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O bom e velho Gordon Tullock

O sujeito é bom mesmo. Reproduzo boa parte do post.

Call me a masochist but one of the great pleasures of being at George Mason is that I am regularly insulted by Gordon Tullock. You have to undestand, however, that in my profession not to have been insulted by Gordon is to be a nobody.

In anycase, here is one from yesterday.

“Gordon,” I asked, “do you think we should ban child labor?” “No, keep working.”

The other day Gordon asked me to read one of his papers and I pointed out a few typos. “Excellent,” he said, “this will surely be your greatest contribution to economics.”

Gordon is prone to pressing people with difficult questions. One of my colleagues responded, “Gordon, I’m not that good at thinking on my feet.” Without missing a beat Gordon pulled up a chair and said “well sit down and we’ll see how you do then.”

Isto sim é tentar fazer brotar o conhecimento. Em certas faculdades (“colegiões”), alunos chorariam e levariam os pais para falar com o diretor (“tio”). Você pode achar chocante, mas funciona. E, bem, passou dos 18 anos, já é adulto e aguenta, né?

Da próxima vez que me perguntarem sobre trabalho infantil, eu terei uma boa resposta…

Claudio

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Novilíngua

Paulo Bernardo que me desculpe, mas homens são homens e mulheres são mulheres. E sempre foi assim, mesmo que alguém diga o contrário.

Claudio
p.s. alguns políticos são sortudos. Os sítios dos partidos nem sempre publicam, com orgulho, os panfletos históricos da era pré-internet para preservarem e divulgarem sua história. Assim até eu.
p.s.2. Jefferson voltou à mídia…

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Itamaraty

Filisteu dá uma bronca bem dada.

Sobre aquela história dos diplomatas estrangeiros, nos EUA, não respeitarem as leis de trânsito, ele foi ao artigo original e, bem, vejam vocês mesmos.

O Brasil está em 29º colocado no ranking, sendo que cada diplomata brasileiro tinha, no período do estudo, em média, 29,9 multas de trânsito não-pagas. Um quarto das multas do diplomata médio do Chade ou do Sudão, mas em uma posição bem vergonhosa em um ranking de 146 países. Para se ter uma idéia da posição de nossos diplomatas em relação aos nossos vizinhos — termos de comparação mais justos do que os países africanos no topo do ranking — os chilenos (16,5 multas), paraguaios (13 multas) e venezuelanos (9,1 multas) são os únicos outros países sul-americanos na metade superior dos países infratores.

O que Filisteu me diz me faz ser crítico de certas interpretações da realidade brasileira:

Ressalvando certos órgãos que lograram incorporar um elevado sentido de missão e de profissionalidade – como, notadamente, nos casos do Itamaraty, dos ministérios militares, do BNDES e dos núcleos dirigentes da Fazenda e do Planejamento -, a atual eficiência do Estado brasileiro e seu nível de competência são várias vezes inferiores aos observáveis nos setores modernos da sociedade civil. [Hélio Jaguaribe, Alternativas para o Brasil, 1989, p60, José Olympio Editora]

O que incomoda é esta entidade “genérica” que não identifica as fontes de problemas. Como é que o Itamaraty (ou o BNDES ou qualquer outro nome de repartição citado acima) – e não o diplomata individual – possui um “sentido de missão e de profissionalidade”?

Este tipo de análise é incapaz de explicar o problema das multas de trânsito. O máximo de concessão que você poderia obter deste raciocínio seria o de que “a culpa é individual”, o que levaria à próxima questão: “então como é que o indivíduo não tem “senso de missão e profissionalismo”, mas a entidade sim?

Uma boa análise indicaria, primeiro, os incentivos que levam os diplomatas individuais a se alinharem ou não com algum objetivo comum traçado pela direção do Itamaraty. Exemplifico: no estudo do desempenho das firmas, dizemos que gerentes, empregados e acionistas têm, certamente, objetivos diferentes. Um quer maximizar seu emprego, outro seu salário e outro, sei lá, seu lucro. Basta juntar os três num galpão, dar-lhes um crachá com um mesmo símbolo, e dizer que são “parte de uma firma”? Não.

Uma forma de se fazê-los trabalharem como uma equipe é criar incentivos para que maximizem o valor da firma. Como fazer isto na prática, isto sim, é problema digno de se chamar de “reforma”. Quando não se atacam estes problemas, cai-se no discurso bonito, mas de conteúdo nem sempre operacionalizável.

Claudio

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O que você esperaria ? Mais ou menos desenvoltura terrorista?

Investimentos em segurança pública sofreram corte de 58,5% nos últimos cinco anos

Trecho:

O governo federal desembolsou apenas 6%, o equivalente a R$ 63 milhões da verba de R$ 930,2 milhões prevista para investimentos (gastos que agregam valor ao patrimônio da União) em segurança pública no orçamento de 2006. Além disso, a área sofreu cortes de 58,5% nos últimos cinco anos. Os investimentos que atingiram R$ 1,2 bilhão em 2001, despencaram para R$ 483,7 milhões em 2005.

No primeiro ano do Governo Lula em que foram aplicados R$ 352 milhões, a redução foi de R$ 377 milhões em relação a 2002, que teve investimentos de R$ 729,6 milhões. Em 2004, os investimentos em segurança pública chegaram a R$ 575 milhões. No ano passado, houve nova baixa para R$ 483,7 milhões. Em 2006, até agora, R$ 199,3 milhões foram aplicados. Os valores estão atualizados pelo índice geral de preços (IGP-DI) da Fundação Getúlio Vargas e incluem os restos a pagar pagos dos respectivos anos.

Menos grana pro policial, menor o custo de oportunidade de fazer terrorismo, ceteris paribus. Simples assim.

Claudio

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Enquanto os candidatos falam bobagens…

…a gente procura saber mais sobre suas propostas. Por exemplo, isto aqui iria doer na cabeça de todos eles.

What are the underlying rationales for industrial policy? Does empirical evidence support the use of industrial policy for correcting market failures that plague the process of industrialization? To address these questions, the authors provide a critical survey of the analytical literature on industrial policy. They also review some recent industry successes and argue that only a limited role was played by public interventions. Moreover, the recent ascendance of international industrial networks, which dominate the sectors in which less developed countries have in the past had considerable success, implies a further limitation on the potential role of industrial policies as traditionally understood. Overall, there appears to be little empirical support for an activist government policy even though market failures exist that can, in principle, justify the use of industrial policy.

Claudio

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Google, google, amigos a parte

Já se foi o tempo em que o efeito da maconha era forte e todos os viciados acreditavam que a Google era uma empresa “que não visava lucros e, portanto, seria a alternativa contra o império do mal de Bill Gates”. Sério, tinha muita gente levando isto a sério.

Aí a Google foi à China, curvou-se à ditadura e todos começaram a pensar se a empresa era uma “ONG” ou uma “empresa” mesmo. Dissipadas as dúvidas, o que descobrimos é que o povo da Google é, sim, muito bom de maximização de lucros, inclusive com seu programa de mapas.

Moral da história? Nenhuma. Qualquer um sabe que um empresário quer cobrir seus custos e obter algo mais. E também sabe que não dá para fazer isto deixando de lado o consumidor, exceto em ambientes institucionais nos quais o que vale é o partido popular, não o povo, como na China.

Bacana a idéia do povo da Google.

Claudio

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Transparência 1 x 0 Políticos

O Diretório regional do PT em São Paulo entregou ontem ao Ministério Público Eleitoral uma notícia-crime contra a ONG Transparência Brasil, por causa da campanha “Não Vote em Mensaleiro”.

O PT considera que a associação se excedeu na campanha, e que alguns deputados citados foram envolvidos nos episódios que a mídia denominou de Mensalão, mas todos foram absolvidos.

O texto da notícia-crime lembra que os fatos destacados constituem injúria grave, lançada sobre todos aqueles candidatos que são indiciados, averiguados ou mesmo condenados em processos criminais e que ferem o pleito, pois ofendem o princípio de oportunidades entre os contendores do processo eleitoral.

Transparência nos olhos de certos políticos é pimenta.

Claudio

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Órgãos humanos, Ari, eu e tudo o mais

Desde 1996 que venho estudando – a despeito de tudo e todos – a economia do transplante de órgãos. Em 2004, com o Ari (o outro colaborador deste blog), publicamos um artigo no qual procurávamos contribuir um pouco mais para o debate. Na verdade, é um artigo bem didático.

E não é que acabo de achar nosso artigo citado em um estudo do TCU sobre o tema? Parece que alguém, ao menos, leu o artigo, embora não haja indícios de maior reflexão sobre o texto.

De qualquer forma, é bom saber que: (i) alguém pensou no problema delicado de alocação de órgãos humanos para transplantes e (ii) este alguém está no TCU, cujo dever é fiscalizar o bom uso destes recursos tão importantes para a vida de muita gente.

Claudio

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Mais Bolívia

Para quem aplaude Chávez (o tal que persegue quem assina um manifesto contra ele) ou o presidente boliviano, eis mais uma notícia sobre as políticas desenvolvimentistas do pobre país (login necessário).

Claudio
p.s. Uma observação para os “sem-memória” acerca das perseguições políticas: Se Newton Cardoso quisesse perseguir quem assinou o pedido (não-aprovado) de seu impeachment em 1986, seria fácil. O pedido foi feito por militantes do atual partido que o apóia para o Senado, nestas eleições.

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Mudança tecnológica

Com o auxílio de um programa de computador, o advogado Wendell Odom, dos Estados Unidos, conseguiu que sua cliente Andréa Yates, que havia afogado seus cinco filhos numa banheira, fosse considerada inimputável.

O software em questão se chama JuryQuest. No caso de Yates, numa escala de um a cem, o programa definiu notas hipotéticas para os jurados e apontou quais se inclinariam a considerar inimputável a acusada de assassinar cinco de seus filhos, em decorrência de desordem mental.

Leia tudo aqui.

Claudio

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