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Podcast sobre economia do suicídio, curso de economia e tudo o mais

Conversa entre Cláudio, Ari e Rafael Gazzi sobre a economia do suicídio, o curso de economia, os vinhos, os queijos e tudo o mais. Onde ? Aqui.

Claudio
Link alternativo: este.

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A diferenciação de produtos é bem-vinda

O tamanho padrão dos preservativos vendidos na Índia é grande demais para a maioria dos indianos, de acordo com um estudo do Conselho Indiano para a Pesquisa Médica, o mais importante instituto de saúde do país.

A pesquisa assinala que 60% dos homens de Mumbai (ex-Bombaim) têm o pênis 2,4 centímetros menor do que as medidas padrões internacionais de camisinhas.

Agora as piadas de japonês terão de ser repensadas…

Claudio

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Armas (legais) e crimes

Não se trata do John Lott.

Guns and Crime

Carlisle E. Moody and Thomas B. Marvell

We estimate several models of handguns and crime based on state-level panel data for 1977–1998 using both General Social Survey data on gun availability and a new measure of handgun prevalence. We find that handguns have a negligible effect on crime. Apparently, there is either no causation between guns and crime, or a rough equilibrium between criminals who use guns in the commission of crime and ordinary citizens who use guns to defend themselves and deter crime.

Southern Economic Journal 2005, 71(4), 720–736

Eu queria mesmo era ver um estudo para o Brasil. A selva adora uma verborragia para defender seus interesses, desprezando desde a coleta até a análise estatística dos dados. Links para estudos voltados para o Brasil são, portanto, bem-vindos.

Claudio

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Por que as faculdades privadas enfrentam problemas com pesquisa (e porque esta pergunta é ruim para entender o problema)?

Algumas pessoas acham que o fato de não vivermos no mundo ideal é sinônimo de que o mundo real é que tem problemas. Veja o caso da discussão sobre faculdades privadas e públicas.

Muitas vezes ouço aquele bordão: “faculdades privadas produzem menos pesquisa do que as públicas. Logo, isto é uma prova de que são inferiores (em termos de pesquisa), o que prova que o mercado não funciona”.

Errado. E é fácil ver o porquê. O mercado é um processo interativo. A partir dos erros e acertos ele se ajusta. Ninguém disse que ele se ajusta automaticamente, claro. Agora veja o que diz o artigo abaixo:

Unraveling the Academic Productivity of Economists: The Opportunity Costs of Teaching and Service

Susan Washburn Taylor,Blakely Fox Fender,and Kimberly Gladden Burke

This study investigates the relationships among research productivity, teaching, and service on the basis of individual-specific information involving approximately 715 academic economists. Responding to an online survey, these economists provided information regarding their teaching and service commitments as well as personal and institutional information. The publication record of each respondent was then obtained from EconLit. Together, these data constitute a rich field for the systematic study of research productivity. Results of a Tobit analysis reveal much about the nature of research productivity, underscoring, for instance, the importance of gender, coauthorship, presentations at conferences, and peers who publish. Among the more important findings from this analysis is that both teaching and service commitments have a significantly negative impact on the research productivity of academic economists. These relations hold across types of academic employer, though to varying degrees. Taken together, the results provide interesting insights into the roles of academic scholars, teachers, and colleagues.

Southern Economic Journal 2006, 72(4), 846–859

Bom, em resumo, o velho dito: “incentivos importam”. Como não existe censura na academia norte-americana (olha o mercado funcionando), alguém possivelmente incomodado com o problema da pesquisa (ou que deseja ficar mais tempo fora de sala de aula, à toa mesmo), argumentou de forma coerente, cientificamente, que existe um impacto negativo sobre a pesquisa de uma instituição se você “soca” os professores em sala de aula.

Mais ainda, não se trata do argumento pseudo-científico do “amigo do amigo meu que conhece…”. Trata-se de um estudo amplo, onde se buscou um padrão entre as observações coletadas. E o artigo foi publicado.

A partir daí começa o debate. É o mercado funcionando, com a troca de idéias e pesquisas. Eventualmente, alguém, chamado “governo” poderia interromper este debate e impor uma solução. Não acho, pelo que vejo, que isto funcionaria.

Enfim, conclui-se que o problema não está nas faculdades privadas ou públicas. Está nos incentivos que seus administradores criam para gerar pesquisa, ensino (em sala de aula) e outras coisas. Os mais criativos conseguirão unir estes objetivos com menores custos e melhores resultados. Os outros, claro, fracassarão.

Eis a essência do mercado.

Claudio

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Ed Glaeser vai à guerra

Novo paper no NBER, do genial Glaeser. Olha o resumo:

Warfare is enormously destructive, and yet countries regularly initiate armed conflict against one another. Even more surprisingly, wars are often quite popular with citizens who stand to gain little materially and may lose much more. This paper presents a model of warfare as the result of domestic political calculations. When incumbents have an edge in fighting wars, they may start wars even if those wars run counter to their country’s interests. Challengers are particularly likely to urge aggression when they are unlikely to come into power and when the gains from coming to power are large. Leaders who start wars will naturally try to create hatred by emphasizing the threat and despicable character of the rival country. Wars will be more common in dictatorships than in democracies both because dictators have stronger incentives to stay in power and because they have greater control over the media.

Claudio

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