Uncategorized

Alguma ONG brasileira faz serviço similar?

Pergunta para os leitores deste blog: há algo similar a isto na internet tupiniquim?

Claudio

Continue lendo “Alguma ONG brasileira faz serviço similar?”

Desenvolvimento econômico

Peter Bauer

Olha leitor, agora é sério. Se nosso país fosse realmente um feudo do neoliberalismo burguês-globalizante-excludente, então você deveria ter ouvido falar de Peter Bauer.

Diga-me com sinceridade: (i) você já havia ouvido falar dele antes de sua morte? (ii) em alguma ementa de “desenvolvimento econômico” que você viu na universidade, havia um texto de Peter Bauer?

No meu caso, a resposta é negativa para ambos os itens e isso me diz muito sobre a suposta dominação do pensamento pela direita, segundo aquela desastrada matéria de um certo jornal de São Paulo. De qualquer forma, Peter Bauer foi lido por gente como Amartya Sen e aqui está uma boa coletânea para se conhecer mais sobre ele.

Claudio

Continue lendo “Peter Bauer”

Academia

Tolstoi e a Economia

Esta é para o enriquecimento cultural:

…did you know that Leibenstein attributed his choice of the term ‘X’ for X-efficiency to Tolstoy’s reference in War and Peace: ‘Two armies may be identical in every observable respect – manpower, armaments, cavalry, provisions – yet one army, in possession of an intangible ‘X-factor,’ will soundly defeat the other …’ (Part XIV, II)? In case you like to dig deeper, go on and read Harvey Leibenstein as a Pioneer of Our Time (The Economic Journal). Here (AER) is Leibenstein’s original 1966 article.

Direto do Mahalanobis.

Claudio

Continue lendo “Tolstoi e a Economia”

Uncategorized

Economia Política Constitucional e Religião

Clique no trecho para ler tudo.

Buchanan, the founder of the public choice school of economics, has written that the American Constitution ingeniously represents interests in such a way as to minimize the chance that government action will harm one group of citizens at the expense of another. The result may not be the libertarian dream of a pure “night-watchman state,” but, says Buchanan, at least it tends to promote public action only in areas of widespread agreement, leaving the rest for individuals and private groups to pursue. As the 19th century statesman John C. Calhoun put it, constitutional government in a varied society forces “the different interests, portions, or orders … to desist from attempting to adopt any measure calculated to promote the prosperity of one, or more, by sacrificing that of others; and thus to force them all to unite in such measures only as would promote the prosperity of all, as the only means to prevent the suspension of the action of the government-and, thereby, to avoid anarchy, the greatest of all evils.”

Claudio

Continue lendo “Economia Política Constitucional e Religião”

Uncategorized

Falando em crenças estúpidas…

O Leo falou de ideologia e patriotismo aí embaixo. Gostei da leitura crítica do grande sr. Dawkins.

Mudando um pouco – mas nem tanto – de assunto, eu assinei o “O Estado de São Paulo” nos finais de semana, o que é um verdadeiro refresco para minha mente cansada. Num dos cadernos de Economia deste último final de semana há um artigo da Suely Caldas falando sobre as áreas em que a ideologia atrapalha as políticas públicas no governo atual (mais uma prova de que os 8 anos de FHC foram bem diferentes destes 4 últimos anos).

Citando:

1) Fome Zero – Com esse programa o PT e o ex-ministro José Graziano tentaram reinventar a roda, fracassaram feio e Graziano até deixou o ministério – aliás, extinto por desnecessário. O governo acabou voltando atrás: recorreu ao Bolsa-Escola, juntou com o Vale-Gás (ambos criados no governo anterior) e rebatizouos de Bolsa-Família;

2) TV digital – Nacionalismo é bem-vindo, mas cego é burro e emperra o progresso. O Ministério das Comunicações perdeu muito tempo até reconhecer o que os especialistas cansaram de avisar: o País não tem condições de desenvolver tecnologia própria para a TV digital. Só recentemente o governo acordou e agora terá de optar entre os modelos japonês, europeu ou norte-americano;

3) Estradas – A cegueira do preconceito ideológico impediu ao governo Lula enxergar que a privatização seria a solução possível para construir novas estra das e recuperar as destruídas. Nos dois primeiros anos de governo, Lula nem investiu nem permitiu às empresas privadas fazê-lo. Resultado: foi obrigado a recuar, mas só em 2005 abriu licitações para o setor privado construir algumas poucas rodovias e, às pressas, em ano eleitoral, lançou o desastrado programa Tapa-Buraco. Para substituir o investimento privado em infra-estrutura, o governo contrapôs as Parcerias Público-Privadas, as famosas PPPs. Até hoje não foi capaz sequer de completar o arcabouço jurídico para elas;

4) Indústria naval – Outro exemplo de nacionalismo autoritário, em que o governante lança mão de dinheiro público para fazer o que quer, mesmo que custe muito caro para o País e beneficie só meia dúzia de empresários e poucos trabalhadores. Promessa de campanha, Lula obrigou a Petrobrás a encomendar 42 navios de estaleiros nacionais para supostamente viabilizar a indústria naval. Resultado da primeira licitação: o navio aqui construído custa US$ 83 milhões, mais do que o dobro do fabricado na Coréia do Sul. Deixou a Petrobrás numa enrascada: convencer seus 500 mil acionistas a aceitarem a idéia de gastar uma fortuna subsidiando meia dúzia de estaleiros nacionais. Ou seja, mais um programa que marcha para o fracasso;

5) Agências reguladoras – Este é um caso de inadmissível retrocesso institucional, movido pela ilusão ideológica de centralizar poder no aparelho de Estado, deixando instituições submissas a influências políticas nocivas. Pela natureza da função de regular e fiscalizar serviços públicos, as agências reguladoras nasceram independentes do poder político, distantes de pedidos de favores de presidentes, governadores, deputados, que sempre acabam no guichê do balcão do dinheiro público. O governo Lula entrou enfraquecendo a autono mia das agências, subjugandoas ao ministro da área, portanto sujeitas a interferências políti cas lesivas. Quer ver? Há dias a Secretaria de Previdência Complementar (fiscal dos fundos de pensão) preparou relatório (suspeito porque não trazia números comprobatórios) sobre aplicações financeiras dos fundos e o entregou para a senadora Ideli Salvatti (PT-SC) fazer prova contra a oposição na CPI dos Correios. Uma agência reguladora séria e respeitável não pode se prestar a ser usada e servir a um partido político em conflito com outro – sobretudo se esse partido é o que está no governo.

FHC disse para esquecer o que ele escreveu no passado. Pelo que se critica de seu governo (o mesmo pessoal que estranhamente apóia o governo atual dizia: “FHC virou neoliberal”, ou seja, concorda comigo), nada mais justo. O atual ocupante da Granja do Torto disse algo similar, em tons mais genéricos (“nunca foi socialista”), mas não parece ser fiel às próprias palavras.

Ideologia é algo cuja modelagem teórica em Ciências Econômicas tem se tornado menos complicado do que no passado. Entretanto, ainda há muito para se fazer. Afinal, a ciência caminha assim, não?

Claudio

Continue lendo “Falando em crenças estúpidas…”

Uncategorized

A raiz de todos os males

Assisti ao “Root of All Evils“, o documentário anti-religioso do Richard Dawkins. A tese principal: a Fé, entendida como a crença a despeito das evidências empíricas, é a fonte da intolerância e do mal no mundo. Como não está sujeita ao debate racional, a crença religiosa abre espaço para qualquer maluquice radical. O antídoto é a Ciência. Baseada no debate honesto entre indivíduos que se preocupam em encontrar a verdade, o conhecimento científico leva a aproximação da humanidade.
Eu, em linhas gerais, concordo com o Dawkins. O mundo seria bem melhor se, por um passe de mágica, todos os católicos, judeus e muçulmanos, concluíssem: “Sabe de uma coisa? Não acredito mais em qualquer profeta. E agora só vou para Jerusalém como atração turística. Tem uns caras por lá que se são diferentes de mim, mas eu não me importo. Na verdade, o clima lá é uma porcaria, o lugar é pobre e eu prefiro viver em outro canto do mundo.”
Como militante, contudo, o Dawkins simplifica a questão. Ele comete alguns erros de argumentação:
– Ele compara a Religião como ela é, com a Ciência que ele gostaria que fosse. A comparação tem que ser feita no mesmo nível: “Santo Agostinho” X “Popper”; “Inquisição” X “Projeto Alamo”. Ele omite também os momentos em que a crença religiosa esteve do lado da tolerância e da razão, como na questão dos direitos civis nos EUA>
– No documentário, ele usa o caminho mais fácil. Ao invés de debater com teólogos qualificados, ele bate boca com pastores picaretas americanos ou com um maluco que era judeu e virou radical muçulmano. Assim, ele contraria o princípio científico de tentar refutar as suas hipóteses.
– Tudo de ruim que ele diz sobre a religião poderia ser dito sobre o patriotismo ou ideologia. Se você tirar a religião, as pessoas ainda morrerão por suas crenças, por mais estúpidas que sejam. Ou seja, religão é uma das fontes do mal, mas não a única. Um dos melhores frases do documentário é do físico Steven Weinberg: “Good people will do good things, and bad people will do bad things. But for good people to do bad things — that takes religion.” A frase é verdadeira. Sim, mas também seria verdadeira se você substituisse “religion” por “patriotism” ou “ideology”.

Leo.

Continue lendo “A raiz de todos os males”

Humor

Políticas públicas em 1906: os lunáticos de New York

Deu lá no Division of Labour!

In the Feb. 26, 1906 NYT is an article concerning lunacy in the state of New York. Now, I am no expert in the area of mental health and wouldn’t claim to be. Nor am I making light of the obviously complicated problems of the human mind. However, the article points out that the State Commission in Lunacy (perhaps what we should be calling most state legislatures these days) had been carefully following the trends in lunacy and had found “there was a constant increase in the ratio of the insane to the general population.”

Leia tudo para se divertir (?)

Claudio

Continue lendo “Políticas públicas em 1906: os lunáticos de New York”