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Bhagwati

O grande Jagdish Bhagwati, um dos 3 maiores economistas internacionais vivos, em uma entrevista no Radioeconomics. OK, ele se acha o tal e o sotaque indiano é bizarro. Mas ele dá um show falando sobre globalização, imigração e efeito estufa.
(Antes que não perguntem, eu respondo: sim, eu e claudio um dia faremos pra valer o podcast gustibus).

Leo.

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Previsões (em 2004 dizia Roberto Romano…)

…em toda a minha vida jamais testemunhei a existência de um governo tão fechado em copas como o atual, só aberto para as inspeções do FMI : para os cidadãos, segredos e abolição de direitos. A meta de implodir os sindicatos —prática arcaica resumida no dístico latino divide et impera— é sinal dessa vontade política que trai suas origens. Se o governo atraiçoa os que sempre os apoiaram, não deixará de trair os seus novos parceiros . É um erro supor que o Proifes substituirá o Andes com apoio do governo federal. A razão disto é evidente: dentro de pouco tempo a equipe dirigida por Antonio Palocci (o presidente de fato) não mais agradará o agronegócio, os bancos, a equipe Bush. E deixará o Planalto. Os sindicatos reais estarão nas ruas, com a população. Os agregados da Realpolitik arrumarão as valises. Os velhos senhores retomarão seus postos com ajuda do PT. Quanto aos democratas, eles lutam para que chegue o Estado de direito, deixando o Estado de direita hoje reiterado pelo antigo Partido dos Trabalhadores.

Ele acertou. Palocci caiu e os velhos senhores foram absolvidos.

Falta um estudo sério sobre o aparelhamento do Estado: nos anos FHC tivemos sigilos quebrados ilegalmente, um procurador que acusava sem provas e documentos que surgiam para acusar alguém do nada (como a apócrifa “lista de Furnas”). Hoje em dia não temos nada disto.

Os hipócritas – e notavelmente anti-democratas – dizem que é isto mesmo, tudo é assim, que o bom é quem chega lá e desrespeita a Constituição mais vezes (eles se denominam “realistas”, “pragmáticos”, mas, estranhamente, votam em utopias).

O ponto de vista correto, moralmente falando, é que ninguém deve aparelhar o Estado, nem usar a máquina pública para praticar ilegalidades de qualquer espécie.

Talvez um dia eu volte a acreditar em cientistas políticos brasileiros. No dia em que estudarem friamente a economia política da corrosão institucional sem tratar um partido diferente dos outros, talvez eu acredite que estarão fazendo ciência. Até lá, sinto muito, estão apenas fazendo propaganda ideológica.

Alguém pode me sugerir um cientista político sério para leituras?

Claudio

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Se fosse um governo militar, chamariam de centralismo

O presidente, de uma hora para outra, decidiu que o Fundo de Participação de Municípios vai aumentar. Agora, não mais 22.5% do arrecadado entre IPI e IR irão compor o fundo, mas 23.5%.

Vamos relembrar o que escreveu um famoso colunista de um grande jornal econômico em sua dissertação de mestrado.

Para compensar a perda de receita das unidades subnacionais, foi criado o Fundo de Participação dos Estados e Municípios (FPEM). (…) estabelecia-se uma relação de dependência dos municípios com a União, e não com os estados e seus governadores (…). O regime militar pretendia romper a antiga dependência dos municípios com o governo estadual, que era um dos principais pilares dos governadores. No seu lugar, procurava-se estabelecer uma dependência do poder local com o executivo Federal. [Abrucio, F. L. (1998) Os Barões da Federação. Hucitec, São Paulo, p.67]

Abrucio fala da criação do FPM como instrumento do governo militar para criar dependência dos municípios com o governo central. O que diria o autor sobre a súbita decisão do atual ocupante da Granja do Torto?

Claudio

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