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A utilidade da Ciência

“(resmungando) Ciência… ciência…. O que a Ciência já fez por mim??. Bart, ligue a televisão!”
Homer Simpson

Agora, Homer, aí vai outra inovação que você vai gostar: um drinque que embebeda, não deixa ressaca e, se você quiser ficar sóbrio, basta tomar um outro remedinho.

(Agradeço à Lúcia do belíssimo blog Uma Malla pelo Mundo)

Leo.

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Quem tem medo do empresário brasileiro ?

Digo, do verdadeiro empresário brasileiro, aquele que nunca recebeu subsídios porque era um amorfo e indefinido “setor estratégico”.

Vejam só o que está no “O Estado de São Paulo” de hoje: há um produto brasileiro consumido no Brasil no qual chineses nem conseguem arranhar. Adivinhe qual é? Bolinhas de gude.

Taí um setor que nunca foi estratégico para ninguém, em governo algum, mas que gera empregos e alegria para meninos e meninas, além de ser um brinquedo bacana que promove a socialização dos pimpolhos.

Dados da matéria:

Custo da bolinha (saindo da fábrica): R$ 0.02.
Custo de transporte da China para o Brasil: imenso, pois o contêiner ficaria muito pesado.

O entrevistado é diretor desta empresa. O que não ficou claro é se ela tem poder de monopólio…

Claudio
p.s. aprenda novos jogos com bolinhas de gude aqui. Minha antiga coleção ficava numa lata de bombons que meu pai, provavelmente, escondeu no escuro e tenebroso quarto no “playground” do prédio em que ainda vive com minha mãe. He, he, he. Bons tempos…

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Falta de orçamento ameaça o pobre governo indefeso?

É o que pensa o próprio governo. Ontem eu postei algo aqui citando o problema. Mas, em mensagem particular, Jorge Vianna Monteiro me lembrou de algo muito importante: “…durante o governo Itamar, a Proposta Orçametária da União de 1994 só veio a ser aprovada em Outubro de 1994” (o que corresponde, segundo as contas do Jorge, a “quase 5/6 do ano fiscal”).

Solução? O que o governo sempre tem feito desde 1988: abusar de Medidas Provisórias.

Jorge tem razão. Os políticos estão fazendo muito barulho por nada. E, mais ainda, não adianta colocar plaquinha da ONG no muro de sua casa que os caras vão continuar atrasados. 🙂

Claudio

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ONGs mafiosas e pichadores

I. Atores sociais altruístas? Quá, quá, quá

Mauro Chaves, no “O Estado de São Paulo” de hoje (infelizmente, conteúdo apenas para assinantes) fala da nova atividade do “terceiro setor”, a atividade mafiosa.

Isto mesmo. Muita gente, em busca – legítima – de felicidade, sempre quer encontrar um “ator social” (o teatro é horrível e a peça é tragômica, mas vamos lá) “melhor” que os outros. A ONU era uma candidata até o escândalo do “Oil-for-food”. No Brasil, Hélio Jaguaribe vivia falando do Exército e do Itamaraty, mas estes já não são mais os mesmos. Contrabandos de armas e de mercadorias do exterior mostraram que estes não eram os, digamos, mais “altruístas” “atores sociais”. Do partido do atual ocupante da Granja do Torto, então, nem vale a pena falar mais. Só mesmo sendo fanático para duvidar que exista corrupção lá.

Resumo: não existe fantasia altruísta, leitor. Até as ONGs querem encher suas burras de dinheiro. Encare isto e passe a trabalhar, intelectualmente, no entendimento de como os incentivos devem ser desenhados para que as ONGs cumpram algum papel relevante na sociedade.

II. As ONGs realmente acreditam no que pregam? Um exemplo simples

Bom, agora ao artigo do Mauro. Em São Paulo, comerciantes estão comprando proteção contra pichação de ONGs! Veja o que o terceiro setor propõe:

O “argumento” usado tanto pelos chantageados (das residências e lojas) quanto das ONGs é este: os pichadores, ao verem as plaquinhas que comunicam as contribuições prestadas a entidades (ecológicas, assistenciais, religiosas, etc) ficam “sensibilizados” e deixam de pichar aqueles imóveis.

Duas interpretações. A primeira, pouco “altruísta” ou “ética” (no sentido que lhe dá a mídia) é a de que estas entidades controlam os pichadores. Neste caso, o contrato é: “Contribua para meu papel social ou libero os pichadores”!

A segunda interpretação é a mais “ética”: as ONGs acreditam realmente que pichadores ficam sensibilizados diante de sua plaqueta em um muro. Pode até ser ético, mas é de uma ingenuidade terrível.

Obviamente, eu acharia ótimo que ONGs financiadas através de contribuições APENAS privadas me vendessem proteção. Acharia melhor ainda se o governo – este, que se diz popular e democrático – desse a cada cidadão o direito de não financiar mais sua falida política de segurança pública em prol de uma ONG privada que me fornecesse um serviço melhor.

Mas não se trata disto. Estamos falando de ONGs que recebem dinheiro do governo que, por sua vez, tem uma obrigação constitucional de nos prover segurança. E isto não vai mudar.

Vamos dar o benefício da dúvida ao pobre terceiro setor: talvez muitos destes senhores das ONGs não pensem em extorquir dinheiro dos comerciantes. Neste caso, fica difícil entender porque uma plaquinha no muro seria suficiente para barrar a ação depredatória dos pichadores. Muito mais útil seria, por exemplo, se as ONGs lutassem por uma segurança pública efetiva, com política clara de punição para pichadores. Aí sim, as pichações poderiam apresentar alguma queda ao longo do tempo.

O leitor ainda não entendeu meu argumento? Vou ilustrar com um exemplo simples: que efeito teria uma placa de uma ONG na minha casa sobre a ação de políticos que admitem o “mensalão”?

Sacou?

Claudio

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Invasões bárbaras II

Claudio e eu, nas horas vagas, desenhamos um software capaz de definir a personalidade de uma pessoa apenas a partir do toque do teclado. É o Super Software Gustibus- Tabajara de Interpretação da Personalidade. Duvida?
Vamos lá:

Você tem talentos ainda inexplorados, mas fica indignado quando impõem restrições aos seus planos. E tem um orgulho íntimo de ter idéias próprias e não se deixar levar pelo opinião dos outros. Apesar de, por vezes, você parecer extrovertido, no fundo, você é tímido. Ninguém ou poucas pessoas sabem os teus verdadeiros desejos interiores, mas é bom que seja assim. Afinal, você já se machucou muito por ser franco com os outros.

Se encaixa direitinho com você, né? O nome disso, claro, é “cold reading“. Afirmações vagas e comuns o suficiente para o troux.. digo, o zé mané se identificar. Ela serve para ganhar dinheiro, sexo (afinal, você aparenta ser um sujeito sensível… ops, falei demais) e também para pesquisas científicas picaretas. Vide aquela da UNB no post abaixo.

Leo

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Supermax

Gaspari defendendo rigor em presídios, mesmo na cara de ONGs dos Direitos Humanos? Acredite, é isto mesmo. E eu não discordo dele. Só não sei se concordo com quem ele deseja colocar nestas prisões. Eu tenho em mente não apenas a assassina que causa toda esta revolta no jornalista, mas também algumas figuras sabidamente canalhas, mas que foram absolvidas. Dica: eles não mataram ninguém, mas roubaram de todos nós, na cara-de-pau e com discurso de “quem está contra nós só pode ser de Direita“, “quem gosta de Opus Dei deve ser denunciado, quem gosta de Che Guevara deve ser reverenciado…porque eu sou um democrata” e “fiz tudo por causa da Revolução, cumpri ordens do materialismo histórico, por isto o chefe não sabia de nada“.

Supermax poderia ser um bom local de reflexão para muitos políticos. O problema é saber quem iria, no Congresso, votar por esta proposta… 🙂

Claudio

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O Papel do Estado na Promoção do Bem-Estar Social…na Prática

Não estamos no século XVII (vide meu último post sobre a prática do papel do Estado na distribuição de renda), mas sim no século XXI. Como o Estado (= governo) tem promovido o empreendedorismo ou os gastos com turismo e lazer dos brasileiros?

Resposta: ele não tem ajudado nada, senão atrapalhado. É o que diz esta matéria.

Claudio

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“O Pinguim de Coase”…

…é o título estranho desse paper . O autor junta o símbolo do Linux com o nome do ganhardo do Nobel Ronald Coase. Para quem não é economista, explico a importância de Coase. Ele, na década de 30, com uns vinte e poucos anos, fez duas perguntas: a) Se o mercado é tão bom, por que existem firmas? (Afinal, dentro delas o que rola é hierarquia e não transações) b) Se a organização hierárquica é tão boa, por que ela não não está em todo lugar? A resposta está nos custos de usar o mercado, os famosos custos de transação.A partir de Coase, os economistas passaram a estudar essas duas formas: firma ou mercado. (Granovetter falou também de grupos ou redes de empresas, mas essa é outra história).

E sobre o que trata O Pinguim de Coase? O texto argumenta que a produção cooperativa, que fez com que Linux, wikipedia e um monte de trecos open-source existisse,é um terceiro tipo de organização da produção. Não é firma, nem hierarquia. E que tem que ser estudado também.
OK, tal como o claudio, podemos ser céticos quanto ao futuro do open source. Mas não dá para negar mais a sua existência, nem a relevância. Ao contrário do que eu ensino em aulas, dá para ter inovação mesmo sem os direitos de propriedade intelectual bem definidos.
(Um dos problemas do open source são seus militantes. Muitos tem mentalidade anti-capitalista, utópicos, votam na heloísa helena e nunca pagaram as próprias contas.)

Leo

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