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We’re quoted…

…by Prof. Tyler Cowen, in Marginal Revolution. If you are here because of his link, feel free to make comments. Unfortunately, we rarely write in English.

Claudio

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Será que a Al-Jazeera retransmitirá esta mensagem?

East Timor’s prime minister urged Osama bin Laden to “extend his love” to Christians and Europeans and give up violence in a Christmas message broadcast around the world by the British Broadcasting Corp.

Fala aí, Bin Laden, ou você não consegue enviar uma mensagem que não seja estas baixarias de sempre?

Claudio

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A xenofobia é uma faca de dois gumes

“Some of the Korean audience members screamed at me and mocked me, saying that I am not a real Korean but Japanese. I realized that Zainichi Koreans are not accepted fully in Japan or in South Korea. I always feel stuck in between the two countries,’’ said Kim. “Rather than in nationality, I try to find my identity in juggling, in giving happiness to people with my performances.’’

Nota: Zainichi Koreans são os “mestiços” entre coreanos e japoneses.
Nota 2: “Mestiço” é um termo que os descendentes de japoneses no Brasil, para casos similares. Sim, em muitos casos, o tom é depreciativo.

Claudio

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Incentivos certos?

S Koreans offered cash for no sex
Male workers who vow to stay away from prostitutes after year-end celebrations in South Korea are to be rewarded.

The Ministry for Gender Equality is offering cash to companies whose male employees pledge not to pay for sex after office parties.

Men are being urged to register on the ministry’s website. The companies with most pledges will receive a reward.

Officials say they want to put an end to a culture in which men get drunk at parties and go on to buy sex.

(…)

O link é da BBC. Pelo que se vê na notícia, o governo sul-coreano vai jogar uma grana fora. Onde está o sistema de monitoramento do cumprimento de contratos neste caso?

Claudio
p.s. veja também o outro lado da história aqui.

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Sai dessa agora! ou “A pitoresca antropologia dos cientistas da selva”

Outro dia o Selva colocou isto em seu blog:

Bresser Pereira no Valor Economico disse: “A escolha segue a regra do Nobel, que premia trabalhos irrelevantes. Infelizmente, não é irrelevante para nós, de países em desenvolvimento, pois costumam ser premiados modelos que depois aplicam em cima de nós, mas que não são seguidos nos seus próprios países. Os americanos não aplicam as teorias que economistas como Phelps e [Milton] Friedman formulam”.
Alguém quer comentar sobre respeito e honestidade intelectual?

Conclusão de Bresser, portanto: o que o cara que ganha Nobel fala não é relevante para nossa realidade. Sejamos coerentes na lógica do pensamento e apliquemos sua conclusão no trecho abaixo:

“Nobel prize-winning economist Joseph Stiglitz, who was fired by the World Bank blasted drug patents in an editorial in the British Medical Journal titled ‘Scrooge and intellectual property rights.’ ‘Knowledge is like a candle, when one candle lights another it does not diminish its light.’ In medicine, patents cost lives. The US patent for turmeric didn’t stimulate research, and restricted access by the Indian poor who actually discovered it hundreds of years ago. ‘These rights were intended to reduce access to generic medicines and they succeeded.’ Billions of people, who live on $2-3 a day, could no longer afford the drugs they needed. Drug companies spend more on advertising and marketing than on research. A few scientists beat the human genome project and patented breast cancer genes; so now the cost of testing women for breast cancer is ‘enormous.'”

O trecho é do Slashdot.

Bom, eu não queria concordar com Bresser e dizer que Stiglitz está falando sobre coisas que não nos importam, mas também não quero discordar de Stiglitz. O que eu faço? Jogo no lixo a lenga-lenga dos “países centrais e periferia” (aplicada ao mundo intelectual) ou me desfaço de Phelps, Friedman, Stiglitz, Hayek, Myrdal, Samuelson, Granger, etc?

Ah sim, não vale dizer que Stiglitz está certo porque está “do nosso lado”, porque o trecho inicial deixa claro que o problema dos laureados com o Nobel independe das preferências ideológicas de cada um.

Claudio
p.s. daqui a pouco vão querer criar um Nobel brasileiro, um Nobel de Ghana, outro para a Angola e vamos todos nos iludir dizendo que somos excelentes pensadores com geniais contribuições à ciência…

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Até os ingleses sabem quem é o responsável pela “operação tartaruga”

Brazil’s airports have been plagued by problems since a midair collision between a Gol airlines Boeing 737 and an Embraer Legacy 600 executive jet killed 154 passengers on Sep. 29. It was the country’s worst air disaster.

After the crash, air traffic controllers began following regulations to the letter in a “work-to-rule” protest to demand better pay and working conditions.

On Dec. 5, authorities suspended takeoffs from three major airports for several hours after an air control system failed, prompting an unprecedented wave of flight cancellations.


Até eles sabem
, certo? Mas, você, brasileiro, não pense. Pensar dói. Que tal rezar, como disse um dos responsáveis pelas nossas políticas públicas?

Claudio

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Qual o custo social de se prever catástrofes com precisão?

Clique aí e veja o link original pro artigo do Barro.

“Satisfactory calculations of the welfare cost of aggregate consumption uncertainty require a framework that replicates major features of asset prices and returns, such as the high equity premium and low risk-free rate. A Lucas-tree model with rare but large disasters is such a framework. In a baseline simulation, the welfare cost of disaster risk is large — society would be willing to lower real GDP by about 20% each year to eliminate all disaster risk, including wars. In contrast, the welfare cost from usual economic fluctuations is much smaller, though still important — corresponding to lowering GDP by around 1.5% each year.”

Claudio

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Pessoas menos inteligentes recorrem à verborragia

Os espertinhos que se cuidem:

Many fledgling writers have been taught the mnemonic KISS: Keep it simple, stupid. A new study backs the wisdom of that advice.

Long words used needlessly along with complicated font styles — two tactics employed routinely by students trying to pad their work — are perceived as coming from less intelligent writers.

Or, to put it simply: Short words and classic fonts make you look smart.

Esta veio do Matizes Escondidos, mas originalmente está aqui.

Eu sempre desconfiei disto. Talvez a língua portuguesa não seja necessariamente ruim para a pesquisa científica, como alegam, por ser muito rebuscada. O problema está no fato de que nos ensinam a ser rebuscados. E por que nos ensinam? Bem, o Philipe já disse aí em cima.

Ainda há salvação, cara! Comece logo seu curso de inglês e vá ler artigos científicos de economia. São um bom remédio contra a verborragia (inclusive os do Journal of Economic History, devo ressaltar).

Claudio
p.s. Selva trata de problema similar aqui.

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Falhas de governo

Pessoas com as quais converso sempre acham um exagero qualquer crítica à ação governamental: “não é em prol do povo, deixa de ser neoliberal”! Ou então: “isso é neura de liberalzão fanático”.

Mas o que lhes falta é um pouco de conhecimento sobre o que o seu amado governo fez ao longo da história. Reproduzo o trecho, sem os links:

…Sarah Bernhardt [renowned French actress] in 1886…soon shocked [Brazilian] society with her daring swimsuit and alarmed the city’s inhabitants by entering the water….At the time, Brazilians had believed a quick dip in the sea had some medical efficacy, but only around dawn before the sun became too strong and only if prescribed by a doctor. The elite cultivated their whiteness to set themselves apart from the darker-skinned lower classes To actually sit in the sun was considered declasse and a serious breach of social decorum.

…In 1917 the city established strict regulations to govern seaside conduct. Bathing in the sea was allowed only from five to eight in the morning and from five to seven in the evvening…the law permitted an extra hour on Sundays and holidays…Noise and shouting on the beach, or bathing during prohibited hours, brought a stiff fine or five days in jail.

That is from Colin MacLachlan, A History of Modern Brazil: The Past Against the Future.

Vale dizer: para legitimar sua política de quotas raciais (da época), o governo chegou a regulamentar o horário no qual as pessoas poderiam se banhar na praia. Incrível!

Claudio

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