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Por que estamos onde estamos? – II

Diz José Gabriel de Lemos Brito em seu Pontos de Partida Para a História do Brasil (já citado aqui neste blog):

A situação da agricultura portuguesa, entre 1400 e 1500, acha-se estudada pelo sr. Fortunato de Almeida em vários pontos de sua obra. ‘Os nobres e as terras privilegiadas’, escreve ele, ‘freqüentemente faziam má sombra às classes trabalhadoras, pelo uso e abuso de seus privilégios’. (…) As roupas, as ferragens e os celeiros dos infelizes lavradores eram saqueados por este bando roaz, que ainda em cima arrastava consigo mulheres, filhos e flâmulos’. (…) ‘Não raras vezes os cortesãos destruíam os frutos e as fazendas dos plebeus, apoderavam-se-lhs das cavagalduras, mantimentos e carros, e por zombaria davam-lhes à saída um escrito irrisório, em que reconheciam e confessavam a dívida’. Era a este costume que chamavam ‘aposentadorias’. [p.3,4, rodapé 1]

A aposentadoria pública tem uma origem bastante coerente com seu ulterior desenvolvimento na selva, não acha leitor?

Claudio

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