Qualificar, qualificar, qualificar

Pessoas têm preguiça de estudar. Não tem jeito. Faz parte da natureza de muitos seres humanos jogar a culpa nos outros. Não foi bem na prova? Culpa do professor. Não entendeu a aula e não perguntou? Culpa do professor. E por aí vai.

O que fazer? Claro, o negócio é comprar um diploma. Todo mundo quer se dizer mestre em alguma coisa, doutor em outra, enfim, faz bem para o ego achar que sabe algo. Caso o retorno da educação seja alto no país, aí é que a coisa pega fogo!

Pode-se escapar reclamando, inventando mentira sobre o professor, fazendo fofocas, mas a verdade é uma só: qualificar-se é que vai salvar o sujeito da pobreza.

Aliás, a formação do capital humano é o tema da terceira aula de A Economia Política dos Gibis que vai ao ar hoje aqui. O Erik falou da qualificação e eu concordo com ele. Mas existe um outro aspecto da formação de capital humano que os economistas brasileiros insistem em não estudar e que é muito complicado no longo prazo. Embora não se possa enganar muitos todo o tempo, o fato é que o pouco tempo pode durar muito.

 

E o capital humano, minha gente?

Em resumo acredito que a participação da indústria de transformação na economia é uma variável endógena. Desta forma não deve ser objeto direto de políticas econômicas. Se é para ter uma indústria mais forte então que se mudem os fundamentos da economia da economia brasileira, do contrário estaremos condenados a ciclos de aumento e queda da indústria.

Não poderia concordar mais com o Roberto. Poderíamos voltar no tempo e rever a questão dos fundamentos na história econômica brasileira. Desde quando nosso governo tentou mudar os fundamentos da economia? Há vários momentos interessantes, sempre celebrados nos livros-texto de história econômica do Brasil. Entretanto, sabe o que eu nunca vejo nestes livros? A questão da educação.

Quer dizer, há aquele livro do Langoni, e tal, mas o pessoal do mainstream dos livros-texto parece não gostar muito dele. Os motivos para tal ausência poderiam ser alvo de um estudo de Sociologia do Conhecimento (acho que é este o campo de estudo adequado). Quando foi que o governo brasileiro tentou mexer no capital humano? Meu amigo Kang acha que o governo não foi muito ativo nisto.

Isso significa que o governo deixou o mercado cuidar da educação e toda aquela lenga-lenga da panfletagem sindical sobre o neoliberalismo é o que temos hoje? Nada poderia estar mais longe da verdade. Como sempre lembrou Jorge Vianna Monteiro, a expansão do tamanho do Leviatã não se mede apenas por “G/PIB” e nosso governo sempre gostou de regulamentar o que visse pela frente. Alguém poderia achar isso lindo ou imaginar que o cidadão burrão (= hipossuficiente = com racionalidade de barata e limitada = qualquer outro motivo alegado pelos defensores da tese) estaria sendo protegido do malvado mercadão neoliberal comedor de crianças.

Bom, a história não foi bem assim. O que temos hoje é um sistema educacional (que nem sempre educa, mas doutrina) com problemas que não preciso citar. Basta botar os garotos em competições internacionais sérias (não vale alguma patrocinada por Cuba, Venezuela, Bolívia, Coréia do Norte, Argentina ou Irã) e nosso desempenho vai para o fundo do poço. Pode não ser o pior país do mundo, mas não dá para ficar muito feliz com os resultados.

No final do dia, a pergunta mais óbvia é aquela que Hering se fez ao começar sua indústria: cadê o engenheiro para manusear esta super tecnologia que comprei? (eu não tenho a citação, mas o prof. Sanson me contou esta história faz tempo…).

Foi ao cinema e matou o filho

Gosto muito da sacada do jornalista que começou esta matéria com a chamada bombástica de que “nada mata mais crianças no Brasil do que a ignorância”.

Mesmo que ele não perceba, acabou de cutucar onças com varas curtas. Claro que a intenção é dizer que a falta de investimento em educação ajuda a piorar tudo e tudo o mais. Quem pode ser contra a educação para todos?

Contudo, muitas questões ficam em aberto. Por exemplo, medir educação como anos de estudo é uma prática comum no meio, mas não sinaliza a qualidade da educação. Eu não cobro dos pesquisadores esta medida, mas quando se fala de educação matando crianças, a gente fica apreensivo: será que uma escola da Al-Qaeda, alfabetizando todos, seria menos causadora de mortes do que uma escola pública da periferia? Ou uma escola privada em Higienópolis (nem sei se existe, mas vamos lá, sou ignorante nisto (e espero não ter matado ninguém no futuro…)) é tão boa quanto uma escola em Cuba?

Claro que eu também acredito que gente mais estudada deve cuidar mais dos filhos porque, novamente acredito, sabe ler bula de remédio, entende o que o médico diz, não pergunta quatro vezes a mesma coisa para o farmacêutico, etc. Seria ótimo se todos fossem assim.

O estudo merece leitura, obviamente (quem sou eu para desestimular a leitura de um artigo econômico que usa métodos estatísticos?), mas fica no ar uma crítica – que nem sempre é feita de forma honesta, é bom dizer – sobre o que significa, exatamente, a tal educação dos pais. O futuro, acredito, vai nos trazer estudos mostrando que um ano de estudo na Coréia do Norte pode não ter exatamente os mesmos impactos que um ano de estudo na Alemanha. Dito de outra forma, embora ambos saibam ler bulas de remédios, ceteris paribus, os filhos de ambos vão crescer e um deles preconizará mais e mais restrições sobre a sociedade (seja no mercado, seja na vida pessoal, etc), enquanto que o outro tentará, pelo desejo de controlar a própria vida, lucrar com, digamos, a sua descoberta da cura de alguma doença.

Enquanto isto, quem não quer ler mais que um tweet, quem deseja vadiar, claro, vai ao cinema e mata o filho. Figuradamente, digo (eu acho).

Senhoriagem e Inflação, por David Romer

O trecho abaixo (nota de rodapé 28, lá no cap.11) mostra algo que eu sempre digo em sala: capital humano faz a diferença no combate à inflação.

Individuals who specialize in monetary policy are likely to be more knowledgeable about its effects. They are therefore likely to have more accurate estimates of the benefits and costs of expansionary policy. If incomplete knowledge of those costs and benefits leads to inflationary bias, increasing specialists’ role in determining policy is likely to reduce that bias.

Tá lá, na página 567!

Como a esquerda conseguirá destruir o capital humano brasileiro

Rolf Kuntz tem uma crítica muito bem elaborada com respeito ao ministério da desigualdade (MEC). Parece aquela história antiga: os caras se agarram a um livro nunca revisado de Celso Furtado e a algumas idéias estranhas dos anos 50. Ou seja, não querem saber de gente bem educada (que, inclusive, é mais consciente e “participativa”), mas sim de substituição de importações. Só que agora querem importar engenheiros e técnicos de Cuba ou sei lá de onde mais.

Afinal, nem educação de qualidade eles querem dar, embora pressionem o setor privado a absorver semi-analfabetos em seus bancos, condenando os mesmos a um sofrimento muito maior do que teriam se bem educados fossem. Curiosamente a UNE, a CUT e outros que se vendem como “neutros defensores” de trabalhadores ou educadores preferem se calar e construir prédios ou lutar pelo imposto sindical (embora se digam contra o mesmo).

Os pais, claro, acham bonito que a educação seja de “esquerda” porque dividem o mundo entre bons e maus, tomando como referência os anos da ditadura militar estatizante (que eles chamam de “direita” apenas por conta do caráter religioso, imagino, já que liberalismo é o oposto de estatizante). Já ouvi várias vezes que “uma coisa é um cara que mente para se eleger (digamos, hipoteticamente, o Maluf)” e outra é “quem mente para se eleger (digamos, hipoteticamente, um da Silva que literalmente rasga seus gritos de guerra históricos para se vender como candidato palatável ao eleitorado sério). Ou seja, mentiu e eu gosto dele, pode. Mentiu e eu não gosto, não pode.

As pessoas gostam de double standards para avaliar aqueles que cuidam do dinheiro que lhes é arrancado sob a forma de impostos. Curiosamente, em um casal, o mesmo comportamento leva a brigas intermináveis e, claro, ao divórcio.

Interessante, não? Bem, mas se você leu tudo até aqui e concorda ou não comigo, fico feliz. Afinal, você ainda entende a língua portuguesa que estudamos em boas escolas.

Bancos Centrais, panquecas com maple e minha última sobre capital humano: “se não for mestrado e doutorado acadêmicos, deve ser só sinalização”

Estes dias reencontrei meu amigo Carlos, do Bank of Canada. Ele esteve no Seminário de Economia de Belo Horizonte ministrando o curso sobre política monetária no mundo. Bem, alguns alunos chegaram a me perguntar sobre o que ele fazia, mas não sei se olharam na internet. Como precisei lhe enviar uma mensagem, dei-me ao trabalho de ir ao google e, bem, olha ele aí.

A produção acadêmica dele é de dar inveja.

Aqui no Brasil temos gente muito boa no Banco Central, recém-chegado(s) do exterior. Se aumentarem a produtividade do banco daqui, já será um ganho imenso.

Talvez eu concorde em parte com Bryan Caplan sobre educação como sinalização. O ditado é: “se não for mestrado e doutorado acadêmicos, deve ser só sinalização” (*). Eis minha frase-síntese, contribuição a ser eternizada em Teoria Econômica e citada até o final dos tempos.

Se alguém fizer um estudo sobre educação com dados que realmente sejam proxies decentes, eu gostaria muito de ver um teste desta minha frase-síntese.

(*) na versão forte, eu terminaria com: “…é apenas sinalização”. Caramba, minha frase tem até versão fraca e forte! ^_^

Clube do capital humano

Pronto, fundei o meu clube.

Explico-me. Não quero subsídios do governo para mim. Também não quero mais impostos sobre ninguém em meu nome. Tudo começou com o artigo que eu e o Guilherme publicamos aqui. Desde então, não consigo mais deixar de notar a má qualidade da mão-de-obra por aí. Ontem fui a um restaurante japonês de BH com o Ari e sua família. O garçom me soltou um “- A gente temos” em umas quatro ou cinco frases seguidas.

Não dá para ignorar. Como conheço alguns professores da rede pública, sei que nem todos concordaram com o “construtivismo achado na rua” que defende, na prática (mesmo que não o digam, é a consequência lógica do que pregam), o descaso com a qualidade do capital humano. Nesta visão puramente política da pedagogia, “qualidade” é coisa de capitalista que certamente gera exploração da mão-de-obra inocente, burra (e que precisa ser guiada pelos grandes timoneiros da esquerda para…para…para onde?).

Como economista e como professor, não posso compactuar com esta enganação. Não quero mais ver garçom falando como um selvagem. Quero vê-lo estudando e ampliando as chances de evoluir e ser uma pessoa realmente completa, que tem capacidade de escolher entre diversas profissões possíveis.

Cada um com um mínimo de inteligência (note: não necessariamente isto significa estudar muito) sabe que os políticos estão, em sua esmagadora maioria, independente da ideologia que dizem defender, apenas dispostos a permitir que as pessoas tenham a oportunidade de servi-los como garçons, prostitutas, engraxates a troco de uma esmola que pode até ser uma bolsa financiada com o dinheiro público. Isto não é política social, é exploração.

Até os industriais, que sempre defenderam uma única política setorial como sendo social, a tal política industrial, estão em maus lençóis agora, em parte como resultado de suas próprias ações como pedintes (e não como empresários) neste capitalismo paternalista que é o brasileiro. Não é difícil notar a notória dificuldade que eles têm, por exemplo, em apresentar algum estudo com uma medida simples de bem-estar para justificar suas reivindicações. Substituir importações, meus caros, não é um almoço grátis.

Bem, isso tudo nos leva ao clube do capital humano. Qual o objetivo? Simples, quero colecionar, sobre esta tag, notícias que mostrem o problema. Quanto mais a blogosfera espalhar as impressões sobre este problema, melhor. No mínimo vou colecionar evidências, aqui, de que o problema do capital humano brasileiro continua sério e que não pode ser mascarado com o discurso “agregador-keynesiano”. Capital humano é, sim, um problema de infra-estrutura no Brasil e, não, não se resolve criando mais universidades públicas. Capital humano é um problema microeconômico. Está na vida de cada um de nós: na padaria, no posto de gasolina, na faxina semanal e, para a tristeza de alguns, na própria família.

Este Clube está aberto para a coleta de depoimentos, impressões, dados, estudos científicos, etc.

p.s. O primeiro convite é ao professor Guiherme Hamdan, co-autor do artigo. Se quiser blogar aqui sobre este tema (e outros), é só me falar.

Banco no celular

Eis uma breve análise da situação mundial. Breve e didática.

Uma única observação: para mim, o calcanhar de Aquiles que impede a disseminação deste tipo de serviço bancário é a segurança das redes. Como sempre, o baixo nível do capital humano é um obstáculo. Talvez devêssemos conversar com gente da área de Ciência da Computação (ou qualquer um de seus apelidos mais ou menos nobres: Tecnologia da Informação, Tecnologia de Redes, etc) para ver o que eles acham.

Se eu pudesse fazer uma entrevista, escolheria alguém daqui.

Esqueça os pedabobos brasileiros…

…a revolução educacional começou nos EUA, obviamente construída sobre anos e anos de estatísticas acumuladas e analisadas. Enquanto os pedabobos daqui falam impropriedades sobre o que não entendem (“imperialismo”, “neoliberalismo”, etc), inventam histórias sobre “direitos adquiridos de segunda, terceira, quarta geração” e chamam as técnicas de ensino de “arcaicas”, o hiato entre a selva e a civilização só aumenta.

p.s. sim, há exceções honrosas, mas eu não as conheço. Como eu sei que existem? Princípios básicos de estatística, claro.

Livros-texto de economia e a URSS

Soviet Growth & American Textbooks

David M. Levy – Center for Study of Public Choice , Sandra J. Peart – Jepson School of Leadership Studies

Abstract:
We examine the treatment of Soviet growth in successive editions of American economics textbooks published between 1960 and 1980. What we find repeatedly is over-confidence in the potential for Soviet growth and an asymmetric response to past forecast errors. More than this, the textbooks report faster Soviet income growth combined with a constant ratio of Soviet–US income. Textbooks that abstracted from these institutional details (thin) offered a wider range of application than those which focused on one society (thick). A simple way to distinguish these two traditions is whether the book used a productivity possibility frontier [PPF] for cross-societal comparisons. Thick accounts did not while thin ones did. It was in the institutional dimension that the account by Tarshis differed from that of Samuelson.

Capital humano versus Enade

Simon vai ao ponto:

“MEC: um em cada 4 professores se forma em curso ruim”, diz O Estado de São Paulo, dando como ruim uma notícia que, se fosse verdadeira, seria ótima: 3 em cada 4 professores se forma em um bom curso!
Mas é claro que não é nada disto. Como os resultados das provas do ENADE são “normalizados” em uma distribuição simétrica, sempre vai haver mais ou menos um quarto no nível inferior, mais ou menos um quarto no nível superior, e muitos cursos no meio. Este mesmo tipo de bobagem aparece em outras notícias, que procuram comparar resultados de áreas diferentes, como se as pontuações fossem comparáveis. Também não faz sentido comparar os resultados de um ano para outro, porque as provas variam de ano a ano, e todas são “normalizadas” cada ano.
O fato é que o ENADE não trabalha com conceitos de “bom”, “ruim” ou mais ou menos, mas, simplesmente, ordena os cursos em uma escala de 5 pontos, distribuições parecidas para cada área como a do quadro ao lado, feito para todas as áreas em conjunto. Se todos os cursos forem muito bons, ou muito ruins, a distribuição vai ser sempre a mesma.

Ahá!

Maior salário de professor, melhor qualidade do ensino

Mais um dos infindáveis artigos que encontram este resultado, aqui. Para os alunos de Econometria, atenção para a discussão sobre endogeneidade.

p.s. uma boa discussão seria “como se mede a qualidade do ensino”?

Por que superstições persistem?

Does Fortune Favor Dragons?

John Nye, Noel D. Johnson

July 2, 2009

Why do seemingly irrational superstitions persist? This paper analyzes the widely held belief among Asians that children born in the Year of the Dragon are superior. It uses pooled cross section data from the U.S. Current Population Survey to show that Asian immigrants to the United States born in the 1976 year of the Dragon are more educated than comparable immigrants from non-Dragon years. In contrast, no such educational effect is noticeable for Dragon-year children in the general U.S. population. This paper also provides evidence that Asian mothers of Dragon year babies are more educated, richer, and slightly older than Asian mothers of non-Dragon year children. This suggests that belief in the greater superiority of Dragon-year children is self-fulfilling since the demographic characteristics associated with parents who are more able to adjust their birthing strategies to have Dragon children are also correlated with greater investment in their human capital.

Cotas próximas às eleições

É um câncer na política brasileira esta história de criar privilégios segundo o calendário eleitoral, não? A discussão, agora, é a das cotas. Leia aqui. O que está em jogo é a destruição ou não do capital humano brasileiro. Pode-se retardar o desenvolvimento por décadas com políticas burras ou pode-se desacelerá-lo por décadas com políticas tolas. Claro, há sempre a possibilidade de uma política burra/tola dar errado e o crescimento não ser prejudicado.

Mas pense bem nas questões que Simon levanta antes de reclamar de “vôo da galinha”…

Por que a língua inglesa é importante?

Muitos alunos reclamam da dificuldade de se ler em inglês. Pois bem, uma língua estrangeira é simplesmente uma língua. Contudo, veja só esta minha breve história. Há um minuto atrás estava lendo o excelente “Uma Senhora Toma Chá…” que já citei aqui antes. Deparei-me com o famoso Kolmogorov (famoso para qualquer um que já tenha sofrido com um estudo intermediário de Estatística). Resolvi ler um pouco sobre o famoso gênio russo. 

O que você faria? Provavelmente o que eu fiz: foi à Wikipedia. Agora, veja a diferença de qualidade e quantidade nos verbetes em português e em inglês. Em qual deles você aprende mais?

Obviamente, o problema não é só da língua. O problema é a falta de leitura (e a falta de livros em nossa língua) dos brasileiros e correligionários lusitanos de todos os continentes em relação a um simples americano médio. Por isto minhas buscas por material útil para ampliar meu conhecimento geralmente converge para os sites de língua inglesa. 

Não se trata, como dizem alguns parvos, de imperialismo. É pura questão de prática: ou eu aprendo menos e fico estagnado, ou aprendo mais e me desenvolvo.

Determinismo genético, liberdade e Bayes

Excelente ponto do Caplan sobre a relação entre determinismo genético e livre arbítrio. A hipótese importante, no caso, é a de que pessoas pensam de maneira bayesiana, o que não é algo tão difícil de se aceitar, certo?

Capital (h)umano

Minha homenagem à esta foto, devidamente avaliada pela Nariz Gelado. Alguém ainda se nega a discutir a questão da qualidade do ensino? Ou o significado prático de tantos diplomas de especialização (fajutos) para professores do ensino básico/médio? Ou a doutrinação ideológica disfarçada de pedagogia? Onde é que estão a dona Durham e o sr. Simon Schwartzman? Precisamos deles nestas discussões.