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Ainda o chopp

Ok, meu humor, hoje, não é dos melhores. Mas algumas pessoas nos deram o prazer dos comentários sobre o texto do Ed Stringham e acho que vale observar algumas coisas. Infelizmente, acho que ninguém “googled” pelo texto original e aí os comentários ficaram com um nível pobre de crítica: “não li, mas acho que ele disse que…”.

Para melhorar a vida de todos, aí vai a página do Ed. Não é difícil encontrar o texto, lá no finalzinho.

Primeiro: é uma correlação? Não, é uma regressão. Ou seja, não vale a crítica da correlação.

Segundo: é um artigo científico “robusto”? Não. Não foi publicado em um “journal”. É um “policy paper” da Reason Foundation. Então, sim, é mais sofisticado do que qualquer similar feito pelas nossas péssimas ONGs (sim, com raras exceções, acho o trabalho deste povo muito ruim, péssimo e sem fundamentação científico em muitas das vezes), mas não é um artigo “robusto”.

Terceiro: vale a pena ler? Claro. Já que nossas ONGs estão cheias de gente que tremem ao ouvir a palavra “estatística” e adoram ler jornalistas pseudo-sérios, é sempre um aprendizado ler um “policy paper” que, nossa, usa uma técnica científica em sua análise. Ainda que limitado em seu poder de nos dizer algo mais bem fundamentado, é melhor do que o oba-oba que temos por aí.

Leitor, eu sei que você deve estar me achando nervoso, mas é simples: Xong < Xed < Xjournal, onde X = pesquisa. Sorry, pals, mas trabalho científico de ONG no Brasil não existe. Só vi alguma coisa na Transparência Brasil e, claro, posso estar sendo injusto com alguém. Mas aposto que são poucos os esquecidos.

Finalmente, não tem a ver, mas me lembrei. Até hoje só vi um jornalista ler, entender e discutir dados com seriedade: Ali Kamel. Sugestões de outros nomes para minha leitura são bem-vindos. Quanto mais gente como Ali Kamel na imprensa, melhor ela será. E não falo de posições pessoais dele quanto a isto ou aquilo. Falo de algo mais básico: capacidade de análise científica.

É isto aí. Divirtam-se com o chopp.

Claudio

Um comentário em “Ainda o chopp

  1. Li o texto. Ainda acho que o autor estava brincando…
    Eu não tenho dúvida que uma rede social ampla pode aumentar seus ganhos, mas não acredito no impacto que o “beber social” possa ter na ampliação dessa rede.
    O tamanho da rede social de alguém é resultado direto de sua personalidade; é razoável admitir que aqueles que tem mais jogo de cintura, que não sejam tímidos, que não sejam tão reservados, que não sejam tão caseiros, etc… têm uma personalidade que lhes favoreça, ao mesmo tempo, ser mais desejado pelas empresas e beber socialmente. A causa comum é a personalidade.

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