Humor

Agora que ganhamos, vamos mandar mais meninos-bomba…

Só rindo…para não chorar.

Antigamente, diziam alguns, eleições era sinônimo de paz e democracia. Puro “wishful thinking”. Será? Relações entre eleições e conflitos nunca foram muito tranquilas nas Ciências Políticas, mas eis que o Hamas nos dá um bom exemplo.

Os líderes do movimento islâmico Hamas, Ismail Haniyeh e Mahmoud al-Zahar, afirmaram hoje que a vitória de seu partido nas eleições legislativas palestinas terá conseqüências internacionais sem precedentes para o processo de paz. “Nossa vitória é uma lição à comunidade internacional, e mudará a atitude de Israel, dos países árabes e do Ocidente em relação ao conflito palestino-israelense”, segundo os dois dirigentes.

Al-Zahar afirmou que “a vitória terá conseqüências sem precedentes, o Hamas se unirá à ANP e lutará contra a corrupção”. “A luta armada contra Israel continuará, e nossa vitória levará Israel a fazer concessões aos palestinos e mudará a atitude da Jordânia e do Egito em relação ao conflito”, disse Al-Zahar, que pediu a todas as facções que se somem ao programa político de seu partido.

Parabéns ao Hamas por jogar limpo nas eleições. Boa sorte no cumprimento de seu programa de governo…

Claudio

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Violência

Já que o Leo falou do Rio de Janeiro, eis uma notícia pouco bairrista. Para não dizerem que estou favorecendo os não-cariocas, que tal esta provável ação terrorista da esquerda anaeróbica em Santos?

A Economia do Conflito (Hirshleifer, Hirshleifer…preciso ler….Hirshleifer…) está mesmo na moda. O bom do Brasil é que os brasileiros ajudam os pesquisadores a alcançarem dimensões robustas nas bases de dados sobre violência.

Claudio

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Celebridades

O Claudio me mandou uma lista de celebridades formadas em Economia. Tem de tudo. Desde o Scott Adams até o Lionel Richie. Mas o meu economista-celebridade predileto é o Mick Jagger.
(Pergunta inevitável: “Sir Jagger, a letra de Satisfaction está associada à idéia de insaciabilidade dos desejos?”)
E os brasileiros? Eu só me lembro do Sebastião “Miséria-Pouca-É-Bobagem” Salgado.

Leo.

Leo.

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Just in Time

Da coluna Gente Boa:

Viva o carioca!

A poeta Marcia Brito estava no calçadão de Ipanema com um amigo. Pediu dois mates a uma ambulante. “Ih, só tenho um, colega”, disse a vendedora — que imediatamente pediu um segundo para resolver o problema. Sacou do celular e ligou para o vendedor mais próximo. E em um minuto Marcia e amigo tomavam seus mates, estupidamente gelados e servidos com o indestrutível jeitinho carioca.

(O causo é bom, só não concordo com essa mania de achar que tudo é jeitinho “carioca”. Se eu já acho o nacionalismo uma besteira atroz, o bairrismo então é um imbecilidade sem tamanho.)

Leo.

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Desenvolvimento econômico

Há um jeito de ignorar a política monetária e crescer

A solução é simples: divida o Brasil entre vários invasores – militarmente falando – e deixe que várias moedas circulem. Haverá guerras, mortes, mas, claro, ninguém mais reclamará do Banco Central malvadão.

O que? Acha que não é sério? Qual é! Veja o que nos diz a história.

Claudio

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Academia

O gado, o turismo, e o desenvolvimentismo

Eis aqui uma pergunta interessante: o que é desenvolvimentismo? Não é muito errado dizer que, na opinião de Sanchez e O’Conell, a pergunta envolve um dilema entre bens públicos e bens privados. Embora não toquem no tema, podemos fazer algumas reflexões a respeito.

Em um estudo para o Brasil, eles usam o turismo como um bem público e a pecuária (ou algo similar à tradução de “cattle industry”) como um bem privado. Há uma razoável discussão sobre o porquê de se utilizar estas proxies no texto.

A idéia deles é que problemas no Balanço de Pagamentos seriam um incentivo para que os burocratas procurassem ofertar mais bens públicos – o que melhora sua imagem e resolve o problema externo – às custas de menos bens privados. No caso do Brasil, você desloca terras da pecuária para o turismo. Existe este efeito? Confira aqui.

Interessante é que a idéia tupiniquim de “desenvolvimentismo” perde todo o sentido (exceto para propagandistas e ingênuos). Se o governo resolve o problema do Balanço de Pagamentos redistribuindo renda inter-geracionalmente, às custas de uma realocação de terras de um bem privado para um bem público….pratica “desenvolvimentismo”? Não é nada fácil responder isto.

Bom, usei o artigo dos autores para chamar sua atenção para a inocuidade de um conceito que, certamente, será “martelado” na campanha eleitoral. É simples: qualquer definição do que seja “desenvolvimentismo” jamais conseguirá arranhar uma discussão como a dos autores porque simplesmente não há como saber se a alocação de recursos de um bem privado para um bem público dentro de um país é mais ou menos “nacional-desenvolvimentista” (um sinônimo de desenvolvimentismo, da década dos 50, notadamente na pena de Hélio Jaguaribe e colegas do ISEB).

Mas há outro ponto interessante aqui e que é, basicamente, o de que a escolha de proxies para testes econométricos deve ser bem justificada (algo que, claro, sempre é sujeito de críticas, pois isto é ciência, não religião). Divirta-se com o texto.

Claudio

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O maravilhoso mundo dos mulás iranianos

Só que desta vez é no Irã, e o tema é “holocausto”. A propósito, David Irving terá livre passe para falar o que quiser sobre o tema. Quem não conhece este cientista social – que não é frio e calculista como nós, economistas (conforme dizem por aí) – foi ele quem disse que nunca existiram câmaras de gás em Auschwitz.

O melhor de alguns historiadores são suas técnicas de teste de hipóteses “não-positivistas”…

Claudio
p.s. Se o Holocausto não existiu, então porque é que aqueles judeus promoveram aquele “show” de auto-mutilação? Dia destes eu pergunto ao David…

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Academia

O professor McPherson, da University of North Texas, é autor de um interessante artigo chamado “Determinants of How Students Evaluate Teachers”. Um dos determinantes é o seguinte: se você der ao aluno uma nota bem alta, ele te avalia bem. É o conhecido fenômeno do grade inflation (inflação das notas).

McPherson conseguiu, também, resumir em uma página da internet, a melhor dica de estudo para alunos, sejam eles universitários ou não. A dica é tão boa que reproduzo o link aqui.

Claudio

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