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Tem gosto para tudo neste mundo

Tem gente que adora chupar picolés pós-modernos e outros que adoram teorias de franceses exóticos.

Claudio 🙂

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Maniqueísmo, again

Diz Reinaldo Azevedo:

A China criou a ditadura perfeita, livre do escrutínio da imprensa, de partidos de oposição, de ONGs, impermeável ao terrorismo islâmico, a quaisquer forças de desestabilização. Mal se disfarça o encanto que o modelo provoca no Ocidente. Nenhum dos valores que nos faz ser o que somos, desde, vá lá, o Iluminismo, é acionado para censurar o horror totalitário. Ao contrário até: há uma incontida satisfação em saber que os chineses podem pôr um freio em Bush. Eles compram o nosso silêncio comprando os nossos produtos e títulos da dívida pública dos EUA.

E diz também:

Lembro-me do tempo em que a canalha filocomunista só criticava a URSS depois de deixar claro que o capitalismo americano também não era uma opção decente. Voltamos, de algum modo, àquele padrão. A ditadura chinesa pode ser detestável, mas e Bush?, logo nos perguntariam, sei lá, um Robert Fisk ou um Chomsky, lidos como grandes pensadores na mídia brasileira. Onde houver um terrorista suicida, lá estarão eles para emprestar prosopopéias sobre corpos despedaçados. São a grande referência de parte da imprensa brasileira na cobertura de Oriente Médio, por exemplo. Nunca penas tão piedosas pingaram, antes, tanto sangue.

Olha, leitor, não é por nada não, mas no segundo ponto ele me recordou minha época da faculdade. O cara de esquerda, em toda discussão em que se iniciava mostrando fatos que, obviamente, mostravam os problemas da URSS, sempre partia para a pergunta: “mas o seu não é melhor”.

É o maniqueísmo, que eu imaginava ter sido extinto com o fim da ditadura. De certa forma, acabou. Mas alguns ainda não sabem disto. E, pior, alguns que influem na vida e na manufatura das leis desta triste sociedade.

Isto me faz pensar: deve existir uma explicação melhor para a persistência do maniqueísmo. Ou talvez existam maniqueísmos piores do que outros. Lembro-me sempre daquele modelo do Byran Caplan sobre a tal “idea trap” (o leitor antigo deste blog já trombou com isto outras vezes…use o “search” aí ao lado).

Claudio

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Bumbum, Brasil e carteiras

Os caras do Jornal do Brasil, numa destas revistas de domingo, resolveram pesquisar a dita preferência nacional. Pegaram 400 pessoas na Estácio, Centro, Tijuca, Copacabana, Ipanema e Leblon. Pesquisaram 11.81% de homens e 88.19% de mulheres. Bom, o mais engraçado é a pergunta seguinte:

“Por que os brasileiros têm tanta fixação em bumbuns?”

* é a parte mais atraente do corpo: 38.8%
* As outras partes não chamam tanto a atenção: 25.17%
* Dá vontade de apertar: 19.4%
* É onde fica a carteira: 16.63%

Agora, vem cá, o que exatamente alguém tinha em mente quando disse: “é onde fica a carteira”? Se foi uma questionário com opções prontas, a pergunta é: o que o pesquisador pensou? Queria saber se estava entrevistando um pivetinho(a)? Será que brasileiros teriam fixação em cabelos se a gente andasse com dinheiro na cabeça?

Vai entender…

Claudio

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Conundrum

No Missouri, os viciados em jogo que forem pegos apostando vão para a cadeia e tem seus ganhos confiscados. Autoritário, né? O problema é que foram os próprios viciados que escolheram se registrar no programa governamental. E, uma vez dentro, não podem sair pro resto da vida.

O Jon Elster já chamava atenção que limitar a escolha pode ser racional. Tal como no causo do Ulisses e as sereias, optar por ter sua liberdade restrita pode fazer sentido se você sabe que, por fraqueza de vontade (weakness of will), vai acabar sucumbindo.

No caso do Ulisses e dos jogadores viciados, eu não vejo problemas. Suponha, contudo, que eu, influenciado por Super Size Me, fizesse um contrato: “se eu for pego comendo um big-mac, tenho que dar 100 mil reais para a caridade”. A minha pergunta é: esse contrato deve ter valor legal? Ou é baita sacanagem que o Leo presente está fazendo com o todos os Leo futuros e deveria ser invalidado. Sem o contrato, o Leo presente, esse irresponsável, impõe uma internalidade negativa nas artérias do Leo futuro a cada mordida do Big Mac. Com o contrato, o Leo presente gera uma internalidade negativa no bolso do Leo Futuro.

Lembro que o Mill afirmava que contratos irreversíveis não deveriam ter apoio legal. Ele usa isso para defender o divórcio e excluir a possibilidade de um cara escolher ser vendido como escravo.* Portanto, os viciados em jogos deveriam, em princípio, poder rasgar o contrato.
Filósofos de plantão, alguma resposta?

Leo.

* O que me deixa encafifado é que cada decisão é, de certa forma, irreversível. Se eu comer o Big Mac agora, ele está comido e o Leo Futuro que se vire.

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Inteligência e Crença Religiosa

O genial blog do Scott “Dilbert” Adams aponta que a evidências empíricas mostram que as pessoas com maior escolaridade são menos religiosas. Ele interpreta isso como se os mais inteligentes fossem menos religosos. “Por que? “, ele se pergunta e sugere várias respostas, todas muito engraçadas, mas esquece três possíveis:
– Escolaridade, com os devidos controles, não está correlacionada com inteligência. (Eu acredito nessa!);
– O sistema educacional, por si só, corrói a fé;
– A crença religiosa diminui os incentivos para investir em capital humano. Afinal, o que passa a ser importante é a vida eterna. Portanto, o melhor é estudar as escrituras para entender o que Ele quer de nós.

Leo.

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