Uncategorized

Prove que você é macho, mané!

Ok, muita gente adora a Teoria do Caos (eu mesmo já li um bocado sobre o tema, quando mais novo). Uns vivem dizendo que o mercado financeiro não funciona de outra forma senão conforme a Teoria do Caos.

A Teoria do Caos, como qualquer outra, pode ser testada. Quem adora estas baboseiras pós-modernas diz que os economistas precisam aprender mais sobre “caos” (como se não eu tivesse visto o “boom” de artigos teóricos e econométricos nos anos 90, sobre o tema), porque, afinal, somos muito “lineares”.

Estes críticos têm sua chance de mostrarem o quanto acreditam em seus discursos. Eles agora podem pedir a um banqueiro que jogue boa parte de seu dinheiro em um investimento como este.

Você arrisca?

Claudio, muito linear e há 36 anos vivendo com ou sem o caos no almoço, lanche e cervejas.

Continue lendo “Prove que você é macho, mané!”

Uncategorized

Da estupidez humana

Estúpidos, são todos estúpidos…:-)

Cipolla define a pessoa estúpida da seguinte maneira: “uma pessoa estúpida é alguém que causa um dano a outra pessoa ou a um grupo de pessoas, sem que disso resulte alguma vantagem para si, ou podendo até vir a sofrer um prejuízo”.

Das cinco leis fundamentais da estupidez humana de Carlos Maria Cipolla (só cinco?), transcrevo agora apenas duas, a primeira e a última: “Sempre, e inevitavelmente, cada um de nós subestima a quantidade de indivíduos estúpidos em circulação” – o que pode ser, digo eu, um perigo para a segurança do tráfego – e “os indivíduos estúpidos são as pessoas mais perigosas que podem existir” (…).

Claudio

Continue lendo “Da estupidez humana”

Uncategorized

Charles Tilly, o sociólogo que os economistas gostam

Quem primeiro me falou do Charles Tilly foi o claudio. Ele tem trabalhos sobre conflitos que são importantes para essa área de estudos.
Seu mais recente livro, Why? ,parece bem interessante. Ele trata de avaliar os porquês que os indivíduos dão para os fenômenos. Segundo essa entrevista no Guardian, são cinco tipos de explicações:

There are, Tilly suggests, at least five different ways to explain why things happen. To take Katrina as the example: the first explanation might be “convention” (there’s always a monumental cock-up after a hurricane); the second, “technical explication” (in which the meteorologists precisely chart how weather conditions created the chaos); third, “codes” (in this case, the federal, state and city ordinances that prevented any clear line of responsibility emerging); fourth, “ritualistic” explanations (God’s wrath or nemesis); and “fifth”, stories. Tilly favours the last – narratives that weave explanations together in ways intelligent lay people, outside specific disciplines, can make sense of and that peer academics within the subject can accept as intellectually respectable.

A idéia é que boa parte dos conflitos e mal entendidos decorre do uso de tipos de explicação distintos. Interessante, não?

Leo

Continue lendo “Charles Tilly, o sociólogo que os economistas gostam”

Uncategorized

Milton Friedman sobre várias…inclusive Bush e Schwarznegger

Eis o bom velhinho novamente. Sobre o “Governator”, diz ele:

I think he’s very good

E, sobre Bush:

“I think it’s really disgraceful that the Republican Party, which preaches holding down the size of government, should have been, and the Bush administration should have been, such a big spender,” the economist said.

Leia mais aqui.

Claudio

Continue lendo “Milton Friedman sobre várias…inclusive Bush e Schwarznegger”

Uncategorized

Piadinha

Um grupo de 200 jovens do MST já está acampado na Curva do S desde o primeiro dia deste mês. Eles estão distribuídos em 19 barracas, cada uma delas com o nome de um dos mortos. [O Estado de São Paulo, 16.04.06, p.A-10]

Escolha a resposta errada:

a) A produtividade em algum(ns) acampamento(s) caiu;
b) Dezenove barracas custam dinheiro, ou seja, existe um custo de oportunidade;
c) Super-lotação de barracas pode gerar protestos do pessoal dos “direitos humanos”
d) Papai Noel existe.

E, claro, a piadinha é: “quem ficou tomando conta do acampamento, Sara”?

Claudio

Continue lendo “Piadinha”

Uncategorized

A Falácia Ecológica (uma breve aula de metodologia científica em Economia)

I. Prelúdio

Imagine que você estimou uma regressão, digamos, do tipo C = a + bY, onde a e b são parâmetros, C = consumo do país no ano t e Y = renda nacional no ano t. Digamos que você encontrou um valor para b de 0.5. Então, pode dizer que a propensão marginal a consumir, dos indivíduos, é 0.5?

Não.

Trata-se do problema de tentar inferir o comportamento através de relações agregadas, um problema estatístico conhecido como falácia ecológica.

O tópico é oriundo da Estatística e é um perigo para desavisados, sejam eles economistas ou não.

II. Breve Comentário

Você, aluno de economia, o que acha disto? Lembre-se que a relação entre teoria e teste de hipóteses é uma que requer um certo isomorfismo entre seus conceitos teóricos e as variáveis que você escolheu para representá-los.

Agora, veja, se você usa dados agregados para inferir sobre o comportamento individual, deve tomar muito cuidado. É verdade que para um trabalho de curso, você pode, em boa parte dos casos, fazer a regressão, dizer que sabe do risco de estar cometendo a falácia, e, mesmo assim, concluir. Mas, note bem, o problema prevalece.

A forma de se escapar disto é usar microdados (dados da POF, PNAD, etc). Ou então analisar seus resultados conforme a base de dados utilizada (no caso acima: o consumo agregado e a renda agregada).

Em Economia, se você tem em mãos um livro mais avançado como o “Microeconomic Analysis” de Hal Varian, existe um tópico chamado “problema da agregação”, comum na passagem entre a função consumo microeconômica para a agregada. E não é um problema trivial. Dê uma lida rápida no capítulo para ver as condições teóricas que você precisa cumprir para a agregação.

Não custa nada atentar para estes problemas, mesmo que eles sejam de difícil resolução.

Sobre isomorfismo, teoria e mundo empírico, ver ocapítulo 2 do livro de Psicometria do Pasquali, ou a parte I do livro de Técnicas de Pesquisa em Economia do Duilio Ávila Berni.

Claudio

Continue lendo “A Falácia Ecológica (uma breve aula de metodologia científica em Economia)”

Uncategorized

Cada chinês tem um valor diferente para o governo da China

É verdade. Aqui está o texto.

O ponto é muito simples: ou as regras são as mesmas para todos, ou distinguem claramente entre indivíduos. Neste último caso, não se engane, é como dizer que a Varig pode ser salva com dinheiro público, mas não o boteco mal administrado da esquina de sua casa.

Bom para refletir: uma Constituição pode ser interpretada como um sistema de meta-incentivos para a sociedade?

O artigo original é este, mas você precisa apenas se registrar antes. Nada de esvaziar as burras com seu ouro, o registro é gratuito.

Claudio

Continue lendo “Cada chinês tem um valor diferente para o governo da China”

Uncategorized

Por falar em Lei de Responsabilidade Fiscal…

…veja esta.

Segundo a matéria, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) possui brechas que permitem aos governos escapar do teto de gastos previsto.

Trecho:

Fazem parte desse rol de despesas todos os “auxílios” pagos a servidores a título indenizatório, como vale-refeição, transporte, creche, funeral, diárias de viagem e, em alguns casos extremos, até aposentadorias e pensões incorretamente contabilizadas. Também estão aí os gastos com contratações temporárias, locação de mão-de-obra, estagiários e serviços de consultoria.

Por serem classificadas como “Outras Despesas Correntes (ODC)”, essas despesas não estão entrando no cálculo do limite de gasto com pessoal previsto na LRF.

Bom para se pensar.

Claudio

Continue lendo “Por falar em Lei de Responsabilidade Fiscal…”