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Cicarelli, o juiz e nós….a ralé – II

Garganta de Fogo está conosco.

Claudio
p.s. isto é ótimo.

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O que um conservador e um socialista têm em comum?

Como o socialista, o conservador preocupa-se menos com o problema de como deveriam ser limitados os poderes do governo do que com o de quem irá exercê-los; e, como o socialista, também se acha no direito de impor às outras pessoas os valores nos quais acredita [Hayek, F.A.von, “Por que não sou um conservador”, In: Os fundamentos da liberdade, citado aqui outro dia, p.471].

Claro, não é demais lembrar que “liberal”, no sentido empregado por Hayek, é o que os americanos chamam de “libertarian”, já que os democratas (social-democratas/socialistas) se apossaram do termo.

Claudio
p.s. não é a cara do moço?

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Educação ainda que tardia

A educação continua sendo um dos setores do governo que melhor ilustram as contradições do presidente Lula. Ele passou a campanha eleitoral enfatizando a importância das iniciativas de seu primeiro mandato na área e se apresentando como o chefe de governo que mais recursos destinou à educação. Mas agora um órgão do próprio governo, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), publica um estudo mostrando o oposto do que o presidente proclama.

O trabalho critica o Ministério da Educação (MEC), acusando-o de ter “baixa efetividade político-administrativa”, cobra “um choque de investimentos públicos” no setor e afirma que o governo não vem prestando a devida assistência técnica à rede de ensino das cidades mais pobres do País, justamente as que mais precisam de ajuda. O estudo é de autoria de quatro técnicos em planejamento do Ipea – Ângela Barreto, Jorge Abrahão de Castro, Martha Cassiolato e Paulo Corbucci – e constitui o capítulo 6º de um extenso relatório intitulado Desafios e Perspectivas da Política Social que o órgão colocou em seu site.

O texto? Está aqui e o material citado, especificamente, na página 95.

Claudio

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E a conclusão é…

Overall, and as a matter of common sense,one should be aware that simply putting more money into a promising activity, i.e. tertiary education, does not necessarily improve output quality proportionally, and this hypothesis is not denied by our results. Indeed, we were able to separate universities that might qualify, as “performing well” from those were some improvement might be possible in terms of efficiency. As a relevant policy implication this could imply a better allocation, by the universities, of the scarce public financial resources available to public tertiary education.

O estudo foi feito para Portugal usando apenas uma metodologia dentre as várias possíveis para este caso. Eu me pergunto também sobre como seriam os resultados se os autores comparassem diferentes departamentos de uma mesma área, e.g., departamentos de economia de várias faculdades. Como a metodologia sempre gera rankings, o nó górdio é simplesmente justificar muito bem sua amostragem.

Aí é que entra o problema dos que acham que basta colocar três equações no trabalho para torná-lo “importante” (alunos de Economia adoram fazer isto): acham que tudo se resolve (e encanta) com uma tabelinha e uns p-valores. Nada mais distante da relevância científica…

Claudio

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Abe é esperto


Fonte: Esta.

Abe visited Meiji Jinju shrine instead of the war-linked Yasukuni Shrine on Jan. 6 for his New Year’s worshipping, becoming the first prime minister to visit the Meiji shrine in six years since Yoshiro Mori.

His visit to the Meiji shrine comes at a time when Japan and China are working to mend their ties soured mainly due to Abe’s predecessor Junichiro Koizumi’s repeated visit to Yasukuni, which honors convicted war criminals along with the war dead.

While avoiding the controversial Yasukuni homage now at this sensitive time on the diplomatic front, Abe restored the Meiji Jingu visit, which had been a customary practice by Japan’s prime minister until Mori, the predecessor of Koizumi, in a bid to demonstrate his political stance to the conservative camp at home.

Abe se mostra um inteligente estrategista.

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Mais quotas, por favor

Everyone knows that males tend to be perceived more favorably for leadership positions than females. But did you know that this perception is stronger among females? A paper by Rocio Garcia-Retamero and Esther López-Zafra in the journal Sex Roles (vol. 55, nos. 1-2, July 2006) provides evidence that women are more prejudiced against women leaders than are men.

Só não vale pedir quotas para mulheres…contra mulheres. Nem pedir para que todas sejam rebaixadas ou promovidas igualmente.

Claudio

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O dilema dos prisioneiros do Philipe

Um dos Philipes que conheço está com um dilema terrível (e eu nunca acho o “permalink” do blog dele). Fica a sugestão e um trecho:

Uma das coisas mais chatas do final do ano novo é recomendar “feliz natal e próspero ano novo” para todo mundo. Acho que no fim ninguém gosta de ficar papagaiando essas coisas por aí. E é quase sempre da boca da fora. “Que bom! A moça da loja, que não me conhece, deseja, do fundo do coração, que eu tenha um feliz natal!” Ah, é, gosta de mim? Então faça meu natal e meu ano novo serem felizes! Sem contar o custo de ficar mandando scrap para todo mundo, respondendo email, e, o pior de tudo, os cartões de natal. Esses requerem que você saia de casa, compre um cartão, escreva uma mensagem, vá até o correio e mande esse pedaço de papel com filigranas.

Mas, no fim, todo mundo faz isso! Até eu (menos mandar cartão!). Por quê?

Claudio

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Por que não há um destes aqui?

Eu nunca entendo: se somos todos individualistas (hipnotizados por Washington, claro), globalizantes e neoliberais (malvados e feios), por que é que não existe um “Tradesports” aqui como nos EUA? Além de ser bom para apostadores, pode ser excelente para previsões econômicas.

Até pensei em um cartel de econometristas brasileiros boicotando a iniciativa, mas são tão poucos (e erram tanto?) que descartei a hipótese.

Por que será que não temos nada similar no Brasil?

Claudio

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Por que estamos onde estamos? – II

Diz José Gabriel de Lemos Brito em seu Pontos de Partida Para a História do Brasil (já citado aqui neste blog):

A situação da agricultura portuguesa, entre 1400 e 1500, acha-se estudada pelo sr. Fortunato de Almeida em vários pontos de sua obra. ‘Os nobres e as terras privilegiadas’, escreve ele, ‘freqüentemente faziam má sombra às classes trabalhadoras, pelo uso e abuso de seus privilégios’. (…) As roupas, as ferragens e os celeiros dos infelizes lavradores eram saqueados por este bando roaz, que ainda em cima arrastava consigo mulheres, filhos e flâmulos’. (…) ‘Não raras vezes os cortesãos destruíam os frutos e as fazendas dos plebeus, apoderavam-se-lhs das cavagalduras, mantimentos e carros, e por zombaria davam-lhes à saída um escrito irrisório, em que reconheciam e confessavam a dívida’. Era a este costume que chamavam ‘aposentadorias’. [p.3,4, rodapé 1]

A aposentadoria pública tem uma origem bastante coerente com seu ulterior desenvolvimento na selva, não acha leitor?

Claudio

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