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Ficção ou não ficção?

Durante a minha temporada americana o James Frey era onipresente na mídia. Ele escreveu um livro contando seu drama como viciado e vendeu 3 milhões de exemplares. Depois descobriram que quase tudo era lorota. Ao que parece, vender ficção como memórias é muito comum. O sujeito tenta sucesso como ficcionista. Se não cola, ele vende o livro como uma autobiografia e vira um sucesso.

A minha pergunta é: por que preferimos não-ficção? Ou melhor, por que ficamos indignados quando sabemos que um suposto memorialista é – na verdade – um grande ficcionista. No fundo, não deveria fazer diferença, não é? Afinal, ficção ou não ficção não passam de letras impressas no papel que nossa fertil imaginação transforma em emoções.

Minha explicação para o fenômeno é darwinista. Quando chegava a noite e alguém do nossso bando contava como fugiu de uma onça perto da cachoeira, era muito importante saber se isso era verdade ou não. Afinal, nossa vida estava em jogo. Se ficasse claro que era apenas um causo, não tinha problema. Era preciso apenas que ficasse clara a distinção.

Hoje, isso não faz diferença, mas guardamos essa característica de abominar lorotas engarrafadas como Verdade.

3 comentários em “Ficção ou não ficção?

  1. Bem, a piada do macarrão é a seguinte (é meio indecente, logo podem apagar depois):

    O cara foi no restaurante e encontrou um pentelho no macarrão dele. Chamou o gerente e fez um escândalo danado. O gerente demitiu o cozinheiro que ficou revoltado e resolveu serguir o cliente quando este deixou o restaurante.

    O cliente encontrou com sua namorada e ambos foram para um motel. O cozinheiro deu um jeito e foi atrás. O cliente começou a praticar sexo oral na sua namorada quando o cozinheiro entrou no quarto e bradou:

    – Ahá! Seu hipócrita miserável! Reclamou que tinha um pentelho no seu prato e agora está aí caindo de boca neles!

    O cliente não titubeou:

    – É, mas se tiver um macarrão aqui eu reclamo também.

    Eu sei que somente uma mente doentia como a minha associaria o post com essa piada, mas a moral é: gostamos de ficção e de biografias mas cada um no seu momento e reclamamos quando uma aparece no lugar da outra. 🙂

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