É com você, Lombardi.

O Garganta de Fogo matou minha curiosidade.

Claudio

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Meu investimento…

…para reduzir a miséria na África vai bem. Veja o último prospecto sobre o assunto.

Recomendo aos jovens empreendedores brasileiros que desejam reduzir a pobreza sem aumentar o tamanho do governo que pensem em algo similar. Quem sabe no IEE ou no IM há alguém interessado no tema?

Claudio

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Guerra suja

Claudio Humberto me faz lembrar da “guerra suja” declarada pelo sr. Pomar há poucos dias.

Lula se aposentou aos 42
Militantes petistas praticaram uma fraude, espalhando na Internet uma nota aqui publicada em janeiro de 2004, sobre a aposentadoria precoce de Lula. No texto fraudulento, o nome de Lula é substituído pelo de Geraldo Alckmin. Mas foi Lula quem se aposentou em 1996 como “perseguido”, retroagindo a 1988. Hoje ele embolsa R$ 4.294,00 por mês, isentos de impostos.

Claudio

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Ciência Econômica e tudo o mais

Este artigo de Don Bodreaux merece uma leitura cuidadosa. Vale a pena pensar em problemas simples e nos problemas de testes empíricos? Claro. Amigos meus que gostam de Econometria mais do que o normal costumam reclamar da falta de evidência em explicações puramente teóricas.

Eles estão parcialmente certos. É verdade que a Econometria ajuda a testar hipóteses. Não é o único método (lembre-se do equilíbrio geral computável e da economia experimental), mas é importante que, no caso de falta de consenso, o cientista recorra a alguma explicação primária.

O aumento do salário mínimo causa desemprego? Pergunta de livro-texto e cujas evidências empíricas não são (e talvez nunca sejam) decisivas. O que fazer? Continuar testando, claro. Mas não apelar para pensamentos malucos ou teorias desprovidas de sentido lógico.

Leia o post todo porque vale uma discussão em sala de aula.

Claudio

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Novos-Keynesianos precisam de mais humor

Piada de Ciclos Econômicos Reais [tradução deste post]

Um grupo de macroeconomistas se encontra em um painel de uma conferência, discutindo os desenvolvimentos da disciplina.

Em um debate acalorado, o Novo-Keynesiano diz ao adepto dos Ciclos Econômicos Reais: “Vocês colocaram a macroeconomia uns vinte anos no passado com este absurdo”!

O economista adepto dos Ciclos Econômicos Reais sorri e diz: “Então você realmente acredita em choques negativos de produtividade afinal…”.

Excelente!

Claudio

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Rent-seeking

Nos anos 90 fiz um experimento com alguns alunos. Todos foram ler capítulos do “Mauá, o Empresário do Império” do Jorge Caldeira. O objetivo era identificar descrições econômicas nos capítulos. É que em Belo Horizonte existe um movimento anti-teoria econômica muito forte e, de vez em quando, é preciso lembrar os alunos de que não devem acreditar em tudo o que dizem por aí (o que inclui, obviamente, muito do que falo).

O exercício foi bacana, com todas as limitações de sempre, pois o pessoal conseguiu fazer belas apresentações mostrando como a descrição econômica de alguns capítulos tinha tudo a ver com o que aprenderam em Microeconomia ou Macroeconomia. Obviamente, analisaram a História para fazer isto, o que deixa muito pterodoxo com raiva de mim, por bobagem…

Bacana mesmo é ver que Cisco acaba de fazer algo parecido com o Mercador de Veneza (nunca li, a propósito…).

Claudio

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Maldades com o mundo científico

Cientistas são seres humanos, logo racionais.


A Veja desta semana retoma matéria publicada no Estadão sobre uma curiosa personagem do governo Lula: o presidente da Funai. Acompanhem o trecho que vai em itálico e volto em seguida: “O antropólogo potiguar Mércio Pereira Gomes adora conhecer outras culturas. Há três anos, foi nomeado presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai). Desde então, tem viajado muito para ampliar seus conhecimentos sobre povos e etnias distantes. Seu principal objeto de estudo, no entanto, não têm sido as tribos do Alto Xingu ou de outras reservas indígenas. O que Gomes vem examinando com afinco são os hábitos dos moradores de Genebra, na Suíça. Para se aprofundar nessas análises, já visitou a cidade sete vezes desde que assumiu o órgão. Em média, dá uma passada por lá a cada cinco meses. No cargo, ele também esteve três vezes nos Estados Unidos, duas na Inglaterra e visitou cinco países da América Latina. No Brasil, seu destino preferido é o Rio de Janeiro, onde tem vários familiares. Gomes voou 118 vezes para lá. Tudo pago com dinheiro público. ” Sinto informar que tanto Veja como Estadão não perceberam o espírito da coisa. Quem nasceu em Genebra? Rousseau. E Rousseau definiu o perfil de quem? Do “Bom Selvagem”. Assim, a Suíça, além de hospedar a conta bancária secreta de muitos brasileiros, tem um óbvio interesse cultural e antropológico. Gente, o jornalismo não pode ser assim: maldoso.

Esta notícia é, realmente, engraçada. Faz-me lembrar um colega meu que falava de um congresso, na Suíça, para discutir o as condições de vida na África. Engraçado, para não dizer trágico.

Claudio

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Mercado de trabalho

Notícia interessante.

Trecho:

A manchete da Folha deste domingo traz uma excelente questão para ser devidamente tratada pela oposição na campanha eleitoral. Como sabemos, o Babalorixá de Banânia tem um orgulho enorme dos 4,2 milhões de empregos que criou — a promessa era gerar 10 milhões, sempre é bom lembrar. Pois bem. Reportagem de Fernando Canzian demonstra que “a velocidade das demissões de pessoas com maior escolaridade é hoje superior às contratações. Entre os menos escolarizados, ocorre o inverso”. Sabe o que isso significa? Piorou a qualidade da mão-de-obra no país. Está encolhendo o número de pessoas que recebem de 5 a 20 salários mínimos: eram 39% em 1997; hoje, são 26,1%. As famílias com renda de até 2 mínimos cresceram de 28,1% para 39,5%. Esses empregos de baixa qualidade crescem mais no Nordeste e entre as pessoas de baixa escolaridade, dois redutos eleitorais de Lula.

Será isto um problema estrutural ou conjuntural?

Claudio

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Banco de dados novo, útil e bem interessante

Agora tem data: estréia no dia 1º de agosto a primeira fase do projeto Excelências – o banco de dados de históricos de deputados que buscam a reeleição, que temos preparado aqui na Transparência Brasil. Além dos que procuram reeleição, esse cadastro incluirá ex-ministros, ex-governadores, ex-prefeitos de capital que sejam candidatos à Câmara.

Os históricos incluirão dados a respeito do desempenho parlamentar, como empregaram verbas de gabinete, informações sobre seu financiamento político em pleitos anteriores, menções relevantes no noticiário sobre corrupção e — o mais importante — os processos em que os indivíduos são indiciados como réus, se for o caso.

Como o cadastro incluirá todos os candidatos, possibilitará a comparação entre as folhas corridas de quem teve uma passagem limpa pela vida pública com aqueles sobre os quais pesam suspeitas.

Confira aqui e no sítio da Transparência Brasil, no dia 1º de agosto, a referência ao sítio do “Excelências”, com as relações de candidatos de três estados: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Nos dias subseqüentes, os candidatos dos demais estados serão gradualmente incluídos.

O link é o do “Deu no Jornal” (link fixo ao lado).

Mais um excelente trabalho. Espero que a base de dados seja amigável para pesquisadores. Ou de fácil acesso. Gostaria de testar algumas hipóteses sobre o comportamento de políticos com estes dados.

Ah, fomos linkados lá, sem saber, e, por coincidência – a falta de tempo (e o sumiço do Ari, preguiçosão…:-)) me consome… – eu acabo de linká-los aqui.

Claudio

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Exemplo de discriminação de preços governamental

Eis um bom exemplo:

Pela lei assinada por Lula, os motoristas que ultrapassarem os limites de velocidade em mais de 20% e até 50% cometerão uma infração grave e serão punidos com multa de 120 ufirs. Antes, o CTB previa que os motoristas que ultrapassassem em mais de 20% a velocidade máxima cometiam falta gravíssima e seriam punidos com multa de 540 ufirs. Agora, essa multa, de 540 ufirs, será cobrada de quem exceder em mais de 50% os limites. Nesses casos, o motorista também terá apreendida a sua carteira de habilitação por cometer infração gravíssima.

Desde que estudei o Fundo de Participação de Municípios (FPM), eu fico preocupado quando o governo começa com critérios matematicamente discretos como este. Afinal, se alguém ultrapassar a 21% a velocidade máxima, diríamos que ele está mais próximo de uma infração de 20% ou de 50%? A maioria dirá que é dos 20%, mas a lei dirá que o sujeito se enquadrou nos 50%.

Talvez não tenha solução simples, mas deveria ser uma questão mais bem trabalhada. Qual? A de se criar leis que não dependam de intervalos discretos como este.

Claudio
p.s. Sim, existe um texto publicado na Estudos Econômicos (se não me falha a memória), na qual os autores propõem um critério diferente para o FPM e que não depende de faixas discretas.
p.s.2. Uma segunda questão, independente da que expus acima é a de que eu não acho este um critério justo, como alega o autor do projeto. Acho injusto. O incorreto é ultrapassar o limite. Não tem isto de ultrapassar mais ou menos. É como matar alguém com duas ou dez balas. Matar é o crime, não o número de balas utilizada no assassinato.

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A triste república

O procurador Guilherme Schelb, que infernizava o governo FHC, e tomou chá de sumiço na era do mensalão, foi submetido a sindicância do Ministério Público Federal: ele pedia dinheiro a empresas (algumas sob investigação) para apoiar projetos de sua empresa GS Centro de Educação e Prevenção da Violência Infanto-Juvenil Ltda. No MPF, Schelb está sujeito a diversas punições, incluindo sua demissão por justa causa.

Notícias que não melhoram o nosso humor.

Claudio

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A óbvia economia política

Na academia, heterodoxo é sinônimo de simpatizante do partido do atual ocupante da Granja do Torto. Uma coincidência que talvez seja uma herança tipicamente brasileira, do passado militar recente.

De qualquer forma, é irônico, para mim, ver o inacreditável “timing” com que o pacote cambial foi anunciado: bem no meio do processo eleitoral. É uma conclusão típica de modelos não-heterodoxos.

Só rindo mesmo. E olha que o mercado achou o pacote tímido. É uma meta-ironia…

Claudio

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Ambulâncias e empresários?

O conselheiro da Transparência, Emerson Kapaz, e as ambulâncias, no Contas Abertas.

Claudio
UPDATE- do “Deu no Jornal” (links fixos ao lado):

Quase simples – a repórter Cátia Seabra foi entrevistar a ex-mulher do empresário, acusada de ter recebido parte do dinheiro em sua conta bancária. Ela confirmou. O que exatamente foi negociado entre o ex-deputado e a máfia dos sanguessugas ainda está por ser contado, mas a evidência (aqui sim) robusta de que houve pagamento está clara. Soube que a Veja entrevistou a ex-mulher do ex-deputado, mas se obteve dela a confirmação isso não ficou claro no texto.

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Agora é obrigatório

Eu sei que muitos leitores e leitoras deste blog estão muito chateados com o desenrolar das investigações sobre Celso Daniel (dentre outros), sobre o mensalão e sobre outros problemas que os políticos nos trazem todos os dias como produtos da “sociedade individualista”.

Eu sei e concordo. É muito chato mesmo. Assim, esta notícia pode ser encarada de duas formas: ou estão oficializando, no Rio de Janeiro, o significado popular destes problemas; ou estão realmente preocupados com a saúde do carioca.

Você sabe, leitor(a). O título deste blog é: “gosto não se discute” (de gustibus non est disputandum)…

Claudio

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Direitos humanos

Por que acho que alguns não entendem bem a relação entre direitos humanos e direitos de propriedade? Aviso já: não se trata de minúcias jurídicas, mas de pontos teóricos. E de um economista (bem amparado em Armen Alchian, claro…).

Claudio
p.s. Confira também este ensaio sobre “economia solidária”.

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