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Políticas Públicas é sobre Princípios de Economia: porque toda história tem um início…

Most public policy discussions are really about basic economics. If we just got rid of the policies that cut against basic economics, then the lives of millions would be improved around the globe. And when I say basic economics, I mean the most basic things — like price controls on food products, or restrictions on trade, or regulations on entry. We haven’t begun to get into the refinements of monetary or fiscal policy. Just the first few weeks of Econ 101 and yet we see policies throughout the world that prove to be detrimental to the lives of so many continue to be implemented by governments (both left and right, and democratic and non-democratic). If only we could pick off the low hanging fruit of public policy, then much misery would be avoided.

Peter Boettke, sobre Richard Epstein.

Claudio

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Bem público

Vi, numa comunidade do Orkut, que alguns alunos de uma faculdade estão preocupados com assaltos e danos (arranhões) a seus carros. Há duas propostas de solução: i. pede-se à coordenação do curso seguranças privados e ii. propõe-se a criação de uma “milícia anti-flanelinha”.

Há dois problemas óbvios nas propostas. Primeiro, seguranças privados não legislam sobre todos os quarteirões nos quais os alunos param seus carros. Em outras palavras, os alunos deveriam aproveitar a chance para reclamarem aos responsáveis pela segurança pública (o governo) da falta de segurança. Além disso, existe o problema de se saber até onde vai a jurisdição de um serviço de segurança privado (o dono da barbearia não vai pagar pelo seu carro na esquina, cara…). Neste caso, somente máfias cuidam de territórios tão vastos quanto um bairro. Bom, não queremos máfias, certo? Já estamos falando de uma, a dos flanelinhas.

Por outro lado, a milícia é algo claramente ilegal. Alguém poderá dizer que a própria figura do “flanelinha” é ilegal, o que está correto. Novamente, deve-se pensar no que fazem os representantes eleitos e os burocratas a respeito do problema.

Pode-se dizer que o custo de se pagar o flanelinha é menor do que o de se cobrar mais segurança. Entretanto, o cálculo mais correto é o do valor presente descontado. Neste caso, a pressão sobre os burocratas pode resultar em um custo menor do que o de pagar para o flanelinha.

Sempre pagar ao flanelinha e esquecer o Estado é uma opção economicamente válida se você não paga impostos. Ou então você paga para não usar, o que é algo bobo de se fazer.

Obviamente, recorrer a violência é moralmente incorreto e até mesmo ilegal (embora o flanelinha seja, em si, ilegal, criar outra ilegalidade não resolve o problema do ponto de vista moral).

Soluções de mercado para este caso? O ideal seria ter mais estacionamentos, mas isto demora, é coisa de longo prazo. O uso privado da violência – “milícias” – é algo fora de cogitação, meninos, por favor. A pressão sobre as autoridades (em quem você votou? cadê seu deputado, seu prefeito?) é o melhor caminho.

Talvez os próprios alunos pudessem usar seu expertise – a consultoria júnior – para buscar meios de resolver isto. Por exemplo, através da contratação de um serviço de segurança privado próprio.

Comentários?

Claudio

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A vergonha da riqueza

Somente depois que a “classe mérdia” abriu mão de seu papel na sociedade e abraçou com entusiasmo o papel de proletário bem remunerado é que o tal “brasileiro comum” se viu sem rumo, desorientado.

Concordo com o xará. No Brasil há muita demanda por emprego público. Muita gente quer ser empresário, mas apenas para obter subsídios e favores do governo. E, claro, todo mundo acha que ganhar mal e trabalhar num ambiente onde o passatempo é vigiar o vizinho e falar mal dele para o chefe sabendo que não será demitido, exceto após um loooongo processo administrativo (e olhe lá!).

Igor Taam tocou em um ponto similar outro dia, ao falar da fuga de cérebros.

Note bem: não basta dizer que você, leitor, escapou disto e é um micro-empresário que luta para sobreviver. A culpa dos problemas não está nas pessoas. Digo, elas podem ser más ou boas, mas os incentivos que a lei cria é que ajudam a potencializar suas ações. Que tipo de empresário um país cria, em média? Um não-liberal que busca sempre o apoio do governo dizendo-se “estratégico”? Ou um que se preocupe mais em ser eficiente porque sabe que o governo não o ajudará mais do que já o faz ao manter a lei e a ordem?

O xará tem razão ao apontar o fenômeno. A impressão que tenho é que não é apenas um pesquisador que faz concurso para uma universidade pública hoje em dia. Se apareceu um concurso público, carinha corre para lá, seja ele da área ou não. Nada contra. Mas quando se pensa que o salário dele vem do imposto que eu pago, eu me pergunto sobre o porquê dos concursos públicos estarem sempre na moda. Sempre há uma vaga nova. Sempre há um concurso novo. E quem paga por isto?

Entendeu porque eu disse que a discussão sobre o ajuste fiscal era importante? Todos que estão no governo não se incomodam com isto porque sabem que pagam pouco em relação ao tamanho do gasto público. Mas isto não muda a verdade contábil: todo gasto deve ter sua fonte de receita senão…faliu.

Claudio

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A Economia dos Imóveis em Mooca

Há um exemplo clássico para se ilustrar o problema de externalidade, posto por David Friedman: “o problema da poluição em Los Angeles pode ser resolvido de duas formas. Ou todos se mudam da cidade e só as indústrias ficam lá, ou o contrário”. O ponto é que a externalidade existe por causa de ambos: moradores e poluidores.

Como resolver o problema? Aqui começa a lição de economia sobre externalidades e tal. Ok, o leitor (a leitora, etc) que viu o link acima já sabe como é que isto funciona.

Agora, suponha um exercício ligeiramente distinto: as indústrias resolvem deixar a cidade. O que acontece?

Simplificadamente, surgem novos terrenos para a construção, o que aumenta a oferta de terrenos e, portanto, gera uma pressão para baixo no preço dos terrenos. Isto atrai construtoras que podem ofertar novos prédios, agora residenciais.

Se há um “boom” de construção de imóveis residenciais, deve haver um aumento potencial da demanda por padarias e farmácias no longo prazo. Sabendo disto, outros empreendedores aumentarão a oferta destes serviços na região o que, inclusive, pode ter efeito sobre os preços dos mesmos, já que aumenta a concorrência. Claro que se o preço do pão (ou do remédio) é fixado pelo governo, meu argumento perde um pouco de sua força, embora continue correto (e explique até mesmo ilegalidades).

É isto aí. Leia a notícia toda para se divertir com economia.

Claudio

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