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Análise de boa qualidade da conjuntura brasileira

Jorge Vianna Monteiro, novamente irretocável, em sua nova edição da quinzenal “Estratégia Macroeconômica”.

Lembre-se: basta enviar mensagem eletrônica para ele que você recebe, gratuitamente, a carta.

Claudio
p.s. Não se esqueça de nos mencionar. Não ganho um tostão com isto, mas é sempre bom saber que estamos ajudando a melhorar o nível do debate.

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O suspeito

La vinha eu no metro, tranquilo, de mochila cheia, carregando parte dos livros para o Instituto. Para nao esbarrar em ninguem, eu coloquei a mochila na frente do corpo. Quando entrei no vagao, notei uns tres passageiros me olhando. Tao logo me sentei, um sujeito bem-vestido, discretamente, se aproximou e perguntou se eu falava ingles. (“picareta”, pensei eu). Ele entao me mostrou um micro-cracha, de uma forma quase imperceptivel, e me pediu para nao usar a mochila na frente porque isso poderia assustar os outros passageiros.
Resolucao 1: Com a minha cara de Charles de Menezes, tenho que fazer a barba 2 vezes por dia;
Resolucao 2: Levar os livros e papeis beeeeem aos pouquinhos;
Resoluacao 3: Treinar em casa: quando gritarem “Stop!” me jogar no chao com as maos na cabeca e fingir de morto.

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Os Franceses

Ao contrário do Claudio, sou um francófilo. A covardia, a preguiça e o culto aos prazeres da mesa são características do país que me atraem.
Mas essas manifestações recentes dão nos nervos. Eles não entendem que só podem ser demitidos se, primeiro, tiverem um emprego. E só terão emprego se puderem, caso necessário, ser demitidos.

Leia aqui um divertido texto sobre o tema.

Leo

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Notas da ilha I

– É um inferno abrir conta no banco por aqui. Você precisa de uma conta de luz ou telefone com seu nome e endereço. O problema é que eu vivo em uma casa de estudante e todas as contas estão incluidas. E eles não aceitam uma declaração da universidade. Um gerente chegou a me dizer: “Peça uma carteira de motorista provisória. Custa barato, vem com endereço e você não precisa passar no exame…”. Qual a razão? Sei lá, deve ser a herança ibérica. (Falando sério, deve ter qualquer relação com a regulamentação ou menor competição bancária. Mesmo assim, parece que fora de Londres o pessoal é mais relaxado. Em Cambridge, em 2002, foi moleza).
– Dá para sentir os efeitos das importações chinesas. Toda a quinquilharia manufaturada caiu de preço desde 2002. Uma chaleira elétrica, por exemplo, custa a metade do que no passado. Continua sendo um lugar caríssimo: os meus custos de moradia são 3 o que eu pagava em POA para viver em um lugar 5 vezes menor do que meu apartamento anterior (acreditem: é bem menor do que a foto sugere). Von Thünen e cia seguem valendo.
– Ainda me espanta a preocupação com segurança por aqui. A atenciosa secretária do Instituto, depois me mostrar aonde vai ser a minha sala, deu longuíssimas explicações sobre os procedimentos em caso de incêndio. Faltava só dizer: “Caso os nazistas ataquem, fuja para o abrigo anti-aéreo até as bombas voadoras pararem de cair”.
– No mais, a vida está começando a entrar nos eixos. O estômago já diminuiu de tamanho e se acostumou a nova dieta restrita, as papilas gustativas foram desligadas e a definição de dia ensolarado já mudou. Já-já vai dar para começar a trabalhar para valer.

Leo.

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