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Leo, em dia inspirado

Sempre que cruzo, aqui em Londres, com uma daquelas mulheres com burka, tenho vontade de fazer fiu-fiu bem alto. Só para deixá-la realmente achando que o Ocidente está, de fato, perdido.

Leo, em dia inspirado.

E o final da piada: O marido da moça ouve o fiu-fiu do Leo, e começa a bater na esposa acusando-a de ter levantado a burka para o estranho ocidental. 🙂

Claudio

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Wal-Mart do Brasil

Eu prefiro um banco da Wal-Mart do que, digamos, o Banco do Brasil ou o famoso banco que-não-respeita-sigilo-bancário-de-quem-é-oposição, a Caixa Econômica Federal.

Aliás, quer uma evidência do poder de monopólio dos bancos públicos? Quando veio à tona o escândalo ético de Marcos Valério e o partido do atual ocupante da Granja do Torto, funcionários do Banco Rural, aqui em Belo Horizonte, esforçaram-se, através de “outdoors”, em transmitir a mensagem seguinte: “uma coisa são os funcionários do banco, outra, os que se corromperam”.

Alguém viu um único cartazinho em poste de ônibus, com a CEF se desculpando pelo que fez contra os direitos do caseiro?

Claudio

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Me desculpem os feios, mas…

…os bonitos ganham mais. Esse resultado já era conhecido desde Hamermesh and Biddle (1994). Um estudo de Mobius e Rosenblat, publicado na última American Economic Review, decompõe a origem desse diferencial de salários. Faça o download de uma versão anterior aqui.
Antes de tudo, o diferencial bonitos-feios não é pequeno: são uns 10 ou 15% e comparável com os difenças de cor e gênero nos EUA. O trabalho se baseou em um experimento, bastante complicado, com 330 pessoas. Bom, a conclusão é que apenas um quinto do total do prêmio que os bonitos recebem decorre da autoconfiança que possuem. O restante vem do seu melhor visú e da sua melhor habilidade verbal.

Quer diminiur a discriminação por beleza no mercado de trabalho? Então você tem que obrigar que os candidatos usem sacos de papel na cabeça e um aparelho para ficar com a voz do Pato Donald. Não sei se adiantaria, mas as entrevistas de emprego seriam mais engraçadas.

(Sempre que cruzo, aqui em Londres, com uma daquelas mulheres com burka, tenho vontade de fazer fiu-fiu bem alto. Só para deixá-la realmente achando que o Ocidente está, de fato, perdido)

Leo.

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A globalização neoliberal e excludente…quanto à pobreza

O Paulo Roberto Almeida já criticou os críticos ingênuos da globalização em um dos posts que fiz abaixo (“homens contra os fatos” ou algo assim, mas releia aqui). Agora, se você não acreditou nele porque ele não é economista, leia Mankiw.

Cá para nós, ambos entendem muito bem de economia.

Claudio

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Médicos e sua ética…

Esta vale a reprodução integral. É um post do Lawrence White, no Division of Labour.

Cash for me but not for thee

Economist David Levine reports that he sought out a New England Journal of Medicine article entitled “Medals, Not Money, Recommended for Organ Donors” so that he could “learn the ethical rationale why doctors, hospitals, private corporations, etc. should profit from organ donations, while the owners of the organs should not.” Guess what he discovered? The NEJM wants $10 to read the article online.

I’m guessing that they wouldn’t accept a medal.

Isto me lembra aquela eterna história de quem não entendeu mesmo a lógica da Ciência Econômica: a de que nem tudo na vida é dinheiro. Óbvio que não é. O ponto é que você pode converter tudo em utilidade e, eventualmente, converter isto numa métrica monetária. Por que isto? Para poder comparar opções distintas quando se fala de custo de oportunidade.

No final, quem não entende isto acaba escrevendo centenas de páginas críticas, inflamadas, cheias de adjetivos que expressam indignação pela “frieza” dos economistas…e está tudo errado.

Não adianta, leitor, tem de sentar na cadeira, diminuir o som, fechar a porta e, claro, ler com atenção. Só isto. Era assim na Grécia, é assim hoje. E será assim sempre, até que inventem método melhor de aprender.

Claudio
p.s. E, não, não aceito medalhas…

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A luta dos homens contra os fatos e outros posts

* Paulo R. Almeida, novamente, revisa evidências empíricas e conclui: foi mal aí, gente, mas a pobreza tem mesmo caído com a globalização.

* Raphael Tosti estranha a ausência de protestos da turma do FSM contra a Coréia do Norte (ei, Raphael, por que pergunta isto? Você ouviu algum deles condenar o mensalão?).

* Hélio Beltrão (meu herói da era final dos governos militares) explica porque as pessoas precisam estudar para entender o mundo. O que é auto-evidente para mim, não necessariamente é para você.

* Charles Pilger e o laboratório “open source” da Microsoft.

Finalmente, Daniel Piza escreve algo similar ao que este escriba postou aqui, ao falar da morte do palhaço Carequinha.

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