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Essa vai para os meus alunos econo-advogados. Existe uma National Association of Forensic Economics.
Vejam que bacanas os assuntos do Journal of Forensic Economics: “business valuation, commercial litigation, employment litigation, and personal injury and wrongful death torts.”

Ou seja, rolou grana, chame um CSI economista. Quem sabe um dia teremos direito à nossa própria série de TV? (Não… acho que isso não vai acontecer 🙂 )

(Martin Brauch, valeu pelo link)
Leo.

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Economia Brasileira

A ANEEL e a importância da amostragem estatisticamente correta

Em julho deste ano, o IDEC publicou notícia na qual se divulgava resultado de pesquisa feita pela Datamétrica sob encomenda da ANEEL. Segundo a mesma, a satisfação dos consumidores em 2004 teria caído. Este é um resultado essencial já que em nosso modelo regulatório isto implica em queda nas tarifas.

Entretanto, ontem, a ANEEL divulgou que houve um “erro de amostragem” na pesquisa que teria gerado a tal queda. O resultado não pegou o mercado de surpresa. Gente do setor já havia estranhado o resultado.

Qual é o remédio? Para a ANEEL, adotar a pesquisa de 2003. O problema é que isto nos deixa com reajustes maiores do que o que já se esperava. Ok, para ser mais correto, se a pesquisa de 2004 tem problema, não dá para dizer se o reajuste é maior ou menor a alguma coisa (que, estando errada, não serve como referência).

Na verdade, os ofertantes (claro, né?) estão dizendo que não acreditam em impactos elevados nas tarifas.

Talvez a principal lição desta história seja a de que se o modelo regulatório possui um índice de reajuste que varia diretamente com um índice de satisfação do consumidor obtido via amostragem, então o cuidado com esta deve ser, sempre, redobrado. Afinal, como ficamos agora? Com um reajuste que reflete a realidade de 2003?

UPDATED: Não era apenas o IDEC que divulgou a notícia. A própria ANEEL, antes da re-checagem, acreditava nos números da pesquisa…

Claudio

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Desenvolvimento econômico

Graças a Deus, as mulheres não param de beber!

Esta notícia mostra que a lógica feminina é imbatível. Por que? Porque dizem que um copo de cerveja tem menos calorias do que um equivalente de suco de fruta (acho que de laranja).

UPDATED: aqui está a tabela. Suco de laranja engorda mais que cerveja. Ou então você tem de tomar um suco de limão…
Claudio

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Desenvolvimento econômico

(Um dos) dia(s) em que um economista venceu um ambientalista

Eu adoro citar esta aposta. Tanto que vou citar de novo. O trecho abaixo está inserido em outra matéria, sobre petróleo, mas vale a leitura.


Until his death in 1997, economist Julian Simon predicted a continuous decline in resource prices. In 1980, he made a famous bet with environmentalist Paul Ehrlich. Simon’s bet was that a $1,000 basket of any five metals chosen by Ehrlich would be worth less (in constant dollars) 10 years later. Ehrlich lost. In 1990, the value of the basket at current market prices was down more than 50%. Ehrlich had to send a $576.07 check to Simon, representing the drop in the basket value. In fact, the prices of all the metals chosen by Ehrlich had fallen

Claudio

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Humor

Quem é que ficava dentro daquela roupa de Godzilla?

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Eu sempre quis ver a cara do sujeito que vestia a roupa do Godzilla. Não daquele hermafrodita estranho da produção de Hollywood, mas do mal-feito, cheio de (d)efeitos especiais, com cenários compostos de miniaturas de trens-bala, bondes e prédios…o bom e velho Godzilla criado, crescido – e muitas vezes dado como morto – no Japão.

Godzilla é tão famoso que: “A 1985 New York Times survey asked 1,500 readers to name a famous Japanese person, and they came up with Emperor Hirohito (then 84), Bruce Lee (American) and Godzilla“.

Ok, Bruce Lee era chinês, mas vamos dar um desconto pro povo de NY…

Quer saber mais sobre a relação cultural entre Godzilla e o Japão do pós-guerra? Então clique aqui. Quanto de grana Godzilla movimenta na indústria cinematográfica japonesa? Esta informação eu não achei. E assim, saber se “Final Wars” é mesmo o final da longa série é algo que não está tão claro…

Claudio

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Desenvolvimento econômico

Aquele marzão não é só bonito: também gera crescimento econômico, desenvolvimento humano, sustentável, felicidade, bem-estar, etc

Quando começaram aqueles estudos de Jeffrey Sachs sobre desenvolvimento econômico com dados cross-countries, uma das variáveis que apareceu foi o famoso acesso ao mar (ou alternativamente, falta de acesso ao mar).

Muita gente, mesmo de economia, achava a dummy esquisita, ou não a achava relevante. Claro que esta opinião é incorreta. Só porque a maneira de se medir um fenômeno não lhe agrada, isto não quer dizer que o fenômeno não seja importante. É como dizer que não há inflação porque os índices de preços não englobam todos os preços, todas as famílias e assim por diante.

Pois é. Se você ainda tinha alguma dúvida sobre as vantagens de se ter acesso ao mar – e, portanto, ter maiores possibilidades de comércio – leia isto.

Claudio

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