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O papel da ideologia na academia

É simples: barreira à entrada. Este post do Peter Klein mostra bem isto: uns cientistas sociais se sentem ameaçados com conceitos como “agente-principal”, “custos de transação” e começam a dizer coisas estranhas como: “isto é coisa neoliberal”.

Por mais maluco que seja, isto ocorre. E tem dois motivos: i. o cara se sente ameaçado porque tem concorrente e tem de melhorar sua argumentação, ii. o cara é preguiçoso e não quer estudar matemática. Claro, i e ii podem estar juntos.

O interessante do post é que as evidências são de que economistas estão longe de serem “neoliberais”. Posto isto, o argumento da “ideologia” perde muito de sua “mística aura” de “sabedoria” e se aproxima mais de um discurso que você poderia ouvir da boca de qualquer deputado deste Congresso que temos.

Claudio

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O PCC, que não existe segundo jornalistas “inho”, é bem espert”inho”

Objetivo do PCC era infiltrar-se na máquina do Estado

08h12 — N’O Estado: “No depoimento à CPI do Tráfico de Armas, o diretor do Deic, Godofredo Bittencourt, e o delegado Ruy Ferraz Fontes revelaram estratégias do PCC para se infiltrar na máquina pública. Além de financiar cursos de integrantes e campanhas de deputados, pelo menos uma vez a facção comprou respostas de concurso público para contratação de agentes penitenciários. Ferraz confirmou que o PCC tinha conexão com uma quadrilha de Brasília especializada em fraudar processos de seleção. No ano passado, as Polícias Federal e do Distrito Federal descobriram que o grupo entregou previamente ao PCC gabarito de um concurso de agente penitenciário federal, uma então recém-criada carreira. ‘Não tenho dúvida de que eles tinham clara intenção de garantir número significativo de pessoas entre os aprovados’, disse o deputado Paulo Pimenta (PT-RS). Bittencourt e Ferraz falaram também de um livro-caixa apreendido com o tesoureiro do PCC, já morto, que permitiu identificar a estrutura da facção. Após a prisão desse homem, Marcola teria descentralizado a tesouraria. ‘Eles pagam pela formatura de pessoas nas escolas de Direito. Está escriturado em livro’, disse Ferraz. Pelas entradas e saídas de dinheiro registradas no livro , descobriu-se ainda que o PCC arrecada cerca de R$ 750 mil por mês. Outra pretensão do PCC, segundo contaram os delegados à CPI, é obter força política. ‘Ele (Marcola) pretende uma estrutura política; ou seja, está, digamos assim, trazendo gente que se interesse pela candidatura e apostando, investindo nessa gente para tentar sua eleição’, disse Ferraz. A polícia está tentando identificar quem seria o candidato, provavelmente um advogado.”

Eis a conexão entre Economia do Setor Público e Economia do Conflito em sua forma nua, crua e, claro, cruel.

Claudio

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O cartel prejudica a concorrência?

Vejamos o que diz a mídia.

Quase ninguém percebeu, exceto os policiais de plantão. Mas, enquanto o crime organizado mostrava sua força em São Paulo, um outro tipo de criminoso, o comum, recolheu-se para não ser pego no meio da guerra entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e a polícia. O resultado é que o total de crimes registrados no Estado caiu 45% nos cinco dias da onda de atentados em comparação com a semana anterior. Os dados são da Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP), da Secretaria da Segurança Pública.

O estudo sobre a influência das ondas de ataque do crime organizado contra a polícia na criminalidade comum é de autoria do pesquisador Túlio Kahn, coordenador da CAP. De um total de 45 tipos de crimes pesquisados no sistema de Informações Criminais (Infocrim), apenas três tiveram aumento quando comparados os totais registrados de 5 a 9 de maio com o que foi informado à polícia entre os dias 13 e 17. São eles: homicídios (240%), por conta da guerra do PCC, roubos de carros (0,8%) e de ônibus (6 casos a mais). “O PCC roubou carros para fazer os ataques e assaltou ônibus, daí esses delitos não terem caído”, afirmou Kahn.

(…)

Até o tráfico de drogas parou em algumas das principais favelas de São Paulo. “A crise causada pelo PCC atrapalhou os negócios do crime comum”, disse. Kahn afirmou que o aumento de policiais nas ruas diminui o número de oportunidades para atuação dos bandidos. Além disso, bares, padarias e lojas fecharam mais cedo, o que diminuiu as chances aleatórias de ação encontradas pelos assaltantes.

Claudio

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Planejador benevolente

Fidel Castro declara: “(enquanto eu puder segurar as rédeas destes jumentos), Cuba jamais será uma sociedade de consumo“.

Um outro mundo é possível, só que nenhum dos universitários brasileiros consegue ter o pequeno trabalho de pedir um visto de permanência (eterna) em Cuba.

Por isto a ditadura não venceu. Deveria ter criado o “asilo estimulado” dos amantes do socialismo em países socialistas. Pelo menos é o que diria um liberal…

Claudio

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