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Pensamentos

Se dermos ao governo o direito de determinar o que o corpo humano deve consumir, de determinar se alguém deve ou não fumar, deve ou não beber, nada poderemos replicar a quem afirme: ‘Mais importante ainda que o corpo é a mente, é a alma, e o homem se prejudica muito mais ao ler maus livros, ouvir música ruim e assistir a maus filmes. É pois dever do governo impedir que se cometam esses erros.

Este trecho é de Mises, em “As Seis Lições” (p.21).

Para refletir:

1. Quem pode dizer o que é bom para sua mente?
2. O governo representa esta vontade?
3. Uma monarquia hereditária, uma monarquia não-hereditária, uma ditadura, um governo democrático (com eleições periódicas e troca de poder consentida por todos)…será que esta distinção importa?
4. O fato de o governo ter um excelente técnico num órgão público significa que ele agirá conforme o interesse geral? Se sim, defina interesse geral. É possível definir um “interesse geral” de forma a que o mesmo seja adequado para o efetivo governo baseado nas preferências dos indivíduos-eleitores?

Liberdade, como diz Mises, é impossível fora da sociedade (ao contrário do que disse Rosseau). Isto não torna o problema mais fácil. E se não é fácil, temos de pensar muito antes de agir e falar.

Claudio
p.s. veja, por exemplo, como a política pública pode tomar rumos surpreendentes aqui.

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Sardenberg pergunta

A lógica trocada
Hoje, o Brasil cresce menos do que os outros países emergentes mais importantes. O que o Brasil tem de diferente em relação a esses países?

Veja no quadro abaixo, que compara alguns indicadores básicos do Brasil com o que se verifica nos emergentes mais sólidos:

Dívida Pública/PIB
Média dos emergentes: até 30%
Brasil: 50%

Carga tributária/PIB
Média emergentes: até 25%
Brasil: 38%

Gasto com previdência/PIB
Média emergentes: até 6%
Brasil: 13%

Juro Real
Média emergentes: 2% a 3%
Brasil: 9% a 10%

Crescimento PIB
Média emergentes: 4% a 6%
Brasil: 2,6%

De onde se conclui que para crescer como os outros, o Brasil precisa resolver o problema das contas públicas – isto é, reduzir a dívida e reduzir a carga tributária, para o que é necessário reduzir os gastos públicos.

Sem isso, os juros continuarão altos.

Ora, vem hoje o ministro Guido Mantega e diz: se o Brasil crescer 5% ou mais ao ano, com mais redução dos juros (não disse para quanto) o déficit público desaparece.

Perceberam a inversão da lógica? O Brasil não cresce porque tem um déficit público. Vem Mantega e diz: crescendo, o Brasil elimina o déficit.

Perguntamos, então, por que não cresceu até aqui? Por que não cresce hoje?

Alguém aí tem idéia de quem possa estar enganado? Ou não?

Claudio

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Xenófobos, cuidado

Olha que complicado.

Já tinha gente falando mal dos pilotos não porque fossem maus pilotos, mas porque eram, pasmem, “norte-americanos” (ou “estadunidenses”, para os fricoteiros de plantão). Aí você lê:

Segundo a GloboNews, no contato com a torre, Joseph Lepore pergunta ao controlador se pode descer ou se deve manter a altitude. Neste momento o jato estava a 55 quilômetros do ponto onde deveria descer dos 37 mil pés para 36 mil pés. O controlador respondeu “ok, mantenha”.

Opa, agora o controlador brasileiro é que errou? Claro que não, só pode ser um reles mal-entendido. Opa, não me olhe bravo. É a Aeronáutica quem diz:

Segundo a Aeronáutica pode ter havido um mal-entendido entre o piloto e a torre de controle. Lepore pode ter entendido a ordem do controlador como uma autorização para manter a altitude de 37 mil pés, mesmo contrariando o plano de vôo.

Agora a situação ficou mais complicada para os xenófobos. Para quem usa a razão, não.

Claudio

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Pobre imprensa

Os jornalistas de hoje não sabem mais usar aspas. Ou não querem. Aí você lê uma chamada como esta e fica a imaginar se o sujeito que bolou o título não saiu da adolescência (do início, claro) ou se acredita mesmo em “bem” e “mal”.

Sem falar, claro, na arrogância ideológica. Tudo o que o sujeito acha bonito é “do bem” (só que sem aspas, note o perigo…) e tudo o que ele não gosta é “do mal”.

Não pode, cara. Não pode….

Claudio
p.s. Esta outra eu comecei a ler por causa do título. Li, reli e ainda não entendi o título.

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