Economia do Conflito

O Duopólio da Coerção

Acho que todo economista que já passou por livros ou artigos de Jack Hirshleifer teve a oportunidade de dizer que o fato de a economia estudar a alocação de recursos escassos não significa que esta alocação se dê apenas de forma pacífica (= mercado). Bom, James Buchanan já nos lembrou que coerção legalizada (= governo) também é uma forma de realocar recursos.

Ok, o que Hirshleifer fez foi ampliar o escopo para alocações através de coerções não consentidas (= conflito). Desde Gary Becker que temos estudos interessantes sobre a economia do crime (tópico preferido do prof. Ari F. Araújo Jr, do IBMEC-MG, por exemplo).

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Tecnologia

Já ouvi falar que fazer xixi faz bem, mas isto é bem esquisito

O que você diria se eu te contasse que li que alguns cientistas de Cingapura desenvolveram uma bateria que gera eletricidade a base de urina?

Pois é. Tecnologia não conhece “senso comum”, não é? Alguém aí conhece outro invento, digamos, incomum? Se sim, por favor, envie para nós.

Claudio

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Economia do Setor Público

Déficit Zero, Responsabilidade Fiscal …nos EUA

O mesmo Tyler Cowen, em outro post, fala de idéias sobre limitações no tamanho do Estado que podem ser interessantes se você está pensando na proposta do deputado Delfim Netto, de Déficit Nominal Zero (já abordada aqui algumas vezes).

Do post de Cowen, o leitor poderá apreciar uma boa crítica sobre a política fiscal do segundo Bush, bem como conhecer em detalhes o debate sobre a limitação do poder de tributar do governo do Colorado.

Guardadas as devidas proporções, o movimento que implodiu a MP 232 pode ser pensado como um pequeno passo do eleitorado brasileiro para a compreensão de que um Estado “pequeno” não é necessariamente um Estado “fraco”. O problema, no caso do Brasil, acho, é o de que o federalismo aqui não é realmente flexível para experimentações de políticas públicas com respeito a diferentes formas de se controlar o gasto excessivo do governo.

Bom, talvez eu seja otimista, mas o tempo dirá se estou certo ou não.

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Econometria

Um bom curso de econometria começa com bons livros


Fonte: Editora FGV

O livro acima, de Kairat Mynbaev e Alan Lemos, é um bom exemplo de livro-texto para alunos de graduação que pretendem avançar em seus conhecimentos de Econometria, sem necessariamente se aprofundarem em séries de tempo (para isto, um bom começo seria o livro de Stock & Watson). Claro que recomendo ambos, né?

Pensando bem, é engraçado. Na minha época, os clássicos eram o manualzão do Henri Theil e – para quem tinha admirações socialistas – o simples manual do Oskar Lange. Bem, estes eram os “clássicos”. A gente usava mesmo o Wonnacott & Wonnacott e (nós, alunos tarados com econometria) o Pindyck & Rubinfeld (hoje, traduzido).

O mercado editorial descobriu a econometria, por assim dizer, após o Plano Real, na mesma época em que preços relativos ficaram relativamente (perdoe-me o trocadilho, leitor) estáveis. Meu palpite é que o pessoal descobriu a econometria não tanto pela admiração pelo sucesso do Plano, mas pelo desenvolvimento do mercado financeiro que o acompanhou.

Como eu sei disto? Bom, não sei. Mas da época do meu mestrado até a de meu doutorado, um novo ramo de emprego apareceu para economista, nas Finanças. Claro que você acha de tudo no mercado – como em qualquer mercado – desde gente que sabe Matemática Financeira apenas (e que se diz “expert” em Finanças) até os que estudam Huang & Litzenberg (e realmente entendem de Finanças).

Existe mercado para ambos. O teste? Vá até São Paulo capital, sabendo apenas juros compostos e tente um emprego. Da mesma forma, vá até uma capital sem sede de grandes bancos (ou o equivalente neste caso: qualquer cidade do interior) e peça para usar o RATS ou o EVIEWS para alguns cálculos de Finanças.

Claudio

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