“Por que eu não pensei nisso antes?”

Essa foi a minha reação quando eu assisti uma apresentação do Michael Kremer sobre incentivos “pull” para a criação de vacinas. O negócio é o seguinte: a maior parte dos incentivos para a inovação tecnológica são do tipo “push”, ou seja, subsidia-se os recursos necessários para a pesquisa. O problema é que não dá para controlar o uso dos recursos. Por exemplo, o sujeito ganha o dinheiro da OMS para uma pesquisa básica sobre malária (doença de pobre), mas, na verdade, desenvolve algo para a diabetes (doença de rico) e se enche de dinheiro. Parece que esse tipo de distorção é bastante comum.
A sugestão Michael Kremer inverte a lógica. Se o laboratório conseguir criar uma vacina com características tal e tal, a OMS se compromete a pagar US$XX ou a comprar XX milhões de unidades. Esses são os tais incentivos do tipo “pull”. Os fins são remunerados e não os meios.
Lembrei disso quando li essa notícia que uma firma de segurança paga prêmios para os hackers que descobrem bugs em seus sistemas.

(A propósito, Michael Kremer é um gênio. Publicou dois papers sensacionais no Quarterly Journal of Economics quando ainda fazia a graduação em Economia.)

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