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Viva a mixaria!

Na Inglaterra, é tudo uma mesquinharia só. Sai um filete de água do chuveiro, as porções são menores e eles vendem Coca-cola em latas de 125 ml. Nos EUA, você abre o chuveiro e sai um Niágara. O tamanho small do refrigerante é imenso e no big cabe todo o Mar Negro. É a terra da abundância, definitivamente.
A estratégia atual da Coca-cola nos EUA é a de reduzir os tamanhos das embalagens. Vão lançar lá a mesma latas de 125 ml encontradas na Europa.
Qual é a lição? Que é furado aquele raciocínio que as embalagens cresceram apenas por malandragem do empresários para enganar os pobres consumidores indefesos.

Leo.

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Pessoas respondem a incentivos?

I. Prelúdio

Esta saiu no “O Estado de São Paulo” de hoje. Infelizmente, o conteúdo não é livre. A matéria está na última página do caderno “Cidades” e diz respeito ao nano-nanico empresário brasileiro, aquele que busca viver de sua própria criatividade neste país de carga tributária gigantesca.

II. O exemplo em si, para si, por si, etc

Bem, o exemplo vem da era colonial. Segundo o historiador Milton Teixeira, quando a corte desembarcou no Rio de Janeiro “…em 1808, os nobres tinham o direito de confiscar as casas que fossem mais bonitas. ‘Os ricos simplesmente deixavam a obra pela metade para evitar que as casas fossem requisitadas'”.

Sem comentários, né? Mas veja o resto:

“…os portugueses logo aprenderam a lição. Quem perdia uma casa grande deveria ser indenizado com um cavalo. ‘A nobreza comprava os cavalos mais velhos, vagabundos. Daí veio o ditado: A cavalo dado não se olha os dentes'”.

Em outras palavras, o ditado popular tem origem numa reação dos apaniguados do governo à reação original dos brasileiros aos incentivos criados pelo governo imperial.

Pessoas respondem a incentivos? Sempre encontro um descrente que diz que não. Há mesmo quem diga que nós, economistas, temos o pensamento muito “linear”, e que pessoas não respondem a incentivos.

III. A crítica à crítica crítica idealista, não-científica, utópica, bobona e feia (como é fácil xingar em cientifiquês…)

Sempre me pergunto sobre o que qualquer estudante de matemática – ou de português – tem a dizer sobre a suposta superioridade de um pensamento “não-linear” sobre um pensamento “linear”. É engraçado ver como pessoas parecem imaginar que “cubos” são melhores que “quadrados”, ou que “mercúrio” é melhor que “carbono”. Simplesmente não faz o menor sentido.

Aliás, o mau uso de matemática por cientistas da área de humanas é um vício que foi desmascarado e bem criticado por Alan Sokal e Jean Bricmont, em “Imposturas Intelectuais”. Quando se critica um economista por seu (suposto) pensamento “linear”, o que se pretende é de uma ingenuidade notável. Quando o uso do conceito “linear” não tem pretensões matemáticas – o que normalmente é o caso – aí a coisa fica mais estranha e, convenhamos, pedante. Afinal, que raios significa dizer que um pensamento é “linear”? Que o sujeito deve atravessar a rua quando o sinal de pedestre está verde? Se sim, então este pensamento funciona muito bem: salva vidas.

IV. À guisa de conclusão

O resto, meu caro leitor e minha cara leitora, é papo furado.

Claudio

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Governo dos EUA imita Jack Bauer

Lembra do episódio recente da série “24 horas”, na qual um agente duplo do governo dos EUA morre porque terroristas descobrem que ele havia mudado a senha do “controle remoto” das armas biológicas? Pois é. Agora o governo dos EUA anuncia que a nova geração de armas nucleares terá menos poder de destruição e “travas” de segurança para o caso de algum terrorista colocar as mãos nas bombinhas.

De qualquer forma, Jack Bauer é um “bauta” sujeito e a série é realmente daquelas que te prendem na telinha.

Claudio
p.s. Com um Jack Bauer sob as ordens do governo brasileiro, provavelmente o mensalão não teria existido…ou teria sido feito de forma bem eficiente. Tudo depende do presidente em questão… 🙂

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Consumidores x Gradiente

Matéria do “O Globo” de hoje fala da Samsung e da Gradiente e do Procon. Em resumo, descobri que não fui o único idiota a comprar um aparelho de DVD da Gradiente que insiste em dar problemas. No meu caso, ainda trocaram o aparelho…que retornou com os mesmos problemas. A matéria é até bondosa, a demora deles em responder ao pessoal da oficina autorizada foi brutal. Fiquei três meses sem ter uma única notícia. Havia sempre uma peça que teria saído de São Paulo e não chegava aqui. Três meses!

A estatística corrobora minha situação de trouxa. Mas eu já tenho a solução: em breve comprarei um outro aparelho, destes chineses, e vou tentar não destruir o aparelho da Gradiente com um martelo.

Ei, pessoal do “O Globo”, podem me incluir nas estatísticas.

Claudio

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