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E o que diz o governo socialista do Chile?

Para Chile, reestatização põe em risco o crescimento na AL

21h30 — O ministro das Relações Exteriores do Chile, Alejandro Foxley, disse que seu governo está preocupado com o impacto da nacionalização das reservas de petróleo e gás da Bolívia, uma vez que, na sua avaliação, a iniciativa do presidente Evo Morales pôs em risco a integração regional. Para ele, se essa situação perdurar, “significará a redução do crescimento de toda a América Latina no âmbito econômico e de empregos”. Nas declarações, feitas ao jornal La Tercera, Foxley não comentou o anúncio do ministro boliviano Andrés Solíz de que a Bolívia não venderá gás ao Chile até que Santiago atenda à reivindicação do país por uma saída para o mar.

Um outro mundo é possível, não é, gente? Cadê os militantes dos famosos “movimentos sociais” na hora em que um presidente estrangeiro expropria uma empresa brasileira? Devem estar marchando em Bagdá pela inocência de Saddam.

E querem que eu vote no seu ídolo sagrado. Faltam-lhe argumentos…

Voltemos à economia.

Claudio

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Sem meias-palavras ou “a novilíngua do jornalismo brasileiro está nua”

Belo artigo.

Trechos:

Diante do pandemônio político e informativo criado pelo presidente boliviano, Evo Morales, vale a pena clarear alguns pontos. Botar os pingos nos is em conceitos e fatos que estão ganhando contornos nebulosos com o intuito de dourar a pílula. A saber:

1. Invadiu: Evo Morales não mandou ocupar coisa nenhuma. Tomar um espaço livre é que é ocupar. O governo boliviano mandou o Exército boliviano invadir. A Petrobras e as demais empresas investidoras em petróleo e gás foram in-va-di-das.

2. “Negociação”: O governo Morales não negociou coisa nenhuma com ninguém. Desde o início, o presidente da Bolívia e seus ministros fizeram de conta que estavam querendo renegociar contratos existentes. Nesse faz-de-conta foram ajudados pelo saçarico diletante do presidente Lula e seus ministros, dizendo o tempo todo que as conversas com Morales estavam indo bem, que os “povos irmãos” da Bolívia e do Brasil caminhavam para o entendimento. Morales fazia de conta que negociava enquanto preparava a invasão das refinarias e dos campos de gás e petróleo. Na semana passada, por exemplo, argentinos e bolivianos se reuniram para “negociar” os preços do contrato que vence no fim deste ano.

Isto sim é dizer o que tem de ser dito, sem medo de ser feliz. A esperança, agora sim, vence o medo. Se isto aqui fosse uma ditadura, eu diria que gente próxima ao poder iria tentar quebrar o sigilo bancário do autor do artigo (Rui Nogueira).

Claudio
p.s. off-topic? Nem tanto. Cansei de ouvir críticas à economia que se baseiam em conceitos errados sobre o que é a economia. Novilíngua serve para algo: a desinformação.

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Humor

* “O petróleo é nosso mas o gás é deles”

* Calma, pessoal! Em relação a essas “operações militares” da Bolívia, mandando seus soldados invadirem e ocupares as plantas industriais da Petrobras em seu próprio país, precisamos ver o lado bom da história:
a Bolívia acaba de promover o Brasil à posição de “país imperialista”, isto é, na definição de Hobson, Lênin e Rosa Luxemburgo, um “país exportador de capitais”!

Não é bom?

Como diriam aqueles velhos old fellows dos britânicos: “Welcome to the club, boys!”

Agora podemos ficar mais tranquilos…

É isto aí. Eis o teste da teoria Luxemburguesa-Hobsoniana-Leninista (e, portanto, marxista) do imperialismo. O que os ex-socialistas não fazem para provar seu ponto em uma discussão…

Claudio
p.s. o que eu acho engraçado é como o Itamaraty está mansinho, mansinho com este caso da Petrobrás. Imagine se fosse o exército americano na fábrica da Embraer, nos EUA. O que ia ter de assessor-eminência parda (ou não) de relações externas xingando, não ia ser brincadeira. Se bobear, o povo até esquecia o escândalo do mensalão.

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Sobre a imigração

O que eu tenho ouvido sobre a questão da imigração não serve para aumentar a qualidade do debate. Algumas coisas que deveriam ser ditas todos os dias depois de cada refeição:
Não existe um número de empregos fixo na economia. É besteira isso de que os imigrantes tiram os empregos dos norte-americanos. Se fosse, a taxa de desemprego na Califórnia seria mais alta do que do resto do país. Ou a taxa de desemprego nos EUA seria maior do que no Paraguai.
Os controles de imigração não funcionariam de qualquer forma. Nos meses em que vivi em San Diego, eu vi a esculhambação que é a fronteira. Afinal, o Bhagwhati, na entrevista linkada em um post anterior, fez as contas: o valor presente do cara passar de pobre no México para pobre nos EUA é de US$250 mil. Por essa grana você até atravessa um deserto, não?
Se alguém perde com a imigração são os latinos que não emigram, que ficam sem seus cidadãos mais empreendedores e talentosos. Não são os velhos, ou os incapazes que cruzam a fronteira, são exatamente os que estão no auge da idade produtiva.

Leo

Update: O leitor Renato Orozco perguntou sobre o Efeito Rybczynski. Esse efeito, certamente o mais difícil de ser soletrado na história da economia, diz o seguinte: se você tiver um aumento em um dos fatores de produção, o mix produtivo mudará na direção do bem que o utiliza com mais intensidade. No caso em questão, imaginem que entrem nos EUA mais 10 milhões de ilegais. Isso gerará um aumento da capacidade produtiva na economia, mas devido a mudança dos preços relativos, há um aumento mais que proporcional na produção nos bens que utilizam tais trabalhadores. O efeito perverso seria uma deterioração nos termos de troca. O bem-estar do país só piorará se esse efeito for muito forte.
Eu acho que isso não se aplica no caso norte-americano. Dois motivos: a) não vejo que haja um deterioração fore dos termos de troca; b) apesar de existirem imigrantes ilegais em todo lugar, creio que eles estão mais nos setores não-tradeables.
Dei uma googlada e encontei um texto analisando Rybczynski e Imigração nos EUA. É um texto do grande Gordon Hanson, o que é uma garantia de qualidade. Não li, mas quem estiver no hemisfério sul pode fazer o download aqui.

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