microeconomia

Nó na cabeça

Através do The Austrian Economists, cheguei neste paradoxo bacana, bolado pelo Richard Wagner – não o da ópera, meu favorito -, mas o da George Mason University:

The world is efficient today and it will be efficient tomorrow. Yet tomorrow’s world will be different from today’s. But it is inefficient to change what is efficient. So tomorrow can never happen.

Discuss.

Source:
Wagner, R.E. (1994) “Econonomic Efficiency, Rent Seeking, and Democracy: Zenoistic Variations on Coasian Themes” In: Boettke, P.J. and Rizzo, M.J (Eds) Advances in Austrian Economics (1:129-144)

Quem quer começar a discussão?

Claudio
p.s. não deixe de ler este texto do Baumol sobre o papel do empresário na Teoria Econômica.

Continue lendo “Nó na cabeça”

Evolucionismo

Por que os evolucionistas gostam dos randianos?

Mais lenha na fogueira.

For decades creationists have sought to replace evolution with the book of Genesis. But defenders of evolution have consistently prevailed in the schools and the courts of law. This struggle for intellectual survival has led to the evolution of a new “species” of creationist, better adapted to its inhospitable environment. The new creationism goes by the name “intelligent design” and poses a greater danger than old-style creationism. In this talk Dr. Lockitch will examine the intelligent design movement focusing on its similarities and differences with standard creationism. By hiding its religious essence behind a cloak of pseudo-science, the movement seeks to make itself more palatable to intellectuals and the general public. And because today’s academics—including the most passionate and vocal defenders of evolution—have failed to offer rational answers to intelligent design’s most fundamental arguments, the doors of our colleges and schools are ominously open to primitive mysticism masquerading as science.

Claudio

Continue lendo “Por que os evolucionistas gostam dos randianos?”

Desarmamento

Proposta de Referendo

Levitt tem uma estatística interessante – aplicável ao Brasil – sobre o número de crianças mortas em piscinas ser maior do que por acidentes em armas de fogo.

O pessoal do “Sim” fica chateado quando cito estes números, mas é bom para perceberem que esta história de falar de “mortes devidas aos acidentes por armas de fogo” sem citar todos os tipos de mortes acidentais é um argumento potencialmente falacioso.

Agora, engraçado mesmo é que Levitt poderia ter citado outro número: o de mortes de pescadores nos EUA. Segundo estatísticas oficiais, morreram mais pescadores em 1988 do que policiais. Citando números: 1 p/cada 718 pescadores e 1 p/cada 4613 policiais.

Seguindo meu humor de economista, proponho que: (i) o efeito da água sobre a taxa de mortalidade seja melhor estudado, (ii) o governo e as ONGs promovam a criação de um imposto sobre o uso da água, para diminuir o risco que todos nós corremos de morrer, (iii) o Cascão, o famoso personagem de Maurício de Souza, seja o símbolo da campanha oficial, (iv) as ONGs anti-armas (predominantemente atuantes no Rio de Janeiro) passem a propor o fim da frequência dos cariocas às praias e aos clubes de pesca.

Claudio

Continue lendo “Proposta de Referendo”

Uncategorized

O que os vagões de terceira classe da França no início do século XX e o Cappuccino da Starbucks têm em comum? Tudo.

Excelente lição de economia, por Tim Hartford. A estratégia – em resumo – tem a ver com discriminação de preços. Algo que, diz Hartford, “fere os pobres, não porque este seja o objetivo, mas porque a idéia é evitar que os ricos paguem menos por um produto pior”.

Claudio

Continue lendo “O que os vagões de terceira classe da França no início do século XX e o Cappuccino da Starbucks têm em comum? Tudo.”

Desenvolvimento econômico

O papel da Lei no Desenvolvimento (o problema da Democracia)

Clique aqui para ler o restante do trecho abaixo.

Like the Cold War, the war on terrorism is not merely a military conflict but a battle of ideas. And just as the Cold War was won when Eastern Europeans abandoned communism and joined the West, the war on terrorism will be over when moderate Muslims have transformed the Arab world — abandoning the radicals to their tents and their caves — and joined the global mainstream.

Before they get there, they’ll probably be subjected to a lot of State Department speeches about why it’s important to abandon such practices as arbitrary arrest, torture and secret electronic surveillance. They’ll probably be told over and over again why it’s important for political leaders to subject themselves to the same laws as their citizens. They’ll probably hear lectures about due process, and other rights available to people in civilized societies. But as things are going now — why on earth should they listen?

Claudio

Continue lendo “O papel da Lei no Desenvolvimento (o problema da Democracia)”

Law & Economics

Lição – corrigida – de Economia

Na matéria entitulada Lição de Capitalismo, pode-se ler que:

Nas operações com cartão de crédito, os encargos relativos ao financiamento, inclusive taxa de administração, não são considerados no cálculo do ICMS. Portanto é justo pedido de dedução da base de cálculo do imposto dos encargos financeiros decorrentes do uso do cartão, em pagamento parcelado ou à vista.

Esse foi o fundamento para a Justiça paulista excluir da base de cálculo do ICMS os encargos financeiros e taxas de administração de cartão de crédito, usado em compra e venda de mercadorias. A sentença é do juiz Rômulo Russo Júnior, da 5ª Vara da Fazenda Pública.

(…)

O juiz argumenta que a Constituição Federal determina que a ordem econômica observa os ditames da justiça social, em harmonia com o princípio da livre iniciativa, mas apoiado na defesa do consumidor. Por fim, o magistrado aponta que o capitalismo ensina que qualquer exagero na base de cálculo de impostos termina sobrecarregando o consumidor.

Primeiro, é bom ressaltar que o conceito de “capitalismo” é bem impreciso. Talvez o melhor seja falar de “economia de mercado tal como a conhecemos na prática”, uma definição mais longa, mas muito mais precisa. O que me intrigou ao ler a notícia foi o seguinte trecho: “qualquer exagero na base de cálculo de impostos termina sobrecarregando o consumidor”. O que significa isto? Que aumentos de alíquotas de impostos, na prática, sempre penalizam o consumidor?

Se sim, então há um problema. Neste caso, o trecho está errado, pois ignora os conceitos de elasticidade-preço da demanda e elasticidade-preço da oferta. Neste caso, não sei quanto à decisão legal, mas a realidade, em termos do que ocorre, na prática, com o consumidor (ou seja, o que a análise econômica mostra) é que:

Em uma economia de mercado na qual o governo gera receita através, dentre outros, de impostos, um aumento na alíquota do imposto faz com que o consumidor, na prática, seja o maior responsável pela receita do governo, relativamente ao ofertante, conforme a elasticidade-preço da demanda seja menor e/ou a elasticidade-preço da oferta seja maior.

Ou seja, não é uma verdade em si que “exageros” (sic) na base do imposto sejam sempre prejudiciais ao consumidor. Nada pode ser dito se não se conhecem as elasticidades.

Não sei se minha interpretação do trecho está correta, mas comentários são bem-vindos.

Claudio
p.s. para os leigos: elasticidade-preço da demanda diz o quanto a quantidade demandada varia, percentualmente, quando há uma variação percentual no preço. Por exemplo, se o aumento de preço de 10% gera uma queda de 5% na quantidade demandada, diz-se que a “demanda é pouco elástica”. Caso a queda seja de 10%, “a demanda tem elasticidade unitária” e, finalmente, caso a queda seja de mais de 10%, “a demanda é muito elástica”. Analogamente para a elasticidade-preço da oferta, mas lembrando que, no caso desta, as variações são na mesma direção (“um aumento no preço leva a um aumento na quantidade ofertada”).

Continue lendo “Lição – corrigida – de Economia”

Academia

O papel do Estado na economia

Peter Temin, do MIT, com um artigo bacana. Veja o “abstract”.

Crowding-out during the British Industrial Revolution has long been one of the leading explanations for slow growth during the Industrial Revolution, but little empirical evidence exists to support it. We argue that examinations of interest rates are fundamentally misguided, and that the eighteenth- and early nineteenth-century private loan market balanced through quantity rationing. Using a unique set of observations on lending volume at a London goldsmith bank, Hoare’s, we document the impact of wartime financing on private credit markets. We conclude that there is considerable evidence that government borrowing, especially during wartime, crowded out private credit.

Para os (muito) mais novos, “crowding-out”, hoje em dia, é traduzido por “efeito deslocamento”. Para os esquecidos: este efeito ocorre quando o governo aumenta seus gastos em consumo. A economia pode até crescer, mas, ao final, terá um setor privado encolhido em termos macroeconômicos.

Dois pontos interessantes para os alunos: i. trata-se da verificação empírica de um conceito que você aprendeu em Macroeconomia e ii. tem detalhes sobre a dificuldade empírica de se usar variáveis adequadas para não examinar incorretamente os dados.

Além disso, Peter Temin é para lá de bom de ler como o leitor poderá checar aqui e aqui (onde ele testa a validade de Heckscher-Ohlin nos tempos…bíblicos).

Claudio

Continue lendo “O papel do Estado na economia”

Humor

De onde viemos, para onde vamos, e o que será do meu almoço?

Diretamente do Se Liga, interessantes pistas para o debate entre evolucionistas (acho que sou um deles) e o pessoal do Design Inteligente (DI):

1) Entre as constantes cosmológicas conhecidas, se uma delas, apenas uma, sofresse a mínima alteração a vida não seria possível.

2) Para que a natureza criasse, “no tato”, uma agregação de nucleotídeos que conduzisse “por acaso” à elaboração de UMA ÚNICA MOLÉCULA DE ARN utilizável, seriam necessários 10 elevado a 15 anos, ou seja 100 mil vezes mais tempo que a idade estimada do universo.

3) Biólogos foram levados a calcular que a probabilidade de que um milhar de enzimas diferentes se aproximem de um modo ordenado até formar uma célula viva (ao longo de uma evolução de muitos bilhões de anos) é de 10 elevado a 1000 contra 1.

Moral da história: ainda tem muita água para passar debaixo desta ponte…

Claudio

Continue lendo “De onde viemos, para onde vamos, e o que será do meu almoço?”

Humor

Yes, we, Americans, also have our Brazilian-artistis-look-alike

Quantos artistas ganham – imerecidamente – a pecha de “intelectual” no Brasil? Um monte. País carente de razão este o nosso. Mas, espere, não estamos sozinhos. Para desespero de certos “pensadores”, há versões estadunidenses deste povo. Um exemplo está aqui.

Todos têm o direito de dizerem o que quiserem…e ouvirem o que não quiserem com a mesma cara de pau.

Claudio

Continue lendo “Yes, we, Americans, also have our Brazilian-artistis-look-alike”

Academia

Economia para Iniciantes

Eis uma simples explicação do conceito de custo de oportunidade. Reproduzo-o.

1. Walk to cash register.

2. Take out wallet.

3. Pull out money.

4. Turn around and face crowd, holding money in upraised fist.

5. Announce authoritatively to onlookers: “You see this money? This is money that I would have spent on my window. If it were broken… But it wasn’t broken! And so I’m buying some stuff with it.”

6. Smile, pay, and exit.

Claudio
p.s. se você quiser saber mais sobre o exemplo (a janela quebrada), procure na internet por Frederic Bastiat.

Continue lendo “Economia para Iniciantes”

Uncategorized

O Stalinismo continua vivo

SSoB falou sobre um leve retoque sobre a foto do brasileiro assassinado (?) no Haiti. Naquele caso, concordo com ele, não havia qualquer tipo de tentativa de distorção histórica. Mas o mesmo não se pode dizer desta foto.


O que você vê é um protesto em Caracas, anti-Chavez, divulgado, pelo governo chinês, como sendo um protesto anti-OMC, na recente rodada de conversações em Hong Kong. Chavez, PC chinês…humm…por que será que não acho isto estranho?

Outra interessante é esta do derrotado John Kerry, divulgada no mesmo link:

Claudio

Continue lendo “O Stalinismo continua vivo”