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John Coltrane

Não sou tão frequente no blog por isso não devem ter notado a ausência, voltei de férias!

Alguem me deu essa dica algum dia desses (me esqueci, desculpe).

Mas aí vai, ouvir isso tomando um bom vinho….

Ari

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Humor

Curiosidade

Desde que Chavez fez aquele discurso na ONU, com o livro do Chomsky nas mãos, eu me pergunto: o que será que o acadêmico pop das esquerdas pensa sobre isto? Achou bom? Não gostou? Bem, eis a resposta.

Mr. Chomsky, who has retired from teaching full time at the Massachusetts Institute of Technology, did not return calls or an e-mail message yesterday seeking comment. In an interview with The New York Times on Thursday, he said he would be happy to meet Mr. Chávez.

O silêncio de Chomsky, um lingüista, é notável senão irônico… Principalmente se você lê o que ele diz sobre a ligação entre política e o conceito de natureza humana:


I think that anyone’s political ideas or their ideas of social organization must be rooted ultimately in some concept of human nature and human needs.

Qual é o conceito de natureza humana de Chomsky? Como ele se relaciona ao bolivarianismo-socialista? Se alguém tiver alguma referência, eu agradeceria.

Claudio
p.s. para a tenebrosa pergunta “mas quem ganha com esse discurso?”, a resposta é: a venda dos livros de Chomsky aumentaram.

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Law & Economics

Concorrência entre sistemas legais

Temos aqui um experimento natural interessante:

Estevam Hernandes Filho, 52, e Sonia Haddad Moraes Hernandes, 48, líderes da Igreja Apostólica Renascer em Cristo, vão a júri popular federal, que decidirá na próxima semana se aceita ou não a denúncia pelas acusações de lavagem de dinheiro, contrabando de papel-moeda e depoimento falso à polícia.Se for aceito o indiciamento, o casal passará à condição de réu perante a Justiça norte-americana e irá a julgamento.

Jornalistas poderiam fazer um belo artigo com isto (Marcelo Soares, esta bola é para você!). Sugestão: quanto tempo demora para o processo andar lá e quanto demoraria aqui? Quais as diferenças ao longo de todo o processo? Justiça e eficiência podem andar juntas?

Claudio

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Economia do Setor Público

A obesidade do Estado…e nós

Alguém aí comprou este livro? Ok, eu sei que é vaidade minha, mas o livro não só composto de liberais como eu, o que dá uma dica de que o problema é bem mais importante do que parece. Aliás, Armínio Fraga, sobre isto, está genial:

Faz parte da nossa cultura ibérica gostar do afago do Estado. Mas, como escreveu Eça de Queiroz, a mãe governo é pobre; como é pobre, paga pouco, e essa pobreza vai se perpetuando.” Com essa constatação, o economista Armínio Fraga defende que os brasileiros cortem seus laços de dependência de favores, subsídios e esmolas do Estado. Só assim, segundo ele, serão livres para gerar riquezas e a economia perderá a apatia que já dura duas décadas. Fraga presidiu o Banco Central (BC) de 1999 a 2002, quando ajudou a escrever um capítulo decisivo da história econômica recente do país. À frente do BC, introduziu o sistema de metas de inflação e o câmbio flutuante, peças centrais da engrenagem que hoje permite ao Brasil amortecer as intempéries financeiras. Aos 49 anos, ele teme que o governo atual perca, neste início de segundo mandato e em meio a um momento raro de prosperidade mundial, sua última oportunidade para concluir a segunda geração de reformas – justamente a que, ao reduzir o tamanho do Estado, tornaria o país mais independente da “mãe governo”. Atualmente, Fraga administra 2,8 bilhões de dólares no fundo Gávea de investimentos, empresa que abriu depois de deixar o governo.

Não pense que ele é o maior investidor deste país, meu caro. Para saber quem é, olhe a carga tributária, os gastos e a dívida pública. Aí você descobrirá quem realmente aloca recursos no país erroneamente acusado de ser “neoliberal”.

Claudio

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Repeteco

Em 2005, escrevi isto. Acho que vale o repeteco.

With Hayek on my mind…
Those who know, teach.Those who don t … accomplish: A Quick Lesson in Economics (*)

Claudio Djissey Shikida

As Hayek very appropriately said, knowledge is dispersed. Perhaps the best legacy he left us is that individual freedom is a pre-condition for the socially optimal use of knowledge. In a free world, the market enables a dynamic exchange of ideas between suppliers and demanders, through trial and error, until the best allocations of knowledge are reached, as a result of these decentralized actions. Unlike what the enemies of freedom would have us believe, diversity is compatible with the market.

Anyone who has ever spoken to different entrepreneurs knows that the real wealth of the market does not look at all like the rosy picture of homogeneous, identical businessmen competing with each other at the same level of knowledge on the use of production factors to obtain profit. Reality is more like an infinity of entrepreneurs, some smarter that the others, fighting for survival in a world of no less diversity represented by the consumers. Believe me, that s stressful!

I would like to stress this point again: knowledge is dispersed and knowing how to use it for profit means not making too many mistakes. A businessman interested in making a profit, say, in the metalworking industry, has the typical energy and attitude that characterize his title ( entrepreneur , executive ). But, like anybody else, he doesn t know an awful lot about metallurgy. So what does he do? He hires somebody, a good technician preferrably, who will teach him the basics. A good consultant can provide him with information about the world market for that particular industry. A good engineer will outline the different technological combinations available in his drive for profit (innovate here, don t make any changes there, etc.) Thanks to the entrepreneur this odd fellow who always insists on making money these three professionals will have a job.

Notice, dear reader, the importance of knowledge. Natural vocations exist, and the chance to take advantage of them to make money is illustrated in the above example. The engineer, the consultant and the technician, each of them looking to improve their own life, represent enhancement through specialized knowledge. The entrepreneur, in his quest for profit, generated three opportunities. In a feudal/socialist world, this would only be possible by slavery (feudal lord) or under a state monopoly of labor (socialism/comunism). Both regimes well known for their rather low levels of freedom…

This aspect of information highlighted by Hayek is very well illustrated by a Dilbert comic strip, the character created by Scott Adams. In the cartoon strip, a Human Resources Manager, lecturing to some employees, is talking about how important it is to always hire somebody smarter than yourself. Suddenly, at the back of the room, somebody raises his hand and asks: Does that mean the dumbest person in the company is the president? Good question, and funny, of course. But notice the (perhaps unintentional) subtlety in Adams s joke: the opportunity for this guy to raise his hand and ask a question, instead of asking for a dime on the street was only made possible because somebody who was ignorant in a particular field of knowledge, in his search for profit, provided the anonymous wit a chance to be at the meeting. As I always say: those who know, pass their knowledge on. Those who don t, get things done. And there s nothing wrong with that. Wrong is not taking the opportunities created by the market to keep on learning a bit more all the time.

(*) Many thanks to the intern Frederico Coelho for the conversation that made me realize this utterly obvious point. The professor, we all know, is the dumbest one in the class …

Claudio

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Libertários

Liberdade

At the AEA meetings, I heard Kenneth Elzinga contrast two views of freedom. One view, the usual political one, is of freedom from external coercion. The Christian view is of freedom from sin, which I interpret as freedom from internal coercion. Both of these, I think, are reasonable meanings for freedom, merely reflecting different obstacles to our wills. Someone who wishes to give up being a mobster might be prevented by fear of being punished by another mobster, or he might be prevented by his own greed. The greed is his own, but he might equally say to himself in both situations that *he* wants to give up his sinful life but cannot. The question with internal coercion is what “he” means. Which desire is the true man, the greed (which is the stronger) or the expressed will? In such a situation he might be thankful for being coerced externally into entering the government’s Witness Protection Program, giving up crime under the threat of imprisonment.

The idea of multiple selves might be helpful too. Suppose Rasmusen-2007 wishes to use heroin, but Rasmusen-2008 does not want to be an addict. Rasmusen-2007 comes first, so he gets to make the decision for both of them. In this way he himself is free, but he is coercing Rasmusen-2008. I am not sure whether to call this internal coercion or external.

Clique no link para ler tudo.

Claudio

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Lott vs Levitt e o que temos a ver com isto?

No Empirical Legal Studies (desconhecido de nossos estudantes de Direito, creio), mais considerações sobre o caso Lott vs Levitt.

Lott é uma grande decepção para mim, assim como é decepcionante pensar que a academia brasileira nunca apresenta casos como este ao público (via imprensa), como se todos se protegessem, com medo do mundo, da concorrência e até mesmo da incerteza.

Exceção honrosa ao caso de plágio na UFRGS que o Filisteu reportou em seu blog…já que a grande imprensa é, ah, medrosa demais para divulgar notícias sobre os monstros sagrados da academia brasileira (note que, outro dia, eu reportei aqui um link de um jornal sul-coreano, sobre o plágio de um poeta safado na Coréia do Sul…quantos links de jornais brasileiros eu já vi sobre o tema?).

Fala-se muito, em títulos de auto-ajuda econômica (veja este bom resumo do Gustavo Franco), em “caos”, “incerteza”, “instabilidade”, como se na era de Cícero, Roma fosse um paraíso de estabilidade, organização e certeza. Lembro-me daquele maldoso ditado que diz: “quem sabe faz, quem não sabe, ensina“, que é bem maldoso, mas serve agora. Afinal, como alguém que nunca ficou desempregado na vida pode falar sobre incerteza, caos e instabilidade do mundo “capitalista”?

Incerteza (principalmente quanto ao próprio emprego), na prática, é pimenta para certos acadêmicos, economistas inclusos.

Claudio

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