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Blá-blá de bom nível

Há semanas que leio e resumo textos para este evento. Não estranhem se eu sumir por uns dias (e o Ari assumir o comando da ponte).

Claudio

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O bom e velho Gordon Tullock

O sujeito é bom mesmo. Reproduzo boa parte do post.

Call me a masochist but one of the great pleasures of being at George Mason is that I am regularly insulted by Gordon Tullock. You have to undestand, however, that in my profession not to have been insulted by Gordon is to be a nobody.

In anycase, here is one from yesterday.

“Gordon,” I asked, “do you think we should ban child labor?” “No, keep working.”

The other day Gordon asked me to read one of his papers and I pointed out a few typos. “Excellent,” he said, “this will surely be your greatest contribution to economics.”

Gordon is prone to pressing people with difficult questions. One of my colleagues responded, “Gordon, I’m not that good at thinking on my feet.” Without missing a beat Gordon pulled up a chair and said “well sit down and we’ll see how you do then.”

Isto sim é tentar fazer brotar o conhecimento. Em certas faculdades (“colegiões”), alunos chorariam e levariam os pais para falar com o diretor (“tio”). Você pode achar chocante, mas funciona. E, bem, passou dos 18 anos, já é adulto e aguenta, né?

Da próxima vez que me perguntarem sobre trabalho infantil, eu terei uma boa resposta…

Claudio

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Itamaraty

Filisteu dá uma bronca bem dada.

Sobre aquela história dos diplomatas estrangeiros, nos EUA, não respeitarem as leis de trânsito, ele foi ao artigo original e, bem, vejam vocês mesmos.

O Brasil está em 29º colocado no ranking, sendo que cada diplomata brasileiro tinha, no período do estudo, em média, 29,9 multas de trânsito não-pagas. Um quarto das multas do diplomata médio do Chade ou do Sudão, mas em uma posição bem vergonhosa em um ranking de 146 países. Para se ter uma idéia da posição de nossos diplomatas em relação aos nossos vizinhos — termos de comparação mais justos do que os países africanos no topo do ranking — os chilenos (16,5 multas), paraguaios (13 multas) e venezuelanos (9,1 multas) são os únicos outros países sul-americanos na metade superior dos países infratores.

O que Filisteu me diz me faz ser crítico de certas interpretações da realidade brasileira:

Ressalvando certos órgãos que lograram incorporar um elevado sentido de missão e de profissionalidade – como, notadamente, nos casos do Itamaraty, dos ministérios militares, do BNDES e dos núcleos dirigentes da Fazenda e do Planejamento -, a atual eficiência do Estado brasileiro e seu nível de competência são várias vezes inferiores aos observáveis nos setores modernos da sociedade civil. [Hélio Jaguaribe, Alternativas para o Brasil, 1989, p60, José Olympio Editora]

O que incomoda é esta entidade “genérica” que não identifica as fontes de problemas. Como é que o Itamaraty (ou o BNDES ou qualquer outro nome de repartição citado acima) – e não o diplomata individual – possui um “sentido de missão e de profissionalidade”?

Este tipo de análise é incapaz de explicar o problema das multas de trânsito. O máximo de concessão que você poderia obter deste raciocínio seria o de que “a culpa é individual”, o que levaria à próxima questão: “então como é que o indivíduo não tem “senso de missão e profissionalismo”, mas a entidade sim?

Uma boa análise indicaria, primeiro, os incentivos que levam os diplomatas individuais a se alinharem ou não com algum objetivo comum traçado pela direção do Itamaraty. Exemplifico: no estudo do desempenho das firmas, dizemos que gerentes, empregados e acionistas têm, certamente, objetivos diferentes. Um quer maximizar seu emprego, outro seu salário e outro, sei lá, seu lucro. Basta juntar os três num galpão, dar-lhes um crachá com um mesmo símbolo, e dizer que são “parte de uma firma”? Não.

Uma forma de se fazê-los trabalharem como uma equipe é criar incentivos para que maximizem o valor da firma. Como fazer isto na prática, isto sim, é problema digno de se chamar de “reforma”. Quando não se atacam estes problemas, cai-se no discurso bonito, mas de conteúdo nem sempre operacionalizável.

Claudio

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O que você esperaria ? Mais ou menos desenvoltura terrorista?

Investimentos em segurança pública sofreram corte de 58,5% nos últimos cinco anos

Trecho:

O governo federal desembolsou apenas 6%, o equivalente a R$ 63 milhões da verba de R$ 930,2 milhões prevista para investimentos (gastos que agregam valor ao patrimônio da União) em segurança pública no orçamento de 2006. Além disso, a área sofreu cortes de 58,5% nos últimos cinco anos. Os investimentos que atingiram R$ 1,2 bilhão em 2001, despencaram para R$ 483,7 milhões em 2005.

No primeiro ano do Governo Lula em que foram aplicados R$ 352 milhões, a redução foi de R$ 377 milhões em relação a 2002, que teve investimentos de R$ 729,6 milhões. Em 2004, os investimentos em segurança pública chegaram a R$ 575 milhões. No ano passado, houve nova baixa para R$ 483,7 milhões. Em 2006, até agora, R$ 199,3 milhões foram aplicados. Os valores estão atualizados pelo índice geral de preços (IGP-DI) da Fundação Getúlio Vargas e incluem os restos a pagar pagos dos respectivos anos.

Menos grana pro policial, menor o custo de oportunidade de fazer terrorismo, ceteris paribus. Simples assim.

Claudio

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Enquanto os candidatos falam bobagens…

…a gente procura saber mais sobre suas propostas. Por exemplo, isto aqui iria doer na cabeça de todos eles.

What are the underlying rationales for industrial policy? Does empirical evidence support the use of industrial policy for correcting market failures that plague the process of industrialization? To address these questions, the authors provide a critical survey of the analytical literature on industrial policy. They also review some recent industry successes and argue that only a limited role was played by public interventions. Moreover, the recent ascendance of international industrial networks, which dominate the sectors in which less developed countries have in the past had considerable success, implies a further limitation on the potential role of industrial policies as traditionally understood. Overall, there appears to be little empirical support for an activist government policy even though market failures exist that can, in principle, justify the use of industrial policy.

Claudio

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