber como está sua imagem junto ao público. Parece-me um bom instrumento para contrapor às tradicionais pesquisas de expectativas feitas junto às instituiçòes financeiras. Em outras palavras, se para um funcionário de um banco o custo de oportunidade de errar as expectativas é maior do que para um jovem de 20 anos, as duas séries, em princípio, devem apresentar um hiato, não é?

Claudio

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Rent-seeking, Thailand’ style

The Cabinet Tuesday approved three debt-relief measures for farmers prompting the cancellation of protests in Bangkok by northeastern farmers.

“Relevant government agencies should have intensified the publicity campaign on work progress to deal with the plight of farmers,” Prime Minister Surayud Chulanont said following the Cabinet meeting.

The Agriculture Ministry would dispatch a team of senior officials to explain the debt-relief programme to protesting farmers camping out in Saraburi, Surayud said.

Before the Cabinet review on farm debts, PM’s Office Minister Thirapat Serirangsan held a meeting with the protest organisers on Monday in order to convince them not to descend on the capital.

The Nation

Claudio

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A ciência cubana

O governo dos Estados Unidos “tentou utilizar o intercâmbio científico como um método de subversão para derrubar a revolução”, denunciou nesta terça-feira na televisão estatal de Cuba um alto funcionário ministerial cubano.

Jorge Fernández, diretor de Relações Internacionais do Ministério de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente (CITMA) de Cuba chamou de “perversa e pérfida” a política americana de bloqueio a seu país, “inclusive contra a ciência cubana”.

Ciência cubana? Deve ser a que não consegue salvar Fidel Castro e nem importar um médico espanhol (com remédios imperialistas) para cada cubano doente.

Algo sobre a ciência cubana aqui:

Realmente, muito antes do ditador Fulgêncio Batista e do próprio Castro, Cuba conhecera níveis de educação e saúde que faziam inveja até mesmo a argentinos, uruguaios e chilenos. Tal realidade aparece em um documento insuspeito editado pelo Centro Latino-Americano de Demografia (CELADE), das Nações Unidas, de autoria de sua diretora, Sra. Carmen Miró, uma pesquisadora estreitamente vinculada à esquerda.

(…)

Já nosso Celso Furtado, com invulgar isenção, também desmentia o folclore segundo o qual Cuba era uma ilha de atraso e subdesenvolvimento antes da ascensão de Fidel Castro. [Ib Teixeira, A violência sem retoque, UniverCidade Editora, 2002, p.150]

Até Celso Furtado…

Claudio

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