Minha empresa favorita

A minha vida pode ser contada através das empresas prediletas a cada fase. Em ordem cronológica, seria mais ou menos o seguinte:
1- Lacta e seus Sonhos de Valsa;
2- Boehringer e o Berotec. (O Decadron era guardado para as as crises de asma mais brabas);
3- Na adolescência, meu interesse passou para a loja Disco do Dia. (loja muito barata de LPs em um centro comercial de copacabana);
4- Volskswagen e meu querido fusca amarelo 1974;
5- A Amazon;
6- Mesmo sem utilizar o quanto gostaria, sigo admirando as brazucas Gol e BRA e as gringas Ryanair e Easyjet.
7 – Hoje, a minha preferência vai para a Google e as suas novidades. Vejam a aqui a última deles. Te cuida, skype.

Caro leitor, os comentários estão abertos para postar a sua lista pessoal.

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Por que eu não estudo Microeconomia com mais afinco?

Sérgio Werlang, notório na academia, dá o alerta correto: precisamos de uma agenda microeconômica.

Não confundir isto com “qualquer agenda microeconômica”. Sempre devemos ter o cuidado ao ler estas coisas. É igual falar de reforma institucional. Todos dizem o mesmo, mas um querem exatamente o oposto dos outros.

Bom, o negócio é pensar bem e rever aquela opção de estudar só para a prova de Macroeconomia. Aliás, como dizia um colega meu – hoje no Banco Central: “não tem este negócio de estudar mais para uma prova em detrimento de outra. Tem de estudar bem para as duas”. Em resumo, o custo de oportunidade entre uma prova e outra é sub-ótimo. O relevante mesmo é o custo de sua reputação futura versus sua preguiça hoje.

Viva a Microeconomia!

Claudio

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Essa vai para os meus alunos econo-advogados. Existe uma National Association of Forensic Economics.
Vejam que bacanas os assuntos do Journal of Forensic Economics: “business valuation, commercial litigation, employment litigation, and personal injury and wrongful death torts.”

Ou seja, rolou grana, chame um CSI economista. Quem sabe um dia teremos direito à nossa própria série de TV? (Não… acho que isso não vai acontecer 🙂 )

(Martin Brauch, valeu pelo link)
Leo.

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A ANEEL e a importância da amostragem estatisticamente correta

Em julho deste ano, o IDEC publicou notícia na qual se divulgava resultado de pesquisa feita pela Datamétrica sob encomenda da ANEEL. Segundo a mesma, a satisfação dos consumidores em 2004 teria caído. Este é um resultado essencial já que em nosso modelo regulatório isto implica em queda nas tarifas.

Entretanto, ontem, a ANEEL divulgou que houve um “erro de amostragem” na pesquisa que teria gerado a tal queda. O resultado não pegou o mercado de surpresa. Gente do setor já havia estranhado o resultado.

Qual é o remédio? Para a ANEEL, adotar a pesquisa de 2003. O problema é que isto nos deixa com reajustes maiores do que o que já se esperava. Ok, para ser mais correto, se a pesquisa de 2004 tem problema, não dá para dizer se o reajuste é maior ou menor a alguma coisa (que, estando errada, não serve como referência).

Na verdade, os ofertantes (claro, né?) estão dizendo que não acreditam em impactos elevados nas tarifas.

Talvez a principal lição desta história seja a de que se o modelo regulatório possui um índice de reajuste que varia diretamente com um índice de satisfação do consumidor obtido via amostragem, então o cuidado com esta deve ser, sempre, redobrado. Afinal, como ficamos agora? Com um reajuste que reflete a realidade de 2003?

UPDATED: Não era apenas o IDEC que divulgou a notícia. A própria ANEEL, antes da re-checagem, acreditava nos números da pesquisa…

Claudio

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Graças a Deus, as mulheres não param de beber!

Esta notícia mostra que a lógica feminina é imbatível. Por que? Porque dizem que um copo de cerveja tem menos calorias do que um equivalente de suco de fruta (acho que de laranja).

UPDATED: aqui está a tabela. Suco de laranja engorda mais que cerveja. Ou então você tem de tomar um suco de limão…
Claudio

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(Um dos) dia(s) em que um economista venceu um ambientalista

Eu adoro citar esta aposta. Tanto que vou citar de novo. O trecho abaixo está inserido em outra matéria, sobre petróleo, mas vale a leitura.


Until his death in 1997, economist Julian Simon predicted a continuous decline in resource prices. In 1980, he made a famous bet with environmentalist Paul Ehrlich. Simon’s bet was that a $1,000 basket of any five metals chosen by Ehrlich would be worth less (in constant dollars) 10 years later. Ehrlich lost. In 1990, the value of the basket at current market prices was down more than 50%. Ehrlich had to send a $576.07 check to Simon, representing the drop in the basket value. In fact, the prices of all the metals chosen by Ehrlich had fallen

Claudio

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A soberania do consumidor

Esse texto discute o jabá, Elvis, JK Galbraith, chá verde japonês e tudo mais. Não concordo com a conclusão, mas recomendo a leitura.

De lambuja, aprendi que as rádios receberam $ ou agraditos para tocar a ótima “Burning Down the House”, do Talking Heads. Mais um argumento pró-jabá.

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Quem é que ficava dentro daquela roupa de Godzilla?

godzilla.jpg

Eu sempre quis ver a cara do sujeito que vestia a roupa do Godzilla. Não daquele hermafrodita estranho da produção de Hollywood, mas do mal-feito, cheio de (d)efeitos especiais, com cenários compostos de miniaturas de trens-bala, bondes e prédios…o bom e velho Godzilla criado, crescido – e muitas vezes dado como morto – no Japão.

Godzilla é tão famoso que: “A 1985 New York Times survey asked 1,500 readers to name a famous Japanese person, and they came up with Emperor Hirohito (then 84), Bruce Lee (American) and Godzilla“.

Ok, Bruce Lee era chinês, mas vamos dar um desconto pro povo de NY…

Quer saber mais sobre a relação cultural entre Godzilla e o Japão do pós-guerra? Então clique aqui. Quanto de grana Godzilla movimenta na indústria cinematográfica japonesa? Esta informação eu não achei. E assim, saber se “Final Wars” é mesmo o final da longa série é algo que não está tão claro…

Claudio

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Aquele marzão não é só bonito: também gera crescimento econômico, desenvolvimento humano, sustentável, felicidade, bem-estar, etc

Quando começaram aqueles estudos de Jeffrey Sachs sobre desenvolvimento econômico com dados cross-countries, uma das variáveis que apareceu foi o famoso acesso ao mar (ou alternativamente, falta de acesso ao mar).

Muita gente, mesmo de economia, achava a dummy esquisita, ou não a achava relevante. Claro que esta opinião é incorreta. Só porque a maneira de se medir um fenômeno não lhe agrada, isto não quer dizer que o fenômeno não seja importante. É como dizer que não há inflação porque os índices de preços não englobam todos os preços, todas as famílias e assim por diante.

Pois é. Se você ainda tinha alguma dúvida sobre as vantagens de se ter acesso ao mar – e, portanto, ter maiores possibilidades de comércio – leia isto.

Claudio

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“Um dia sem mexicanos”

No último final de semana assisti “Um dia sem mexicanos“. A idéia é mostrar o que aconteceria o que aconteceria se os latinos desaparecessem da California de uma hora para a outra. O caos, é óbvio. O filme tem umas piadas boas, mas é fraquinho. De qualquer forma, vale a pena ver. Afinal, Bryan Caplan e Tyler Cowen o consideraram um dos filmes mais economicamente corretos da temporada.

Leo

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Picaretas

Vejam só as propostas desses supostos escritores. Olhem que bacana os programas: 1,2,3,4 e 7. Que moleza!!!

Tenho duas sugestões: que tal fazer como os escritores têm feito faz umas centenas de anos? Arrumem um emprego, nem que seja público. Machado e Drummond tão aí mesmo como exemplo. Tem uma outra forma ainda mais revolucionária de ganhar a vida: vendam livros!

Leo

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Juiz Lalau também é agenda de pesquisa de economistas

Há duas formas de se analisar o impacto do Judiciário na economia. Uma é a macro e outra é a microeconômica.

A primeira tem tido maior visibilidade desde o – já clássico – artigo de Shleifer e associados, o “The Quality of Government”. O que se testa, normalmente, contudo, diz respeito ao impacto de códigos legais sobre o desenvolvimento ou sobre alguma outra variável macroeconômica. Há muitos autores e não vamos fazer uma resenha aqui sobre o tópico. O leitor interessado pode, por exemplo, procurar por autores como Acemoglu (MIT), Shleifer, Rodrik (Harvard) e outros no NBER.

Agora, há a segunda área,que estuda os incentivos microeconômicos sobre as ações dos juízes. Melhor dizendo, nem sempre juízes que seguem um código de origem britânica se comportam de forma mais eficiente que seus colegas em outros lugares do mundo. Claro, o grande nome desta área de pesquisa é Richard Posner, que possui um famoso blog com o Nobel de Economia, Gary Becker.

A ligação micro-macro, na minha opinião, redundará inevitavelmente em algum tipo de argumento institucional (“o sistema de leis é tal que minimiza as chances de comportamento oportunista”, etc), ainda que sempre fique em minha mente aquele retórico uso da última tese de Feuerbach, adaptada ao problema: “quem julgará os juízes”? Em outras palavras, há um problema de endogeneidade a ser resolvido.

Bom, mas isto é um problema, né? Claro que é E aí, alguém disposto a tentar resolvê-lo?

Claudio
p.s. no Brasil, os estudos sobre o Judiciário foram pioneiramente feitos por Armando Castelar Pinheiro, hoje, no IPEA.

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Da Intervenção do Estado na Economia (itens para uma história dos campos de concentração)

Pérolas do comunismo soviético:

Da entrada de um dos lagpuntks, “pendia um arco-íris de compensado com uma faixa por cima, na qual se lia que ‘Na URSS, o trabalho é questão de honestidade, honra, bravura e heroísmo!'”. Numa colônia de de trabalho (…), Barbara Armonas foi acolhida com esta faixa: “Com trabalho honesto, saldarei meu débito para com a pátria”. Chegando em 1933 a Slovetsky (que se tornara prisão de segurança máxima), outro preso viu um aviso que dizia: “Com mão de ferro, conduziremos a humanidade à felicidade!” Yuri Chirkov, detido aos catorze anos, também deparou com um aviso em Solovetsky: “Por meio do trabalho, a liberdade!”, slogan que é tão contrangedoramente parecido quanto possível com o Arbeit macht frei (“O trabalho liberta”) que se via sobre os portões de Auschwitz. [Anne Applebaum, Gulag, Ediouro, p.221]

A tradição do marketing político vem de longe…

Ditaduras são indefensáveis, claro. Mas o (de)mérito dos campos é soviético. Nazistas decidiram por exterminar judeus em 1942. Contudo, segundo nos esclarece George Watson, em The Lost Literature of Socialism (1992, The Lutterworth Press), nazistas já conheciam o esquema soviético de trabalhos forçados em campos de concentração desde a época em que se aliaram (1939-41).

Azar mesmo teve Margarete Buber-Neumann, uma comunista alemã. Ela esteve em campos de concentração nazistas e soviéticos.

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Ainda a China

Recentemente, li James D. Hamilton fazer as seguintes perguntas (tradução livre): (1) como pôde a demanda chinesa por petróleo aumentar 17% em 2004 quando o preço do petróleo bruto aumentou 35%; (2) como foi possível esta demanda ser reduzida, subitamente, para 1.4% na primeira metade de 2005, quando o PIB chinês cresceu 9.5% (…)”.

As questões levantadas pelo grande econometrista são pertinentes. E elas têm tudo a ver com o post anterior do Leo, meu co-blogeiro, sobre a veracidade dos números oficiais da China. Afinal, a revisão dos números é brutal: a queda da demanda estimada é demasiada. Hamilton chama a atenção para uma análise que relaciona esta estranha mudança com a forte presença estatal na economia.

Não ajuda muito quando comunicados importantes são tão obscuros como este do presidente do Banco Central chinês.

Claro, sendo uma ditadura, não seria de se esperar outra coisa: analistas acham que o problema de mensuração é político.

Claudio

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Concurso de Ensaios (Cúpula das Américas)

Se você fez prova de Espanhol ou Inglês no vestibular…e passou, então não tem desculpa: pode redigir um texto e concorrer a um prêmio. O que? Você tem vergonha? Tente com a ajuda de um amigo tradutor. Ou gaste um pouco de dinheiro com isto. Pode valer a pena, né?

O concurso é este.

Claudio

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