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Economia do Conflito – off topic, mas difícil não escrever

A economia do conflito estuda questões como guerras e disputas por direitos de propriedade sobre bens cujos direitos nem sempre estão bem definidos.

Agora, outra coisa é quando “movimentos” resolvem adotar a violência como insumo complementar à sua “luta” política. Trata-se de ação mafiosa, criminosa e fora-da-lei.

Esta análise, do Reinaldo Azevedo, tem uma perigosa verdade: muita gente acha razoável que alguém (negro? pobre? gay? judeu? proletário? membro do partido “ético”?) faça seu jogo sujo de tentar ganhar com o uso da violência.

Só para registrar uma leitura e uma previsão. O único ângulo razoável para analisar as ações do PCC em São Paulo é o político-eleitoral. Essa é a leitura. E agora a previsão: a Febem também vai se rebelar, e as ONGs que atuam como gigolôs de sem-teto e sem-tudo vão começar a protestar. Sob a liderança de um padre comunista cujo deus tem um rabo vermelho em forma de arpão. Aposto mais uma cicatriz no meu crânio que vai ser assim. Anotem aí: tudo será feito, mas tudo mesmo, para tentar reverter o resultado eleitoral que se desenha no Estado.

Ontem, a propósito, vi na TV a entrevista de um senhor que é chefe de uma ONG que lida com presos. Falava das rebeliões. Não dirigiu uma miserável crítica aos bandidos. Todas elas foram desferidas contra o governador Claudio Lembo. E ele escandia sílabas com uma suavidade feminil, amaciada, com a melodia de algumas palavras passeando por maneirismos sonoros que antes se pareciam com um vício profissional. A sua paixão por marginais, claro, é um problema de divã. Mas falava como um especialista.

Em tempo: Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo, fez mal em demitir um assessor, Lutero Mainardi, que classificou alguns padres e algumas ONGs de cafetões de sem-teto. Lutero está certíssimo. Minha solidariedade. Se Kassab acha que essa gente que vive da miséria alheia e a transforma numa teologia vai lhe dar folga por isso, está muito enganado. Em linguagem de mercado financeiro, diria que o prefeito piscou. E agora vai ficar sujeito a permanentes ataques especulativos. Vão tentar seqüestrar a sua autoridade.

Hoje, os jornais falam de ONGs que receberam grana do governo (olha aí o tamanho do governo e seu poder de corrosão que todos vivem dizendo não enxergar) e que estão bem caladinhas a respeito dos escândalos que vimos no ano passado.

O problema, leitor, é o quanto alguém gosta de se iludir. Daqui a pouco vão dizer que o negócio é a “quarta via” ou o “quarto setor”. Esperam, no Brasil, um grupo “ético” que nunca existiu. Enquanto em outros lugares se fala de incentivos, aqui os defensores da “violenciobrás” tentam desqualificar análises científicas chamando-nos de “cientistas frios e positivistas”. A opção é vestir a camisa do Che, dizer que vale assassinato se o chefe for o Lamarca, e mandar ver no discurso contra a “privataria”.

Quem não está com o vaiado da PUC, diz o próprio, só pode ser tucano. É sempre assim. Quem vaia um chefe de quadrilha deve ser um defensor de Bush e não gosta do atual ocupante da Granja do Torto. Mesmo que isso não seja pecado, tem gente que até urra de raiva só de pensar na vaia aos “companheiros perseguidos pelo regime militar”.

Ainda bem que ainda não identificam o voto da gente. A perseguição seria maior ainda.

Claudio

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A verdadeira história sobre os kamikazes

Ontem me contaram que a origem da palavra “Kamikaze” (vento divino), normalmente creditada ao fato de duas tempestades terem impedido a invasão mongol no Japão (na época de Kublai Khan) não é totalmente correta.

Aparentemente, Kublai Khan foi derrotado por condições climáticas que não se devem apenas às tempestades mas a uma doença que teria sido adquirida no processo da invasão.

Faz todo sentido, se você acredita que pessoas se comportam racionalmente, que Kublai Khan não fosse estúpido a ponto de, após ser derrotado por um tufão, enviar nova tropa em condições idênticas, né? Ou, se você quiser, pode-se supor que o uso de madeira reciclada teve a ver com a destruição dos navios.

Talvez o mais correto seja uma mistura de condições climáticas (a peste), má qualidade dos navios e um sistema de incentivos confuso que vigorava sob o comando de Khan e seus dominados chineses e coreanos.

Ficou curioso? Mais aqui.

Claudio

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