Estado e Sociedade

Consequências não-intencionais da lei

Segundo notícia deste blog, Pinochet pode se dar mal graças ao USA Patriot Act, pós-atentados terroristas de 11/09.

A ironia da história é que a mesma lei poderia ser, segundo o blogeiro, inspiração para que pudéssemos conhecer melhor as movimentações financeiras de gente metida na crise política do atual governo brasileiro. Em outras palavras, militantes pela ética teriam de sair às ruas com bandeiras pedindo o auxílio do FBI, e a ampliação do papel do FMI no combate à corrupção financeira (veja o gráfico abaixo, originalmente no link anterior)

Independente de qualquer coisa, seria uma doce ironia, não?

Claudio

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Lorotas médicas

“Temos que lutar contra novas faculdades de Economia! Já temos economistas demais!”

Seria vergonhoso se eu defendesse isso, não? O que significa, ora bolas, “economistas demais”?
Pois é, mas os médicos do CREMERS estão gastando uma naba em publicidade para impedir novos cursos. Eles dizem que o RS tem o 2 médicos por mil habitantes enquanto a OMS recomenda apenas 1. Não duvido do dado, mas nao fui capaz de encontrar essa recomendação da OMS.
Achei, contudo, os seguintes dados . Neste ranking de 39 países, o RS ficaria na 35 posição em número de médicos per capita. Médicos demais? Sei…

Claro que todo mundo gostaria de ser monopolista. Imaginem que beleza ser o único economista da terra, o único blogueiro e assim por diante…A dureza é o sujeito usar um discurso de defesa da qualidade para justificar a criação de barreiras à entrada.

Leo

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história econômica

Direito e escravidão

Kari Zimmerman, minha amiga “ianque” me envia esta notícia que é bastante interessante. Principalmente quendo você descobre que advogados conseguiam libertar escravos.

Bacana mesmo é pensar que ainda existem historiadores que realmente fazem este trabalho braçal de caçar registros históricos em arquivos. Antes de ler seu livro de História Econômica do Brasil, pense um pouco nisto e agradeça a eles.

Claudio

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Organização Industrial

Batistas, Samurais e Mulheres


Fonte: CDJapan

O desenho aí em cima tem um episódio genial que certamente causaria sentimentos confusos numa feminista tipo 1 (aquela que adora se parecer com a visão estereotipada de uma feminista, certamente bem diferente de uma Wendy McElroy). Por que?

1. A samurai mulher adora sakê.
2. Ela encontra um entreposto no qual as pessoas são proibidas de vender /comprar sakê porque dizem que é uma bebida maligna. A pobreza do lugar se reflete na paisagem: um povoado de casas destruídas.
3. O cara que proíbe (a autoridade pública local) lucra com isto vendendo sakê de baixa qualidade.
4. Ao descobrir a trama, a samurai saca sua espada (o que incentiva crianças à violência, o que é um argumento, no mínimo, complicado) e acaba com o bando de monopolistas.

Além de me agradar por não ser politicamente correto, há um paralelo importante deste episódio (que não foi financiado pela inexistente indústria de armas japonesa) com um clássico artigo de Escolha Pública, de Bruce Yandle, sobre como a regulação econômica pode surgir a partir de interesses distintos (“Baptists and Bootleggers”). Numa versão adaptada à discussão sobre regulação ambiental, há, inclusive, este artigo.

De qualquer forma, o desenho é fortemente recomendável e pode ser visto no canal ANIMAX, com o nome de “Ran, The Samurai Girl”. 🙂

Claudio

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