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Se o sonho do presidente é ser Logan. O do ex-ministro Dirceu seria…


Fonte: Wikipedia.

Infelizmente, todos sabem que presidente que não sabe de nada só existe na ficção.

Claudio

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As piores externalidades de São Paulo

Segundo o Consultor Jurídico: o barulho. Mas é a verdadeira externalidade negativa? Veja bem o que a notícia diz:

Para muitos moradores que fazem reclamação na Ouvidoria, essa prática de exigir identificação para dar queixa ao Psiu está ajudando o narcotráfico a se espalhar, sobretudo pelo centro da cidade. E o artifício de que usam os narcotraficantes já é conhecido de boa parte dos policiais civis e militares de São Paulo: a chamada Bomba de Som.

Assim, a população de classe média baixa, moradora sobretudo da região central da cidade, tem sido acossada com a vizinhança imediata de pequenos bares, mantidos por narcotraficantes, que ordenam um som em último volume, insuportável. Sem poder contar com a ajuda do Psiu, o morador, que não pode se identificar temendo ser morto, vai se mudando. Conclusão: a região central vai pouco a pouco se tornando terra de ninguém, colonizada por bombas de som, protagonanistas dessa nova e perversa geopolítica urbana.

Incrível como o narcotráfico, aos poucos, domina as cidades brasileiras. Eis a verdadeira externalidade negativa que a pesquisa detectou. Com o que temos em Brasília – vide qualquer jornal nas últimas semanas – não sei se compartilho do otimismo de alguns sobre a eficácia de nossas instituições.

Já disse isso aqui e vou repetir: a eleição deste ano será definida em uma única dimensão das “n” existentes, a do bem público “segurança pública”. O candidato que mostrar a mais eficiente política de segurança pública, capaz de encontrar um tamanho ótimo de violência pública (obviamente, um mínimo, não um máximo) ganha a eleição.

Este é meu palpite sobre o que decide a eleição. A classe média – esta que alguns insistem em dizer que não existe – não suporta mais o grau de ineficiência no cumprimento da lei, principalmente no que diz respeito à violência.

É só um “feeling”, mas eu aposto que estou certo.

Claudio

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A crise só piora

02/04/2006 | 12:38
Marcelo Netto e Goldberg depõem na PF
O braço direito do ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça), Daniel Goldberg, e o jornalista Marcelo Neto, ex-assessor de imprensa e homem de confiança do ex-ministro Antônio Palocci, foram intimados a depor neste domingo na Polícia Federal. O primeiro depoimento está sendo prestado por Goldberg, mas a PF deverá ouvir Netto ainda hoje. Ambos causam apreensão ao presidente Lula, porque devem comprometer outros figurões do governo na criminosa quebra de sigilo do caseiro Francenildo dos Santos Costa. Goldeberg e Netto foram intimados a depor depois de o motorista de Jorge Mattoso revelar à PF que viu seus respectivos carros na residência de Palocci, na noite de quinta (16), quando ex-presidente da Caixa foi levar ao então ministro da Fazenda os extratos do caseiro crimnosamente obtidos. Marcelo Netto é suspeito de vazar os extratos do caseiro para a revista Época, cumprindo ordens de Palocci.

Certo está o astronauta: ficou bem longe do Brasil.

Claudio

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Harvard e o Brasil

Já estou esperando as manifestações anti-globalização, após a divulgação desta notícia. Imagine só, estudantes xenófobos ganhando bolsas para estudar Educação, Saúde Pública e Governo em Harvard!

Vai contra tudo o que defendem os anti-EUA.

Espero que a UNE seja coerente com suas bandeiras mostradas em passeatas e mostre que ética na política ainda existe.

Caso contrário, é tudo hipocrisia mesmo.

Claudio

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Brasileiros são grandes empresários no Paraguai (Outra Globalização é possível – II)

Traficantes brasileiros exploram, de forma imperialista, latino-americanos do Paraguai.

Globalização sem instituições que maximizem o bem-estar não funciona muito bem. (Dica aos não-economistas: não adianta falar de instituições como se fosse geléia, tem de ter uma definição clara do que sejam estas instituições e também para que(m) servem).

Claudio

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Povo brasileiro aguarda declaração do Itamaraty sobre expropriação boliviana (Outra globalização é possível – I)

Eis uma notícia que diz tudo.

O governo boliviano vai transferir à estatal local Yacimientos Petrolíferos Fiscales (YPFB) o controle sobre os campos de petróleo e gás hoje em mãos de companhias multinacionais, lista que inclui a brasileira Petrobrás. Um novo modelo contratual, que reserva às atuais concessionárias o papel de operadoras de poços, está em gestação no Ministério dos Hidrocarbonetos boliviano, e será apresentado ainda em abril, em decreto que regulamenta a nacionalização das reservas do país. As empresas terão seis meses, após a publicação do decreto, para se adaptar às novas regras.

A esquerda latino-americana mostra que outra globalização é possível. Vejamos o que o governo brasileiro pensa disto. Sim, o governo, porque a opinião do povo deste país sobre isto ainda não apareceu em ibopes, vox populis, datafolha, etc.

Claudio

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Frases para se lembrar sempre

Daniel Piza, no “Estadão”, hoje:

“Palocci era tido pela chapa-branca como a ‘ilha de racionalidade’ do governo. Os escândalos e mentiras em que se meteu, no entanto, não só provam que ele não era nada austero com o dinheiro público, mas também que demonstrar tranqüilidade e solicitude numa entrevista coletiva não é sinônimo de inocência. O que deveria ficar mais claro é como a política econômica do governo Lula foi adotada por conveniência, não por amadurecimento”. [Cultura, D-3]

Mais uma das muitas constatações que o governo Lula nunca foi idêntico ao de FHC ou Collor e também de que nunca foi um governo neoliberal.

Claudio

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Google, a vida e tudo o mais

Eu tenho uma visão dupla do Google. Primeiro, sim, eu gosto muito dele. Segundo, embora respeite as suas ações como empresa, não gosto do que faz na China.

Mas agora tenho algo novo para pensar. Edward Tenner, no “Estadão” de hoje, escreveu um artigo crítico sobre o poder do google na educação. Como nem todos os leitores aqui possuem assinatura do bom jornal de São Paulo, eu, ironicamente, usei o google e o encontrei, em inglês, no NYT, cujo registro é gratuito (tal como no “O Globo”).

Então tá. Primeiro o link. Agora, alguns trechos para refletirmos.

Google modestly declares its mission “to organize the world’s information and make it universally accessible and useful.” But convenience may be part of the problem. In the Web’s early days, the most serious search engine was AltaVista. To use it well, a searcher had to learn how to construct a search statement, like, say, “Engelbert Humperdinck and not Las Vegas” for the opera composer rather than the contemporary singer. It took practice to produce usable results. Now, thanks to brilliant programming, a simple query usually produces a first page that’s at least adequate — “satisficing,” as the economist Herbert Simon called it.

(…)

Citation analysis has been attacked in library circles for inflating the ratings (and indirectly the subscription prices) of certain journals. Search engines have the opposite problem: dispersion rather than concentration of interest. Despite constant tweaking, their formulas display irrelevant or mediocre sites on a par with truly expert ones.

(…)

Many students seem to lack the skills to structure their searches so they can find useful information quickly. In 2002, graduate students at Tel Aviv University were asked to find on the Web, with no time limit, a picture of the Mona Lisa; the complete text of either “Robinson Crusoe” or “David Copperfield”; and a recipe for apple pie accompanied by a photograph. Only 15 percent succeeded at all three assignments.

Há um ponto importante no que o autor diz – e que eu já citei, algumas vezes, em minhas aulas de graduação: “cara, você pode saber usar o google, mas você sabe a pergunta certa a ser feita? Consegue distinguir um bom sítio de informações de um ruim”?

Eu acho ótimo o google, em termos de buscas de informações. Mas também percebo que muitos alunos não sabem usá-lo. Ao mesmo tempo em que têm pressa para assimilar informação, não percebem que processar (interpretar) tamanha massa de dados não é um problema trivial. Por isto muitas vezes não sabem como fazer uma busca eficiente no google.

Talvez esta seja a maior lição positiva para um estudante que acompanhe este blog: não dá para escapar, cara. Atenção para o que diz o professor e para o material bibliográfico indicado. Ele pode ser um picareta, mas isto é outro problema. Se for um professor sério, sua busca deve se pautar por alguma troca de informação prévia com ele.

O que procurar você não sabe, mas você tem uma poderosa ferramenta de busca. A chance de fazer uma lambança é alta, mas também o é a chance de você escapar da desgraça: apenas preste atenção às aulas.

Palpites?

Claudio

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Finalmente alguém no governo fica sabendo do genocídio científico da Aracruz. Qual a atitude?

Na página A-11 do “Estadão” de sábado, finalmente, após quase um mês além dos fatos, em uma nota minúscula no canto direito inferior da página, o ministro da Justiça diz:

Não criminalizamos os movimentos sociais, mas ninguém pode transgredir os limites da lei. E ninguém está acima da lei.

O que ele fará a respeito disso? Não se sabe.

É estranho como este pessoal se comporta. Quando ocorre algo errado, eles sempre concordam. Todos dizem que não é correto transgredir a lei. Mas, vejamos, se há um Ministro para a Justiça e se tudo ocorreu sob sua gestão, não é razoável supor que ele tem de tomar uma atitude se não concorda com a transgressão?

Imagine que eu tenha de seguir uma regra, como professor universitário, que é a de aplicar uma prova hoje. Aí eu não aplico e sou convocado pelo diretor da escola. Ele me diz que fiz algo errado e eu, veementemente, concordo com ele.

Você realmente acha razoável que a história termine por aí? Não, né? O responsável pela transgressão tem de responder pelos seus atos, não dizer que é uma pena, que aconteceu e que, sei lá, vai mandar um e-mail para os invasores da Aracruz dizendo que não podem fazer mais isto.

Todos conhecem a lei (um movimento do porte da Via Campesina certamente tem advogados simpatizantes ou empregados), logo, há três alternativas: i. os transgressores são mentalmente debilitados e precisam de tratamento médico, ii. os transgressores conhecem a lei e a transgrediram, iii. os transgressores não conhecem a lei e, portanto, são muito mal preparados para fazer suas “ações” sociais.

Difícil, né?

Claudio

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