Ari e Shikida podem influenciar alunos de Economia à distância?

Greve, do As Quintas, é uma evidência de que, sim, isto pode ocorrer. Mais um motivo para o Ari participar mais deste blog.

Claudio
p.s. Bacana mesmo é o que ele escreveu em outro lugar, no mesmo blog:

– É tão legal ler os trabalhos acadêmicos de pessoas que a gente já conhece (neste caso o pessoal do Gustibus) fico pensando se não foi por isso que mudei o tema da minha monografia.

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No mundo dos defensores do software “livre”

Um dia eu conto do congresso de software livre que eu participei ano passado onde eu vi, com estes olhos que a terra há de comer, várias figurinhas tecendo elogios à Cobra e à reserva de informática no Brasil. Êta nojo dessa gentinha.

Bernardo não diz que são todos os defensores (e nem eu disse). Mas eu não duvido que ele tenha (muita) razão.

Claudio

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De graça?

Tambosi, em momento inspirado, escreveu, ao se referir a um popular “intelectual”:

curioso (mas nem tanto) é que os jornais gastem dinheiro com estas arengas místico-ideológicas. Claro que eles também abrem espaço aos cientistas, pesquisadores e professores, mas só se escreverem de graça. Este é o Bananão. Que cada vez mais evoca aquela infame cançoneta do tempo da ditadura: “Este é um país que vai pra frente/ uou, uou, uou, uou, uou….

Note como ele cita bem o problema da imprensa: querem que você lhes envie seus artigos e não querem te pagar. Eu diria que há mais problemas: editores – com pretensões visionárias – cortam seu texto sem consulta prévia. E isto ocorre com frequência.

Falando nisto, o Ari está devendo um monte de posts. Vou aproveitar para cobrar dele pedindo o texto sobre os problemas na doação de órgãos detectados pelo TCU.

Claudio

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Quem vai medir a corrupção regional no Brasil?

Eis aí algo que eu gostaria de ver feito.

E depois, queria ver a relação com o tamanho do governo. Meu chute, não vai dar nada porque governos estaduais não possuem autonomia suficiente para lidar com seus problemas. Afinal, de federalistas não temos muito, não é?

Candidatos?

Claudio

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Relembrando (mais humor bobo)

O rap do Equilíbrio Geral

Cláudio Shikida, Carlos Alberto Resende Junior e Ronaldo Yamasaki

Todo mundo com sua dotação!
Vai começar a otimização!Cada modelo tem seu nexo,
é só lembrar que os caras são convexos! (zig-zig-zig)

Se total convexidade,
você não encontrar,
Basta como Arrow,
convexificar! (**) (zig-zig-zig)

Todas as cestas, posso comparar,
é a completeza a operar!

xRy, yRz,
com xRz , transitividade vai valer!

O relevante é o equilíbrio,
consumidores e firmas, todo mundo racional.
Achar o ótimo, sem arbítrio,
é o rap do Equilíbrio Geral! (zig-zig-zig)

Coro: Legal!

Àqueles preços, foi a escolhida!
As preferências, não mudam não!
Diz-se que foi…fracamente preferida
o que é necessário à otimização!

Se após o preço relativo mudar,
e indiretamente a ordenação prevalecer
e a consistência não se alterar,
o Axioma Forte vai valer!

Coro: Legal!

Para aumentar o seu bem-estar,
basta ir ao mercado barganhar!
Se você maximizar,
o Ótimo de Pareto vamos alcançar!

Coro: Legal!

Não existindo custo de transação,
do governo não necessito intervenção!
Basta contigo barganhar,
e vamos todos otimizar!

Rival aqui, exclusivo ali,
com que tipo de bem você quer modelar?

Coro: Para o bem privado, fico com o mercado!

A renda aumentou, o consumo também
Que legal! O bem deve ser normal!
Se a renda aumentou e o consumo caiu.
Que horror! O bem deve ser inferior!

Se tua estratégia, comigo mexe,
vou me preocupar com o equilíbrio de Nash!
Você otimiza, e eu também,
ficamos todos muito bem!

(*) Tem que incluir, risco e incerteza,
Com tudo junto, fica uma beleza,
Pode ser avesso, neutro ou amante,
O novo equilibrio, eh que eh o importante!

(*) Sem querer, apelar pra vaidade,
Nao pode faltar, a externalidade,
O problema passa a ser, precificar,
Algo que nao se pode, mensurar!

Essa estória, eu vou te contar,
deu um trabalho, você nem pode imaginar!
Mas Economia é legal,
quando você canta….
o rap do equilíbrio geral! (zig-zig-zig)

Coro: Legal!

Correções:

(*) Ronaldo colaborou aqui.

Meu grande mestre, prof. Antônio Aguirre, colaborou com correções e sugestões também (linha 16 e 4).

(**) Refiro-me, claro, à Arrow & Hahn, General Competitive Analysis, cap.7, Markets with non-convex preferences and production…

Claudio

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Daqui a pouco vão pedir quotas para o Zé…

Não duvide. Veja só isto.

Bem, este foi um final de semana cansativo. Nada como ter a pessoa certa ao seu lado na hora certa com uma disposição para ajudar que eu nem sei se consigo igualar. Estas coisas realmente contam.

E a semana que vem aí não será mais fácil. Nada que a vontade de vencer não possa superar.

Claudio

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Onde estão os sociólogos para analisar o PCC?

Enquanto eles não aparecem, fico com Xico Graziano. Um trecho (clique nele para ler o resto):

Tolera-se o MST, ou se compreende o PCC, a partir das injustiças sociais. A questão, delicada, pertence ao terreno das ideologias. A geração sofrida na ditadura militar, compreensivelmente, receia confundir autoridade com autoritarismo. Pessoas ilustres, geralmente com formação marxista, temem ser consideradas “de direita”.

Esse paradigma alimenta um viés que enxerga na diferença social a justificativa de todos os males da sociedade. Inclusive a criminalidade. Os bandidos, por esse prisma, são frutos da pobreza. O raciocínio é virtuoso, porém equivocado.

Fernando Gabeira, lúcido e corajoso, afirma que essa visão clássica da esquerda é alienante e paralisante. Aqui está o ponto. Novos problemas não conseguem ser equacionados com referenciais antigos. Que a miséria forja marginais não representa nenhuma novidade. Rousseau já afirmava que os homens nascem puros.

Claudio

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Os ecologistas vão urrar (embora provavelmente continuem errando as contas)

Isto porque os cálculos matemátiacos continuam sendo feitos com papel e lápis. Mesmo com todos os avanços da informática. O que me leva a pensar: i. existe gente que diz que as pessoas “emburrecem” com a tecnologia; ii. existe gente que é contra derrubar árvores para fazer papel e lápis. Logo, devo concluir que ecologistas querem nos emburrecer.

De maneira irônica…mais um motivo para não ser ecologista. 🙂

Claudio

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Já comprou seu cigarro hoje?

The authors find that exposure to smoking cessation advertising makes smokers both more likely to attempt to quit and more likely to successfully quit. Interestingly, exposure to advertising increases quit attempts and successful quits both with and without the use of products-in fact, advertising result in a bigger increase in quit attempts without a product than in quit attempts with a product. Thus advertising results in social returns above and beyond private profits because there are positive spillover effects of advertising on to consumers who quit cold turkey.

Claudio

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Blogosfera Luso-Brasileira em dois minutos

* As Quintas na Península…Escandinava.

* João Aldeia sobre Evo Morales e o gás bolivariano.

* Celular e desenvolvimento? Acho exagerado.

* Quanto você paga de impostos?

* Os sunitas – o grupo de Saddam – não curte homens de bermudas. Realmente falta civilização em alguns lugares…

* Se a Enron quebra, prisões. Se a Varig quebra, os funcionários pedem dinheiro público. É a observação do Cristaldo.

* E o mercado de crédito do carbono?

* Quantas leis sobre imigração nos EUA, em 82 anos? Adivinhe.

Claudio

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A ética do economista e a imigração

Alex Tabarrok, sobre o tema.

Economists…tend not to distinguish between us and them. We look instead for policies that at least in principle make everyone better off. Policies that make us better off at the price of making them even worse off are for politicians, not economists.

Immigration makes immigrants much better off. In the normal debate this fact is not considered to be of great importance — who cares about them? But economists tend not to count some people as worth more than others, especially not if the difference is something so random as where a person was born.

Belo trecho, né?

Claudio

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Órgãos para transplante

Burocratas temem sempre a escassez neste caso, certo? Evidências: eu e o Ari escrevemos um pequeno artigo comentando a notícia da CBN de que a Justiça teria achado evidências de fraudes na fila do Sistema Nacional de Transplantes. Um dos editores de jornal disse à assessora de imprensa disse que não iria publicar para não estimular a recusa das pessoas em doar órgãos.

Em outras palavras, publicar um artigo que critica a corrupção no sistema e chama a atenção para o bem que isto faz à sociedade é, na opinião do jornalista, um incentivo à corrupção. O que foi que eu perdi?

Bom, de volta ao mundo civilizado, Virginia Postrel tem uma discussão interessante sobre o tema lá. Vale a pena ler tudo.

Claudio
p.s. se alguém quiser ler o artigo, podemos publicá-lo aqui.

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