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E Gustibus vai à zona

Não, não se trata do hotel que o Leo citou há algum tempo, sobre suas estadas em Londres!!!

Trata-se da economia da prostituição. O link veio do Marginal Revolution, e o original é este.

Vale a pena ler a matéria. No mínimo, é divertido. E sua namorada/esposa/amante/as três (principalmente juntas, se não forem a mesma…) não terá(ão) motivos para te xingar, pois não há uma única foto nos links. 🙂

Claudio

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Como tentar vencer um debate desqualificando o adversário

Dirceu é chamado de “ladrão” durante palestra em Minas

14h53 — O ex-deputado José Dirceu foi hostilizado e chamado de “ladrão” nesta quarta-feira por estudantes da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), em Belo Horizonte. Durante palestra, Dirceu foi obrigado a interromper sua fala diversas vezes por causa das manifestações dos estudantes que lotaram o auditório da universidade. Alguns estudantes usavam narizes de palhaço. Pelo menos em três oportunidades, o coro de “ladrão” tomou conta do auditório, segundo relato da Agência Estado. Dirceu repetiu que é inocente e que não existem provas de sua participação no esquema do mensalão. Ao fim, quando concedia uma entrevista, o ex-ministro foi atingido no rosto por um nariz de palhaço. Dirceu considerou a hostilidade sofrida era “natural”, porque, segundo ele, os estudantes, em sua maioria, eram “tucanos”.

Direto da Primeira Leitura vem esta amostra de como certos políticos não conseguem dialogar com a sociedade quando estão infectados por ideologia. Você foi xingado? Então só pode ter sido porque seu adversário é “tucano”. Ou seja, se você, brasileiro comum, militante desiludido, condena este sujeito, você só pode ser, na visão dele, “tucano”.

Isto me lembra, nos tempos da campanha de Mário Covas, uma colega da aula de alemão que disse: “esta candidatura foi feita para esvaziar do Lula”. Ou seja, não pode haver outra visão alternativa à visão “alternativa” oficial do sr. Dirceu e colegas. Afinal, isto é impossível pois, quem não está comigo…é “tucano”.

Schopenhauer chama isto de dialética erística, a arte de debater para vencer. Quando ele cita os “estratagemas dialéticos”, um deles é o chamado “desvio”. Reproduzo aqui para o leitor que, infelizmente, não comprou a já esgotada edição brasileira:

“Se percebemos que vamos ser derrotados, recorremos a um desvio, isto é, começamos de repente a falar de algo totalmente diferente, como se fosse pertinente à questão e constituísse um argumento contra o adversário” [p.160]

Ou seja, sou acusado de corrupção (sinto-me sem argumentos contra a platéia de estudantes da PUC) e falo de algo completamente diferente (os alunos que se manifestam contra mim são “tucanos”, como se não existissem alunos sem filiação partidária ou filiados ao PSB, PPS, PCdoB, etc que pudessem se sentir indignados com o festival de corrupção) para tentar convencer a platéia de minha inocência.

Também se poderia pensar no item 32, “rótulo odioso”, pois o termo “tucano” é usado com clara conotação negativa. Desnecessário dizer que não-tucanos que não gostem de “tucanos” devem se sentir incomodados com a frase do dito político, podendo, se não raciocinarem um pouco mais, associando “acusações contra este homem” a algum “estratagema tucano do qual não quero fazer parte”. Conclusão inevitável (?): ele deve ser inocente.

O livro? Bem, chama-se “Como vencer um debate sem precisar ter razão – em 38 estratagemas (dialética erística), editado em 1997 pela Topbooks e, quem sabe o porquê, nunca mais reeditado. Uma pena.

Claudio

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Cultura ou incentivos?

Diplomatas não pagam multas de trânsito. Esse: trabalho descobriu que os diplomatas dos países mais corruptos, tendem a ser mais multados em Nova Iorque do que os de países honestos. Eles interpretaram isso como uma evidência de que “cultura importa”.

Gostar e concordar são duas coisas diferentes. Eu gostei muito do trabalho, mas não concordo com a conclusão. Imaginem se chega a notícia na Finlândia que seus diplomatas são uns barbeiros e estão aprontando mil e uma. Vai dar um fuzuê só e cabeças vão rolar. Já no Brasil, isso nem notícia seria e os diplomatas seriam promovidos. Ou seja, mesmo não havendo multa pecuniária, os suecos seriam punidos. (Os autores admitem essa possibilidade, mas não aprofundam). Portanto, não dá pra dizer que os incentivos são os mesmos e que a variação é explicada pela cultura do país.

(No fundo, eu acredito mesmo que um sueco é – em média – mais honesto do que um brasileiro, mesmo com incentivos idênticos. Mas o estudo não mostra isso. Um estudo que pegasse, por exemplo, funcionários da ONU seria mais convincente.)

Leo.

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Vamos estatizar as praias!

Eu tenho uma proposta para uma resposta diplomática do Brasil a toda esta choradeira de economistas (principalmente) e alguns diplomatas que, bem sabemos, são todos “viúvas de FHC” e a favor da “privataria” condicionada a que a “Petrobrás seja uma e empresa com ações em bolsa, principalmente nos EUA”.

Minha proposta não parte de nenhum estudo econométrico, ou de alguma análise filosófica sobre o mal-estar da contemporaneidade. Nada disto. Usei, como modelo, o modus operandi de nossos vizinhos bolivianos. Que proposta é esta? Vamos estatizar as praias brasileiras!!

Há muito tempo vejo as praias brasileiras serem exploradas por turistas de nações cuja língua pátria não é o Português caboclo, este cantado em verso e prosa pelos nossos nacionalistas socialistas. Não me levem a mal com o trocadilho…não falo de nacional-socialistas aqui, ideologia estranha a nosso temperamento pacífico e bolivariano. Temos argentinos, bolivianos, paraguaios, sem falar dos europeus, estes que nunca nos pagaram pelo que fizeram durante a era colonial.

Deveríamos estatizar as praias e cobrar um “imposto social” de seus frequentadores estrangeiros. Meu plano é bem simples: o exército ocuparia as praias, o presidente, de calção de banho e capacete além, claro, da faixa presidencial, anunciaria que, a partir da ocupação, as praias brasileiras seriam restituídas aos brasileiros.

Quantos pobres não podem ir à praia e escolherem seus lugares por causa da presença estrangeira? E o dinheiro que é “extorquido” dos vendedores de “limãozinho” e água de côco? O preço pago por estes produtos é um acinte! Deveríamos aumentar o preço cobrado destes exploradores neoliberais!

Quantos empregos não seriam criados, leitor, com minha proposta puramente nacional e expressiva de nossa “latinidade bolivariana”! As cercas em torno da praia, os vigias, a certificação dos vendedores, os impostos que seriam cobrados a partir da regulamentação das atividades comerciais na praia! Se bem que seria uma boa idéia estatizá-las também.

A Garota de Ipanema, finalmente, seria um genuíno símbolo nacional! Com biquini verde e amarelo, sei lá, poderia até virar garota-propaganda para aumentar o alistamento voluntário da juventude tupiniquim em nossas Forças Armadas, agora também com filial no Haiti.

Posso ver a alegria de volta ao rosto suado de cada trabalhador brasileiro. E, digo mais: nunca antes neste país alguém teria visto medida tão salutar e reestabelecedora de nosso orgulho nacional.

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Mais Islã, menos desenvolvimento humano?

Se você acha que a discriminação por gênero é um problema ao desenvolvimento humano, a resposta pode ser sim.

Agora me ocorreu que nunca vi uma mulher (islâmica) seguidora de Bin Laden, exceto algumas que nunca saíram dos corredores das faculdades de Ciências Sociais.

Ah, Bin Laden, se você ganha esta, todos poderemos ficar em pior situação. Se bem que um irônico resultado indireto da pesquisa é que machistas e seguidores de Bin Laden são muito parecidos. 🙂

Claudio

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