Teoria econômica

Sugestão de leitura para leigos que querem ser menos leigos no assunto

Vários já disseram que todo brasileiro se mete a técnico de futebol e economista. Bom, sobre o último caso eu posso falar um pouco. E o que mais me chama a atenção, neste caso, é que há muitas críticas incorretas e muitas pertinentes sobre como um economista faz economia.

A melhor leitura sobre o assunto é “The Secret Sins of Economics” de Deirdre McCloskey. Se eu pudesse obrigar todos os alunos de Economia do mundo a lerem este livro (em macroeconomês: “se eu fosse o planejador benevolente”), eu o faria. Como não posso, fica aqui o convite.

Na página indicada acima, você encontra o livro (que é bem pequeno) para download…de graça. Ah, claro, sobre a autora (antigo “autor”), veja esta matéria.

Claudio

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Economia Brasileira

Sua vida vai bem quando as operadoras de cartões vão bem?

Sem trabalhar muito nas séries (coletadas junto à ABECS e ao IPEADATA), eis um exemplo de que os indicadores de desempenho das empresas de cartões (crédito/débito) e o PIB parecem caminhar juntos, no longo prazo.

Ah sim, a correlação das variações não é tão alta, mas é maior que 50%. Ou seja, há muito o que se pensar antes de aplaudir o desempenho de nossos colegas dos cartões.

Eis aí um bom exemplo para alunos de econometria de séries de tempo…

Claudio

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Por que a Britney Spears toca no rádio.

Payola, jabá, pay-to-play. Os nomes são vários, mas significam a mesma coisa. As gravadoras pagam para as rádios tocarem seus artistas.
Ontem, a Sony Music teve que pagar US$10 milhõesem um acordo judicial para pôr fim à prática.

Qual é o problema com o jabá? Nenhum. Pense nas rádios como um braço das gravadoras, apenas canais de distribuição que são remunerados por isso. Além disso, quem disse que os programadores das rádios são mais hábeis em escolher as boas músicas do que os gestores das rádios? É de se esperar que as gravadoras usem o jabá como forma de superar a resistência à inovação. Afinal, qual o sentido de ficar pagando por um artista que os consumidores nunca vão gostar. É melhor escolher um que, vencida a barreira inicial, será um sucesso.

(Lembro que o Tyler Cowen conta no In Praise of Commercial Culture que o Chuck Berry só tocou nas rádios graças ao jabá. E que havia muito racismo no movimento contra o payola)

Leo

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