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Quem manda no dinheiro, manda nas prioridades?

ONGs recebem mais verbas de emendas que oposição

1h13 — Por Mônica Izaguirre, no Valor: “A liberação de verbas de emendas parlamentares ao Orçamento Federal foi maior para organizações não-governamentais do que para governos estaduais nos principais Estados governados pela oposição, desde que Lula assumiu a Presidência do Brasil. É isso que constatou a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), ao pesquisar a execução de despesas incluídas nos Orçamentos de 2003, 2004 e 2005 por emendas individuais e de bancada. (…)As ONGs paulistas receberam mais que o dobro (R$ 64,4 milhões) do que recebeu o governo paulista (R$ 30,5 milhões). O governo gaúcho também levou menos da metade (R$ 8,6 milhões) do liberado para organizações (R$ 22,5 milhões). As ONGs do Rio de Janeiro (R$ 31,1 milhões) tiveram mais de dez vezes o que teve o governo do Estado (R$ 3 milhões). Na Bahia, foi quase o triplo: R$ 11,9 milhões, ante R$ 3 milhões para o governo. Em Santa Catarina, a relação foi de R$ 11 milhões para R$ 3,7 milhões. Minas Gerais foi uma exceção; R$ 66,2 milhões para o governo e R$ 61,8 milhões às ONGs. Já nos três Estados governados pelo PT, os governos estaduais levaram vantagem. O valor chegou a 86 vezes o das ONGs no Acre (R$ 161,6 milhões ante R$ 1,8 milhão), a 17 vezes no Piauí (R$ 107,8 milhões ante R$ 6,12 milhões) e a três vezes no Mato Grosso (R$ 11,2 milhões, ante R$ 2,96 milhões). Do que foi liberado para Estados, a fatia do Acre foi a maior (18,3%) e a do Piauí, a terceira (12,2%). São Paulo ficou com 3,5% e Bahia com 0,3%. No acumulado dos oito anos do governo Fernando Henrique, o máximo que uma unidade da Federação levou foi 8,5% (DF), embora São Paulo tenha sido mais bem tratado (5,9%) do que agora. Olhando só para emendas individuais, porém, a CNM constatou práticas semelhantes nos dois governos. O valor médio por parlamentar foi melhor para o PSDB e para o PFL do que para o PT até 2002, situação que se inverteu em favor do PT e de outros partidos governistas a partir de 2003.”

A Economia Política das ONGs continua. Eis aí um bom objeto para pesquisas acadêmicas.

Claudio
p.s. a fonte, claro, é a Primeira Leitura.

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