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Phuket, lá vou eu.

Os lugares vítimas de tragédias tendem a recuperar o número de turistas rapidamente.
Os turistas, apesar de toda evidência anedótica, são racionais. Eventos como bombas em Londres, 11 de setembro e tsunami são extremamente raros.

Além disso, dá para imaginar que o que eles perdem com os muito medrosos é compensado pela divulgação, mesm negativa, que as atrações recebem.

Leo.

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Firefox

Por vezes, eu tenho problemas ao ler esse blog com o Internet Explorer. Os posts desapareciam estranhamente. Não sabemos como consertar isso, mas segui as recomendações do Claudio e baixei o Firefox. Sou agora um feliz usuário. Sugiro que você também faça o download da versão em Português ou Inglês.

Leo.

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Como lidar com telemarketing

Já tentei várias alternativas para lidar com as ligações de telemarketing. Quando ligavam vendendo plano de saúde, eu dizia que tinha corpo fechado ou câncer. Se era cartão de crédito, eu perguntava se poderia usá-lo para pagar outros cartões e o próprio cartão oferecido. Também tentei pedir o telefone da própria pessoa que ligava para ligar depois. O Boing Boing sugere isso. Na minha última fase, quando diziam: “O senhor foi selecionado…”, eu começava a gritar efusivamente: “Ganhei! Eba!” e saía comemorando como um louco.

No final das contas, contudo, tudo isso enche o saco. Ah… cheguei a receber uma ligação gravada da Daiane dos Santos, no sábado de manhã, fazendo propaganda da Brasil Telecom* (Passei a torcer contra ela imediatamente). Minha estratégia agora é a mais básica: quero apenas reduzir a produtividade das empresas com os mínimos custos para mim. Eu apenas digo que estou muito interessado, mas peço “só um minutinho” e deixo o telefone fora do gancho. Alguma outra sugestão?

Leo.

P.S.: Receber spam telefônico da própria empresa é o cúmulo. Depois de meia hora e muitos “eu vou estar fazendo”, eu consegui o endereço para o qual deveria mandar uma carta pedindo para que a Daiane nunca mais me ligasse.

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microeconomia

Por que somos todos procrastinadores?

Virginia Postrel tem um bom post sobre o assunto.

Primeiro, os três tipos de procrastinadores: i. o que não faz nada no lugar do que tem de fazer, ii. o que faz algo menos importante do que o que tem de fazer e iii. o que faz algo mais importante do que o que tem de fazer.

Só para exemplificar, ela cita o professor “doidão” como sendo o último tipo.

That’s the “absent-minded professor,” who forgets to shave, or eat, or even perhaps look where he’s going while he’s thinking about some interesting question. His mind is absent from the everyday world because it’s hard at work in another.

Mas o bacana é quando ela recocoloca a pergunta em perspectiva histórica:

Why, as Sir Francis Bacon asked, is it that the most important contributors to human progress have often been childless? Why did the rise of the 18th-century city, with its coffeehouses and abundance of servants, promote science, philosophy, and literature? And, of course, why have relatively few women made enduring contributions to fields that require single-minded devotion?

Quite simply: Somebody’s got to do the errands of life. You can either do them yourself, hire someone to do them, or get a wife. Historically, the last has been the most common option.

Vale dizer, pensando um pouco, a procrastinação é uma espécie de solução ótima para um problema de produção doméstica (lembre-se de Gary Becker e seu modelo do household production) entre marido e mulher e a tecnologia – que sempre libertou mulheres e homens de tarefas – tem influenciado na composição de homens/mulheres em atividades criativas.

Claro, tudo depende de como você procrastina.

Claudio

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Academia

EconJournal Watch

Você é daqueles que curte ler journals de economia? Eis um bom.

Alguns temas (muitos poderiam ser feitos no Brasil, se alguns malucos não ficassem por aí dizendo, por exemplo, que “Freakonomics é livro de auto-ajuda”….quanta ignorância…):

Comments: Miscounting Money of Colonial America: Ronald W. Michener and Robert E. Wright argue that Farley Grubb, writing in Explorations in Economic History, has mistaken the unit of account for the medium of exchange and grossly misestimated the money supply of colonial America. Farley Grubb responds vigorously to them, and not for the first time.

The Intellectual Tyranny of the Status Quo: Previously, Richard Timberlake criticized the “golden fetters” interpretation of the Great Contraction, and argued that the failing stemmed, rather, from the Fed’s adherence to the Real Bills Doctrine. While endorsing Timberlake’s vindication of the gold standard, Per Hortlund argues that Timberlake and others misfire with respect to the Real Bills Doctrine.

Also in the previous issue, Kurt Schuler’s Argentina article indicted more than 90 economists for mistakes in understanding and description—among them, David Altig and Brad Setser, who here criticize Schuler’s charges. Schuler responds.

Do Economists Reach a Conclusion on pressing policy issues? Adrian T. Moore and Ted Balaker exam the case of taxi policy.

Economics in Practice: William J. Baumol explains why modern textbook theory is entrepreneurless.

Character Issues:

In 1981, as the Thatcher government got its legs, 364 economists signed a letter protesting the direction of monetary and fiscal policy in Britain. Geoffrey Wood examines how well the letter has stood up.

Does the American Economic Association lean Democratic? William A. McEachern investigates the 2004-election cycle campaign contributions of AEA members, committee members, officers, editors, referees, authors, and acknowledgees.

Daniel Klein explores Gunnar Myrdal’s plea for disclosure of one’s ideological sensibilities, surveys the research into the ideological character of the AEA, and reports new findings on AEA membership rates by voter category.

Correspondence: E. Roy Weintraub remarks on History of Political Economy’s being dropped from the Social Science Citation Index. How can a journal show high SSCI citation productivity when the cluster of journals that cite it are excluded from SSCI?

Claudio
p.s. Se Freakonomics é “livro de auto-ajuda”, realmente ele não ajudará o autor desta frase. Este precisa de ajuda médica, seja de um psiquiatra, veterinário ou biólogo. Você decide.

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FMI, Brasil e o resto

Rodrigo Rato, do FMI, esteve no Brasil recentemente. O que ele disse ao atual ocupante da presidência da República?

“President Lula and I also agreed that no effort should be spared in ensuring that the government’s social programs, such as Bolsa Familia, that have been instrumental in reducing poverty in Brazil, continue to assist the least advantaged in benefiting from macroeconomic stability and growth.

This visit to Brazil shows the close relations between Brazil and the IMF. Although Brazil is no longer a borrower from the IMF, the Fund will continue to play an important role as adviser, and exchange views with Brazil on global economic issues, where Brazil plays an important role. We in the Fund look forward to continuing to support the Brazilian government’s commitment to economic progress and its reform efforts in whatever way we can.”

E como foi o desempenho do Brasil e da América Latina nas últimas décadas? Prejudicada pelo “Consenso de Washington”? Não é o que pensa Armínio Fraga.

“Still, despite the major macroeconomic and social gains obtained in the 1990s, and with the notable exception of Chile, many in Latin America still felt like another decade had been lost, probably because the old ways of fast growth remained elusive. Oddly, some observers in the region “blamed” the Washington Consensus for the modest performance.

My conclusion is different. While the number of crises did decline in the 1990s, most countries in the region failed to implement the main aspects of the Consensus and, as a result, failed to credibly consolidate macroeconomic stability. Take, for example, the high sovereign spreads and low credit ratings that prevailed in most countries in Latin America during the 1990s, especially when compared to Asia.

I would argue that significant progress was achieved in Latin America in the 1990s, especially when compared to the mediocre 1980s. Moreover, the countries that followed the general lines of the Washington Consensus have done better than those that did not. Chile, the star performer, had both the best macroeconomic performance and the best and earliest record in implementing structural reforms. Mexico did well after 1995 on both counts and has achieved reasonable growth since then. Brazil has done well in many ways since 1994, but was unable to avoid two deep confidence crises (in 1999 and 2003), and is now involved in another political crisis. Argentina did shine on the structural reform front in the 1990s, but failed to secure macroeconomic stability and plunged into a deep recession in 2001″

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Talvez o negócio seja repensar a qualidade do pragmatismo de nossa política externa.

Claudio

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Então tá….

Incendiários de ônibus no Rio não queriam matar,conclui inquérito.

Incrível, mas a culpa parece ser do motorista. Veja:

Segundo a chefia de investigações do caso, as cinco mortes resultaram de um ataque mal planejado. Para a polícia, os criminosos retiraram o motorista para que ele não morresse e mandaram as pessoas para o fundo do ônibus para que elas descessem pela porta traseira, mas ela estava trancada.

A inspetora Marina Maggessi afirmou que a confusão teria ainda aumentado quando um dos oito acusados pelo fogo tentou assaltar a cobradora do ônibus, depois de a gasolina já ter sido despejada. Em meio ao tumulto, as outras pessoas teriam riscado um fósforo.

Sempre achei que a culpa era mesmo dos empresários donos das empresas de ônibus e destes popuulares que insistem em usar o ônibus como meio de transporte!

Claudio

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