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Mankiw, Becker e Posner sobre a América Latina Bolivariana

Mankiw, Becker e Posner…sobre tudo isto.

Claudio
p.s. UPDATE: Rui Nogueira, impecável.

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Falha de mercado ou de governo

O RTFM*, inteligentemente, disse:

Garotinhocam

Porque as operadoras de TV por assinatura não se aproveitam dessas horas? Eu pagaria uns R$ 50,00 por mês pelo pay-per-view do Garotinhocam – all Garotinho, all the time. Horas de alegria em frente à TV, tomando coca e comendo fandangos, vendo aquela anta em greve de fome, a mãe de todas as idéias idiotas. Acho que é para compensar pela greve de vergonha na cara, na qual ele está desde de o dia em que nasceu.

Aí eu pergunto: por que é que ninguém fez isto? Um argumento é: o mercado falhou. Empreendedores não perceberam a chance de fazer um Big Brother com o sujeito. Outros poderiam pensar: que nada, e os direitos humanos? E a dignidade do homem? O governo não pode deixar um cara ser exposto assim, em sua intimidade…vamos fazer uma lei para proibir isto.

Difícil saber, mas eu aposto que o argumento da falha de governo prevaleceu…na prática (faça a leitura da “falha de governo” com segundos pensamentos…). 🙂

Claudio

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O incrível mundo dos juízes

Deveriam ser os guardiães da Constituição? Acho que tem a ver, certo? Mas esta extrapolou: grampeou o ex-namorado por puro interesse pessoal.

A banalização da quebra de sigilo começou na era FHC, quando vários de seus assessores tiveram sigilos ilegalmente quebrados (a oposição nunca foi muito confiante na importância dos direitos INDIVIDUAIS, certo?). Foi agravada com o caso do Francenildo e, agora, banalizada em um caso que bem poderia estar na capa de tablóides.

Só posso lamentar.

Claudio

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Como reduzir a corrupção no governo americano?

A difícil solução que ninguém quer encarar: reduzir o governo.

Obviamente, toda vez que se fala em “reduzir o governo”, alguém já vem me acusar de ser um defensor da “privataria do governo FHC”, o que é um erro sério. É como dizer que “reduzir a obesidade” é sinônimo de deixar o sujeito com zero quilos de peso. Então, qual o tamanho ótimo do governo? Depende. Se for ótimo em relação ao crescimento econômico, dá um resultado. Se for em relação à fome dos grupos de interesse, dá um outro tamanho, maior que o anterior. Creia-me.

Claudio

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O que é que a Estônia tem?

Tem gente premiada.

When Laar took the reins of power of the newly independent country in 1992, he was only 32 years old, and Estonia was struggling to heal from the wounds of Soviet occupation. Laar believed that the way to ensure success for Estonia was to cultivate freedom and self-determination. In only two years in office, he negotiated the withdrawal of Russian troops from Estonian soil and introduced the kroon, one of Eastern Europe’s most stable currencies. He also instituted a flat tax rate, a move which has been widely copied—even in Russia. Under Laar, Estonia removed price controls, discounted useless regulations, and saw the largest real per capita income of any of the former Communist states.

Claudio

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Diga-me com quem andas…

Direto da Agência Estado:

Anticúpula de Viena começa com elogios à Bolívia

VIENA – A reunião alternativa à Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da América Latina, Caribe e União Européia começou em Viena com uma clara rejeição a toda associação de livre comércio entre os dois blocos e com elogios à nacionalização dos hidrocarbonetos na Bolívia.

O encontro “Enlaçando Alternativas“, que reúne 200 organizações, é a continuação dos contatos entre movimentos sociais dos dois lados do Atlântico iniciados na reunião de Guadalajara, no México, em 2004.

No encontro desta quinta-feira, os grupos que participaram da entrevista coletiva rejeitaram a “agenda neoliberal da Europa para a América Latina”. Os participantes da anticúpula expressaram também sua esperança diante do que consideram “uma ruptura do consenso neoliberal na região”, ressaltou o costarriquenho Carlos Aguilar, da Aliança Social Continental.

(…)

A anticúpula terá sua própria declaração final e para o ato de encerramento estão sendo anunciadas as presenças dos presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e da Bolívia, Evo Morales. [grifos meus]

Só não se consegue ver, no site do Encontro, quem são as 200 organizações. Mas dá para ver que um tal Observatório Social da CUT está lá. Quase que penso que Alberto Dines estaria nesta…

Claudio

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A política pública do suicídio.

Na Inglaterra, o suicídio é a segunda causa de mortes de jovens (fica atrás de acidentes). Mais gente se mata em um ano qualquer no mundo do que são mortas em guerras. Alex LiberalLibertárioLibertino pergunta: “Existe alguma justificativa econômica para o Governo prevenir o suicídio?”,
Vamos lá: os dados mostram quem quem se mata é homem (3 ou 4 para 1 mulher) e jovem. Esse é o cara mais valioso, em termos econômicos, para a sociedade. Já houve o investimento em capital humano e ele está começando a produzir (vai ver que é por isso que ele se mata :-)). Portanto, se você considerar tudo que ele deixa de produzir até o final da vida, trazer para valor presente, comparar com o que foi gasto, pode ser que seja uma bom investimento (quando comparado a outras políticas públicas).
Sei lá se eu acredito nisso, mas certamente prevenir suicídios não é o pior gasto governamental. Já é um avanço, contudo, quando o Estado pára de induzir as pessoas ao suicídio.

O claudio já estudou o tema e espero a opinião dele aqui.

Leo

Atualizando…aí vai o comentário do claudio:

“Pois é. A monografia do meu aluno Rafael Gazzi foi uma tentativa de explorar estes dados.

Reproduzo trecho da conclusão:

“Através de análise empírica comprovamos que pessoas com idades mais elevadas são mais sensíveis à variações na renda; que a desigualdade social também influencia nas taxas, apesar de ser menos significativa que as outras variáveis analisadas e que as regiões sul e centrooeste
são os maiores produtores de suicídio do país. O principal achado do artigo foi a importância
dos gastos com saúde nas taxas, já que esta variável se apresentou bastante significativa. Isso evidencia o papel do governo na composição das taxas e mostra que investimentos em saúde são
relevantes formas de prevenção ao suicídio”.

Basicamente, foi isto que o Rafael encontrou. Creio que o mais importante corrobora o que você disse, embora haja, claro, o probelma de não se ter feito uma análise de custo-benefício do gasto público em saúde. Afinal, salvar um suicida, digamos assim, é deixar de construir escolas (simpliquei e exagerei para ilustrar o ponto). “

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