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Relembrando (mais humor bobo)

O rap do Equilíbrio Geral

Cláudio Shikida, Carlos Alberto Resende Junior e Ronaldo Yamasaki

Todo mundo com sua dotação!
Vai começar a otimização!Cada modelo tem seu nexo,
é só lembrar que os caras são convexos! (zig-zig-zig)

Se total convexidade,
você não encontrar,
Basta como Arrow,
convexificar! (**) (zig-zig-zig)

Todas as cestas, posso comparar,
é a completeza a operar!

xRy, yRz,
com xRz , transitividade vai valer!

O relevante é o equilíbrio,
consumidores e firmas, todo mundo racional.
Achar o ótimo, sem arbítrio,
é o rap do Equilíbrio Geral! (zig-zig-zig)

Coro: Legal!

Àqueles preços, foi a escolhida!
As preferências, não mudam não!
Diz-se que foi…fracamente preferida
o que é necessário à otimização!

Se após o preço relativo mudar,
e indiretamente a ordenação prevalecer
e a consistência não se alterar,
o Axioma Forte vai valer!

Coro: Legal!

Para aumentar o seu bem-estar,
basta ir ao mercado barganhar!
Se você maximizar,
o Ótimo de Pareto vamos alcançar!

Coro: Legal!

Não existindo custo de transação,
do governo não necessito intervenção!
Basta contigo barganhar,
e vamos todos otimizar!

Rival aqui, exclusivo ali,
com que tipo de bem você quer modelar?

Coro: Para o bem privado, fico com o mercado!

A renda aumentou, o consumo também
Que legal! O bem deve ser normal!
Se a renda aumentou e o consumo caiu.
Que horror! O bem deve ser inferior!

Se tua estratégia, comigo mexe,
vou me preocupar com o equilíbrio de Nash!
Você otimiza, e eu também,
ficamos todos muito bem!

(*) Tem que incluir, risco e incerteza,
Com tudo junto, fica uma beleza,
Pode ser avesso, neutro ou amante,
O novo equilibrio, eh que eh o importante!

(*) Sem querer, apelar pra vaidade,
Nao pode faltar, a externalidade,
O problema passa a ser, precificar,
Algo que nao se pode, mensurar!

Essa estória, eu vou te contar,
deu um trabalho, você nem pode imaginar!
Mas Economia é legal,
quando você canta….
o rap do equilíbrio geral! (zig-zig-zig)

Coro: Legal!

Correções:

(*) Ronaldo colaborou aqui.

Meu grande mestre, prof. Antônio Aguirre, colaborou com correções e sugestões também (linha 16 e 4).

(**) Refiro-me, claro, à Arrow & Hahn, General Competitive Analysis, cap.7, Markets with non-convex preferences and production…

Claudio

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Onde estão os sociólogos para analisar o PCC?

Enquanto eles não aparecem, fico com Xico Graziano. Um trecho (clique nele para ler o resto):

Tolera-se o MST, ou se compreende o PCC, a partir das injustiças sociais. A questão, delicada, pertence ao terreno das ideologias. A geração sofrida na ditadura militar, compreensivelmente, receia confundir autoridade com autoritarismo. Pessoas ilustres, geralmente com formação marxista, temem ser consideradas “de direita”.

Esse paradigma alimenta um viés que enxerga na diferença social a justificativa de todos os males da sociedade. Inclusive a criminalidade. Os bandidos, por esse prisma, são frutos da pobreza. O raciocínio é virtuoso, porém equivocado.

Fernando Gabeira, lúcido e corajoso, afirma que essa visão clássica da esquerda é alienante e paralisante. Aqui está o ponto. Novos problemas não conseguem ser equacionados com referenciais antigos. Que a miséria forja marginais não representa nenhuma novidade. Rousseau já afirmava que os homens nascem puros.

Claudio

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