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De quem é a culpa? – II

A notícia nem cita ANAC ou controladores de vôo. Agora, a TAM é a culpada. E olha que tem mais umas três ou quatro companhias com atrasos. A pergunta é: qual a lógica da TAM assumir a culpa se ela sabe que não é a culpada? Mais ainda: que racionalidade opera neste caso já que apenas uma companhia assume a culpa embora várias companhias não consigam tirar seus aviões do solo?

Relembrando a saga da aviação no governo atual: esta, esta, esta, esta e, claro, esta.

Depois disto tudo, por que o povo não se revolta contra o governo é ainda um mistério para mim. Uma TAM, sozinha, não é capaz de carregar filhos do presidente, prender pilotos que não eram culpados, dizer que a saída é rezar ou afirmar que não se busca culpados em investigações sobre a tragédia da GOL.

Claudio
p.s. Hummm.

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De quem é a culpa?

Segundo o presidente:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva responsabilizou nesta quinta-feira, 21, as companhias aéreas pelo caos nos aeroportos às vésperas do Natal. Após participar de uma confraternização com funcionários do Palácio do Planalto, ele disse ter determinado à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e à Infraero que exijam das empresas explicações aos passageiros sobre a razão dos atrasos e cancelamentos de vôos. “No mínimo o que o povo espera é ser tratado com respeito”, afirmou.

Taí, uma coisa que ele diz está certa: “no mínimo, o que o povo espera é ser tratado com respeito”.

Claudio
p.s. quer apostar que o próximo discurso será para ressuscitar a VARIG estatal e estatizar o resto?

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A pátria do rent-seeking

Nestes dias em que a nação se escandaliza com o generoso aumento que deputados e senadores concederam a si mesmo, é curioso observar que nenhum cidadão parece se escandalizar com esta vigarice habitual da gente de teatro e de cinema, sempre praticada em nome da cultura. Pior ainda: depois de serem financiados pelo contribuinte, cobram entrada do contribuinte que já pagou, ainda que à revelia, pelo espetáculo. E o contribuinte, qual boi de canga, paga docilmente o ingresso. Sem tugir nem mugir.

Oh, yeah!

Claudio

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A cara das elites (da qual a classe média faz parte segundo muitos) que viajam de avião


Fonte: Terra.

Toda classe média está histérica com o cáos aéreo que surgiu no Brasil. Não é para menos. As senhoras e senhores de bons préstimos e impostos pagos a sociedade estão as neuras por causas do seus doces minutos perdidos nos aeroportos. Mal eles sabem o que é pegar um ônibus para ir e voltar da cidade tiradentes, todos os dias. Perder horas, dentro da cidade, ficando de pé, dividindo o metro quadrado com 6 pessoas. E sem ter a quem reclamar, apenas pagar.

O fascinante contraste entre a realidade e o “wishful thinking” da esquerda, como já disse, é notável.

Claudio

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Sardenberg, em ótimo momento

História exemplar: Eliane Portela, moradora na favela de Heliópolis, em São Paulo, comprou quatro computadores, instalou na sua casa (depois de desfazer a cozinha), assinou banda larga e, pronto, eis uma lan house. A demanda era evidente e se confirmou: os computadores não param, a sala está sempre lotada, há filas de dia e de noite.

Leia tudo.

Claudio

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O apagão aéreo (que não existe oficialmente) e o menino que sofre de câncer: um conto de Natal

Muita gente que não gosta do raciocínio de economistas nos acusa de só pensarmos em custos e benefícios. É verdade. Pensamos nisto mesmo. E é para o bem do povo, sem populismos. Por que? Porque quando alguém age, deve-se saber de quem é a responsabilidade pelos seus atos. Claro, custos e benefícios incluídos.

Por exemplo, para nós, economistas (não sei você, leitor), este caso grita por uma resposta: quem pagará a conta?

Trecho:

O Hospital do Câncer, onde o menino Gabriel Barbosa Machado, de 1 ano, está internado e iria receber um novo fígado na madrugada desta sexta-feira (22), informou que o transplante não foi realizado.

Gabriel deixou de fazer o transplante no último dia 7 por conta do caos aéreo em São Paulo _ e no país -, provocado pela lentidão da “Operação Padrão” dos controladores de vôos. A criança conseguiu um novo doador na quinta-feira (21). (…)

Claro, minha pergunta é simples e direta: alguém é responsável pelo atraso. São os médicos? É o paciente? É de Deus? Os nossos políticos acham que sim.

Se conselho fosse bom, ninguém dava? Mas se eu fosse o ministro, renunciava e pedia desculpas por toda a bagunça dos últimos meses. Já se eu fosse o presidente, parava com esta brincadeira de “dar bronca” em subordinados e tomava uma atitude.

Se eu fosse Deus, ah, aí é outra história…

Claudio

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Por que desarmar após armar?

O artigo citado abaixo me fez pensar sobre o porquê de um governo incentivar o uso de armas pelas pessoas para depois começar com a história do desarmamento. É um pouco diferente, mas vale a leitura.

Should you Arm your Future Victims?

JEAN-PAUL AZAM
University of Toulouse I – Advanced Research in Quantitative Applied Development Economics (ARQADE)
Economics & Politics, Vol. 18, No. 3, pp. 313-338, November 2006

Abstract:
A model is presented where the ruler may arm the producers, in order to convince them that he will not expropriate them ex post. This sets an upper limit on the tax rate, not higher than their probability of losing their income, should a war occur. The relevance of this analysis is illustrated by discussing various case studies, involving post-conflict situations. Some variants of the model are presented for highlighting some implementation problems, related to asymmetric information or to positive initial endowments of weapons or non-produced wealth, which may lead to war in equilibrium.

Claudio

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Economistas são mais egoístas? Calma lá que o andor é de barro

Frey e Meier, em um artigo de 2005 no European Journal of Law and Economics, concluem:

The analysis of the actual behaviour of the students with respect to donating money to a
fund as a pure public good allows us to draw three conclusions:
(i) Political economists’ willingness to donate money does not diminish by studying
economic theory;
(ii) The students of business economics give significantly less than other students;
(iii) The lower contribution of business economists, compared to other students, is due to self-selection rather than indoctrination.

Ref: Selfish and Indoctrinated Economists?, BRUNO S. FREY e STEPHAN MEIER, EJLE, v.19, p.165-171, 2005.

Ou seja, o cara já pensa como economista antes de entrar para a faculdade.

Questões como esta sempre aparecem: são os economistas mais ou menos auto-interessados (“racionais”, no sentido que usamos o termo) do que outros? Laband, em um memorável artigo de 1999, mostrou que entre economistas e sociólogos, os últimos eram bem mais racionais o que, inclusive, fecha com minha experiência convivendo com este povo (mas isto é experiência minha, não é necessariamente verdade que o que eu observo é a média da sociedade…por isto o artigo do Laband é tão interessante…).

Claudio

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