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Ciência e hipóteses

Um povo sofrido e miserável, afastado dos fatos através da ignorância induzida, precisa de explicações simplistas para seus problemas. Nada mais oportuno que condenar terceiros, normalmente os bem-sucedidos, que já despertam automaticamente o sentimento da inveja, bastante comum à nossa natureza também. Tal receita foi utilizada em demasia pelas nossas terras tupiniquins, sempre despertando fortes emoções nos pseudo-nacionalistas, que costumam acreditar que o sucesso alheio é responsável pelo nosso fracasso.

Eis aí um bom teste de hipóteses. Isto me faz lembrar um excelente parágrafo escrito por um historiador norte-americano:

“If foreigners invest in agriculture, this promotes primary product dependency via the argument of declining terms of trade. If they invest in industry, this is ´the new structure of dependency’. If the national bourgeoisie is small, that is because foreigners ‘debilitate’ it; if the national bourgeoisie is large, it responds to external interests anyway as the internal agent of neo-colonialism. If the economy of a Latin American country is labor intensive, this is exploitation and mantains dependency, if it is capital intensive, this is newer form of dependency which forsters unemployment, marginalization, and increasing inequalities. And so on”. [Stephen Haber, na introdução de “How Latin America Fell Behind – essays on the economic histories of Brazil and Mexico, 1800-1914]”

Bom para pensar, né?

Claudio

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