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Sectarismo, segundo o atual ocupante da Granja do Torto

Esta aqui tá no blog do Noblat:

Muitos desses meninos e meninas que estão protestando são oriundos do PT. Vocês sabem que ex-marido, ex-mulher, ex-fumante, ex-comunista, ex-petista, vão ficando cada vez mais sectários, cada vez mais radicais,e nós aprendemos a conviver com isso.

Lula, ontem, em Porto Alegre, diante de manifestantes hostis

Agora, vamos traduzir isto em termos das Filipinas, no que diz respeito ao terrorismo de ex-cristãos (convertidos ao islamismo):

Muitos desses meninos e meninas que estão entre os terroristas islâmicos são oriundos do catolicismo. Vocês sabem que ex-marido, ex-mulher, ex-fumante, ex-comunista, ex-cristão, vão ficando cada vez mais sectários, cada vez mais radicais,e nós aprendemos a conviver com isso.

Como perguntar não ofende – embora incomode – eu fico pensando: a serpente sai de um ovo. O ovo da serpente é colocado…por alguma outra serpente.

PT e CPT (filiado à CNBB) são serpentes? Se são, então Deus vai nos expulsar do paraíso em breve? 🙂

Claudio

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Governo aumentou, mas o candidato prometia….

Eis Sardenberg, direto ao ponto:

Trecho:

O que Lula comemora de seu? Basicamente a ampliação dos programas de distribuição de renda e o forte aumento real do salário mínimo – políticas também aplicadas no governo anterior. O resto são práticas normais de administração, como as verbas para a agricultura familiar e a reforma agrária – esta, aliás, um fracasso idêntico nos dois governos.

De antineoliberalismo mesmo o governo Lula apresentou sua política externa Sul-Sul, de reunir os países pobres para enfrentar os ricos cara a cara e extrair deles oportunidades políticas e econômicas. O resultado até agora é impasse em negociações internacionais e nenhum acordo relevante.

E o outro ponto antimercado certamente está no aumento do gasto público com Previdência, pessoal e custeio.

Essa é a grande mudança?

Claudio

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Comprem as armas velhas

Lembra que a propaganda oficial dizia que a compra de armas velhas era apenas um item do programa nacional de segurança pública? Lembra que o referendo era sobre apenas um artigo do estatuto do desarmamento?

Pois é. Ninguém mais fala em compra de armas velhas. Mas neste caso eu acho até bom. Faltou só o governo reconhecer sua própria incompetência no caso, o que seria algo bacana de se ver: burocratas se comportando como qualquer cidadão humilde.

Por que acho bom? Por causa disto.

Vale a reprodução:

The city of Boston is considering a new gun buyback program under which it will provide gift certificates to people who turn in guns. Many cities, including Boston, operated such programs in the 1990s, but most let them lapse. The programs took in modest numbers of guns relative to the outstanding stock. Moreover, many guns appeared to be older guns that had not recently been in use, or they were types of guns not commonly employed to commit crime. Plus, some of those who received the cash used it to buy—guess what—new guns.

This time Boston is planning to offer gift certificates rather than cash to discourage purchase of new guns. This will not work. Those receiving the certificates will use them to buy other things and save that cash for purchasing new guns, if that is what they want.

Thus, gun buybacks actually offer criminals a subsidy to upgrade their guns. And, there is no evidence buybacks reduce crime. For example, declines in crime over the past 15 years occurred in virtually all cities, whether or not the city conducted a buyback.

Boston should save its money.

Levitt já falava isto muito antes do governo atual implantar o plano. Claro, (muitos…mas me mostre um, na selva brasilis, que não pense assim….são poucos) sociólogos não gostam de economistas falando sobre incentivos, pois acham isto um “reducionismo”.

Mas foram exatamente os incentivos errados que levaram ao fracasso da política pública que tinha a melhor das intenções do mundo.

Claudio

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Maniqueísmo evolucionista

David Friedman, em reflexão sobre fatos particulares, fala de tribalismo evolucionista. Parece discussão que tenho com algumas pessoas. Uma vez, num bar de uma universidade federal, estava discutindo com um cara que é fanático (ou era, não sei se ainda é) “torcedor” do partido de Paulo Okamoto.

Discutindo sobre minhas posições políticas, ele, num surpreendentemente momento de exaltação (achei que iria babar e urrar antes de me socar), gritou:

– Mas você é o que? Direita? Esquerda?

Vejam bem, estamos falando de um cara que fazia mestrado, sabe que o mundo não se divide entre Grêmio e Internacional, ou bem e mal.

Eu lhe disse:

– Não sou nada.

Ele:

– Como assim? Não pode. Aí é muito fácil!

Eu deveria ter-lhe dito:

– Claro que é fácil. Um pensador independente vê os problemas de sua teoria mais facilmente do que um militante que já está a se transformar em militonto com tanto fanatismo no copo, não é?

Se o tribalismo é um produto da evolução, deve ser mais uma externalidade que se dissipará com o tempo…ou não?

Claudio

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Verissimo e o MST

Eu não sei como Verissimo consegue não se escandalizar com a violência do MST. Ainda mais que ele é um brasileiro preocupado com a violência doméstica, tal como eu.

Em outras palavras: a mim me preocupa qualquer violência contra os direitos de propriedade (inclusive o meu direito à minha vida). Mas o cronista parece ter uma hierarquia de violências na cabeça.

Ainda bem que ele não pode impor suas preferências à sociedade.

Claudio
p.s. Talvez o cronista pudesse se perguntar onde, neste governo, está o programa de segurança pública prometido em campanha.

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Minha causa

Não gosto de brigar. Também nunca houve uma causa que eu fosse capaz de defender com ardor. Hoje, contudo, tudo mudou. Descobri a única tese que eu posso vir a me tornar um militante: wet-shaving. Em mal Português, significa apenas a defesa do jeito tradicional de se barbear. Uma lámina só. Nada de tcha-tchu-tchan-tchan-tchan-tchaaaaan e aparelhos cheios de badulaques. Basta adicionar espuma e água quente abundante.
Eu já era um adepto; agora, sabendo que existem outros como eu, estou pronto para usar uma camisa com o símbolo do movimento (Poderia ser a foto clássica do Che, só que barbeado). Na verdade, agora estou pensando em entrar para a ala talibã do movimento: os pró-navalha.

Leo

(Espero que essa discordância com o claudio, defensor dos Mach XXIV da vida, não justifique o meu banimento do blog).

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