Desenvolvimento econômico

Não é heresia, é tecnologia. Ou são ambos a mesma coisa?

A importância das instituições não é nenhuma novidade em economia. A dificuldade ainda é, contudo, saber como funciona a transmissão de mudanças institucionais para mudanças econômicas. Um dos temas mais polêmicos nesta história é a tal “cultura“. Se você definir “cultura” como algo fortemente correlacionado com “valores religiosos” de uma sociedade, pode não estar argumentando de maneira muito errada (lembre-se de Max Weber).

Claro que a discussão fica polêmica porque muita gente mistura a fé pessoal com ciência. Mas eis dois exemplos interessantes:

1. “The Muslim term closest to the Christian concept of heresy (bid’a) also means “innovation.” Lewis cites a view attributed to the Prophet: “The worst things are those that are novelties. Every novelty is an innovation, every innovation is an error, and every error leads to Hellfire” [o texto é de Stefan Voigt]
(2003, 227).

2. “Prior to the eighteenth century, on matters of concern here, minorities tended to exercise their choice of law in favor of Islamic law. Three factors account for this pattern. First, because the decisions of Islamic courts were enforced more reliably, Christian and Jewish subjects were motivated to register property claims, credit contracts, and partnerships before a kadi. Second, Islamic law offered substantive advantages to certain groups. For example, Jewish and Christian women found the Islamic inheritance system appealing inasmuch as it grants daughters and wives mandatory shares in any estate. Likewise, under Islamic law business partners enjoyed relatively broader freedoms in setting profit shares. Not surprisingly, a steady theme in accounts of Jewish economic life under Islamic rule is that of rabbis complaining about merchants doing business “in the manner of Muslims” (Goitein, 1999, chap.6; Shmuelevitz, 1984, chap. 2)”. [o texto é do Timur Kuran]

Dá o que pensar, não?

Enquanto isto, dá uma olhada nesta conferência.

Claudio

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